15ª flip
4 autores galácticos na Flip 2017 😃
Em 31 de maio de 2017 | 0 Comentários

Lima Barreto, anunciado autor homenageado da 15.ª edição da Flip – Festa Literária Internacional de Paraty – já dá o tom da edição de 2017 de um dos eventos literários mais importantes do país, que acontece entre 26 e 30 de julho.

A programação completa, anunciada ontem, confirmou que temas caros ao homenageado dominam a maior parte da programação principal, visivelmente mais aberta à diversidade.

Com a curadoria da jornalista Josélia Aguiar, pela primeira vez, escritoras e artistas mulheres são maioria, e cerca de 30% dos convidados na programação oficial são negros.

Veja os autores da e-galáxia que estão na programação principal:

Beatriz Resende (Rio de Janeiro, 1948) é crítica literária, professora e pesquisadora, com olhar atento à produção literária contemporânea. É também da geração pioneira que estudou Lima Barreto na universidade. Doutora em literatura comparada, fez estágio de pós-doutorado no Museu Nacional/UFRJ e é professora titular da faculdade de letras na UFRJ. Publicou, entre os mais recentes, Lima Barreto e o Rio de Janeiro em fragmentos (Autêntica, 2016), Lima Barreto: cronista do Rio (Autêntica, 2017), Poéticas do contemporâneo (e-galáxia, 2016), Sobre Lima Barreto (e-galáxia, 2017) e Impressões de leitura e outros textos críticos (Companhia das Letras, 2017). Organizou as atuais reedições de Numa e a Ninfa Bruzundangas, ambos de Lima Barreto (Carambaia, 2017).

QUI | 12h00 | mesa 2 | arqueologia de um autor

SEX | 15h00 | mesa 8 | subúrbio

Carol Rodrigues (Rio de Janeiro, 1985) é escritora e produtora cultural. Estudou cinema e fez mestrado em performance na Holanda. Aos trinta anos, publicou seu primeiro livro de contos, Sem vista para o mar (Edith, 2014), que arrebatou duas das mais importantes premiações literárias do país: o Prêmio Jabuti e o da Fundação Biblioteca Nacional. Pelo selo Jota, publicou Ilhós (e-galáxia, 2017).

QUI | 15h00 | mesa 3 | pontos de fuga

Diamela Eltit (Santiago, 1949) é uma das mais notáveis escritoras da América Hispânica. Iniciou sua trajetória de arte e política como parte do Colectivo de Acciones De Arte (CADA) durante a ditadura de Pinochet. Estreou na ficção com Lumpérica (Ediciones del Ornitorrinco, 1983). Desde então, vem publicando uma extensa obra literária experimental, em que combina crítica feminista e marginalidade urbana. Jamais o fogo nunca (Relicário, 2017) é a primeira tradução em português de um de seus mais importantes romances. Também é uma ensaísta de fôlego, e uma coletânea de seus textos críticos pode ser lida no e-book A máquina Pinochet e outros ensaios (e-galáxia, 2017). Recentemente, seus manuscritos foram adquiridos pela Universidade de Princeton.

SEX | 19h15 | mesa 10 | a contrapelo

Felipe Botelho Corrêa (Rio de Janeiro, 1983) obteve seu Ph.D. pela Universidade de Oxford e, atualmente, leciona literaturas e culturas do Brasil, de Portugal e da África lusófona na universidade King’s College London. Publicou Sátiras e outras subversões (Penguin-Companhia das Letras, 2016), compilação de 164 crônicas inéditas de Lima Barreto, assinadas com diversos pseudônimos e publicadas na imprensa carioca. Organizou Crônicas da Bruzundanga: a literatura militante de Lima Barreto (e-galáxia, 2017), compilação de textos breves que marcam a inserção do escritor num período em que começa a se delinear a sociedade de massa no Brasil.

QUI | 12h00 | mesa 2 | arqueologia de um autor