Biografias e memórias (16)

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    Mil tons – O meu Millôr de Alberto Villas R$ 16,00

    Mil tons – O meu Millôr é uma biografia singular. Já no título podemos notar a marca da subjetividade. O jornalista Alberto Villas acompanha a trajetória de Millôr desde O Cruzeiro, quando Villas ainda era uma criança vivendo em Minas Gerais.

    Nunca deixou de seguir os passo de Millôr: de Paris ou de São Paulo, recortando as páginas do humorista nas revistas Veja, IstoÉ, O Pasquim e em diversos jornais.

    Nesta biografia afetiva encontramos o gênio de Millôr Fernandes por inteiro: desenhista, tradutor, frasista, dramaturgo, poeta, fabulista e, principalmente, um grande humorista. Também conhecemos uma geração fortemente influenciada por sua pena. Nos momentos mais duros da história recente brasileira, lá estava o humorista carioca aliviando a barra de uma geração que sofria com as privações impostas pela ditadura militar. Acompanhamos também a redemocratização do Brasil, os anos FHC e a chegada do PT ao governo.

    Nesse movimento de se colocar como interlocutor do biografado, sem com isso abrir mão do rigor bibliográfico, Alberto Villas toca em um dos pontos mais sensíveis da crítica cultural atual: a recepção das obras.

    Este é também um livro de história do Brasil. Incomum. Os fatos do país e do mundo estão filtrados pela forma que toda uma geração leu, riu e consegui tocar em frente, graças às tiradas semanais de Millôr Fernandes.

    Como diz o autor do livro: “O meu Millôr que apresento neste livro é uma figura única. Se surgir algum parecido, recuso imitações.”

    Com prefácio de Paulo Werneck, curador da FLIP na ocasião em que Millôr Fernandes foi o homenageado principal do evento.

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    Profissão: poeta de Armando Freitas Filho R$ 14,90

    Oito longas entrevistas com o poeta Armando Freitas Filho cobrindo um período de 15 anos estão no centro deste livro. Nas margens: uma seleção de poemas organizada pelo próprio Armando e um perfil biográfico do poeta escrito por Francesca Angiolillo.Porta de entrada para o universo poético e íntimo de um dos nomes centrais da poesia moderna brasileira. Labirinto da mente e do coração do artista.Prevendo a tentação de oferecermos este livro como uma espécie de “Armando por ele mesmo”, o poeta avisa: “Não se fie muito em quem introduz o seu próprio conteúdo nesses tempos contaminados e perigosos.” Fica o convite para que o leitor se arrisque nessas páginas de registros e tempos múltiplos.

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    Se o grão de arroz não morre: colônias de imigrantes japoneses de Masayuki Fukasawa R$ 14,90

    Colônias de imigrantes japoneses: desvendando onde e como tudo começou

    Em março de 1912, quatro anos depois da chegada do navio de imigrantes Kasato-maru, o fundador da colônia, Ikutaro Aoyagi fechou um contrato com o Governo Paulista na qual recebia 50 mil hectares de terra de graça com a condição de instalar um núcleo colonial. Na época, o Japão passava por uma grave crise de escassez de alimentos a ponto de ocorrerem diversas revoltas populares desencadeadas pela alta do preço do arroz. Os homens proeminentes da Era Meiji vislumbraram criar uma colônia com o objetivo de “enviar japoneses emigrantes, plantar arroz e fornecer a produção ao Japão”.

    Nas eras Meiji e Taisho (1868-1926), o Japão tentou criar conexões com o mundo por meio da emigração, que é um mecanismo de cooperação internacional, mas, em 1934, o Brasil promulgou a lei que restringia a imigração a uma cota de 2% do total de ingressantes no país nos últimos 50 anos, o que na prática, fechava as portas de entrada da América do Sul aos japoneses. A pressão emigratória japonesa da época era como uma panela de pressão a alta temperatura com a válvula girando e cuspindo vapor sem parar. Toda essa energia foi se voltando para a Manchúria e o Governo Japonês promoveu a emigração para as regiões da Manchúria e Mongólia organizando Grupos de Imigrantes Armados capitaneados pelo Exército de Guangdong.

    Essa foi uma grande encruzilhada da história.

    Como se a chama tivesse se apagado, o interesse pela emigração ao Brasil foi se reduzindo até o ponto em que no pós-guerra, a empreitada foi praticamente esquecida dentro da história contemporânea japonesa. A deflagração do conflito do Pacífico fez os japoneses do Brasil serem perseguidos como cidadãos inimigos do Eixo, principalmente nas regiões litorâneas como Santos e Registro.

    Apesar das tentativas, o plantio do arroz não era bem sucedido e os colonos passaram por sérias dificuldades. Em 1943, Torazo Okamoto pegou escondido sementes de chá preto da fábrica da Lipton no antigo Ceilão, Sri Lanka, e as trouxe até Registro, fazendo com que a região renascesse como a Capital Brasileira do Chá. Os japoneses criaram a “Capital do Chá” dentro do “Reino do Café”. Em seu auge, sete empresas competiam entre si para produzir 12 a 13 mil toneladas de chá, o que representava 85% de toda a produção nacional. O país, no entanto, perdeu competitividade internacional devido à variação do câmbio.

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    Viagens – da Amazônia às Malvinas de Beatriz Sarlo R$ 19,90

    “Viagens – da Amazônia às Malvinas” é a biografia itinerante de uma jovem idealista que encontrou lugares, pessoas e situações extraordinárias e inesperadas.

    Ao trair sua promessa de silêncio biográfico, Beatriz Sarlo escreveu esses capítulos de uma aventura latino-americana. O livro foi lançado exclusivamente em e-book na Flip – Festa Literária Internacional de Paraty 2015.

    Sarlo leva o leitor até tribos no coração da amazônia; ao altiplano argentino para encontrar pinturas de santos em pequenas igrejas coloniais; às minas de Oruro; bailes em festas, batizados, boleias de caminhões e noites ao relento. Passa também pelo modernismo da capital Brasília, que tanto a fascinava.

    Finalmente, quarenta anos depois, uma última viagem: às ilhas Malvinas. E antes de todas essas, as primordiais e definidoras viagens da infância, com seus mistérios e descobertas.

    Autobiografia? Diário de viagem? Estudo sociológico-histórico? Sempre unindo, com rara sensibilidade, narrativa e análise cultural, Sarlo nos entrega um livro que escapa a qualquer classificação tradicional de gênero.

    Em “Viagens”, paisagem e intimidade se misturam através do filtro da memória para oferecer a autobiografia de uma jovem idealista e de um continente que ousava sonhar com o novo.