Ficção (2)

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    Agora que estamos de volta de Alessandro Garcia R$ 1,99

    “Enquanto toma banho, ele fecha os olhos e imagina quando poderá dar a ela a cidade que prometeu. Tudo ali é cinzento e pesado, como se blocos de fuligem se alojassem em seus pulmões todas as manhãs em que precisam enfrentar o metrô.”

    O desejo no desvão da linguagem, numa narrativa contundente de um dos jovens talentos do conto contemporâneo.

    Formas Breves é um selo digital dedicado ao gênero conto. Seu único princípio é a qualidade. Com traduções diretas e exclusivas de grandes clássicos do conto universal ou com narrativas da nova geração de escritores em língua portuguesa, Formas breves é um ancoradouro desta galáxia chamada conto.

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    Água para borboletas de Marisa Sevilha Rodrigues R$ 9,90

    Escrever é um ato de resolução. Ninguém escreve à toa. Tudo o que pensamos vem em forma de sentimento e palavra e para entender essa ponte escrevemos. Marisa Rodrigues faz isso de modo sintomático e obsessivo – sim, há que existir obsessão na escrita – e tudo o que ela diz é maior que ela. Os poemas em prosa ou prosas fluidas nascem aos borbotões para tentar aplacar o que vem primeiro, o sentimento ou a palavra e com isso falar de sua história, revolta, nascimento, feminilidade, vontade, livramento. Marisa adverte quem lê porque poeta ou não a poesia a transforma. Ela fere de morte os que permeiam seus versos à procura de candura e encontram lacerações. A alma sangra e esse sangramento é palavra. Urbe et orbi devemos saber que a poesia tem uma função dupla: a de ser escrita e de escrever quem a escreve. E de escrever quem a lê. O poema gruda na retina e de lá não sai. Para sempre a emoção da leitura vai ficar no leitor que não se livrará do poema mesmo que não o lembre. Poesia é transcendental e persecutória. Vive enquanto nos lembrarmos dela. Os poemas de Marisa Rodrigues neste Água para borboletas catalisam os sentimentos e tornam-os claros. Legíveis. Vivos. Como a ranhura dos dentes e a cicatriz da infância. Perceptível e presente.
    Por Thereza Christina Rocque da Motta em 6 de fevereiro de 2018.

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    Ai de Lina Meruane R$ 1,99

    “Existe uma geração de escritoras chilenas que promote. Lina Meruane é uma delas.” Roberto Bolaño

    Saudada por Bolaño e Vila-Matas, a escritora chilena Lina Meruane é uma das grandes vozes da literatura latino-americana. Em “Ai”, lançamento exclusivo do selo Formas breves, a autora nos mostra a natureza arbitrária da vida e da morte com maestria. A tradução é de Mariana Sanchez.

    Formas Breves é um selo digital dedicado ao gênero conto. Seu único princípio é a qualidade. Com traduções diretas e exclusivas de grandes clássicos do conto universal ou com narrativas da nova geração de escritores em língua portuguesa, Formas breves é um ancoradouro desta galáxia chamada conto.

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    Alisson no país das maravilhas de Liber Matteucci Grátis!

    Este livro troca a inglesinha Alice pelo jovem secundarista Alisson e transfere o País das Maravilhas para o Brasil. Mas a história é a mesma, ou quase: se a menina Alice inspirou o seu adorado tutor Lewis Carroll a escrever a história original, Alisson também adora os professores da sua escola pública, que o governador quer fechar. Inconformado, Alisson reúne-se com os colegas e todos decidem fazer uma  ocupação. Mas não vai ser fácil! Um mico com um relógio de bolso (ué, não era coelho?) rouba o smartphone do rapaz e desvia Alisson do seu caminho, levando-o a viver aventuras nada inglesas, na verdade brasileiríssimas, de tirar o fôlego de qualquer um.

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    Amores e tropeços de Sylvia Loeb R$ 9,90

    Do embate amoroso, o corpo é o palco privilegiado. “Por que os corpos se entendem, mas as almas não”, explica o verso de Manuel Bandeira. Um movimento de alma, de espírito ou de uma instância psíquica pode ser o estopim deste embate, porém quando o pensamento chega à carne ou ao estômago, quando engendra gestos, buscas, fugas ou a percepção da existência – ou da ausência – de outro corpo, só então se vislumbram as questões essenciais de cada ser humano. Em Amores e tropeços, Sylvia Loeb cria instantâneos da vida cotidiana em que as personagens são flagradas no momento exato em que o embate amoroso, com seus gozos e tombos, se dá – entre os seres, no interior dos seres. Nestes momentos, suas angústias, desejos, silêncios, dores e pulsões de vida e morte são transformados em literatura pela pena habilidosa e sensível da escritora.

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    Ângulo de guinada de Ben Lerner R$ 19,90

    Ângulo de guinada é um livro de poesia incomum. Mescla de reflexão filosófica sobre a mercantilização do espaço público, prosa sobre o valor da arte contemporânea, sequências líricas e poesia experimental.

    Ben Lerner – um dos mais criativos autores de sua geração – investiga o destino do espaço e do discurso públicos, e como as tecnologias de visualização – fotos aéreas em especial – criam em nossa cultura uma imagem de si própria; uma imagem espetacular.

    Lerner faz parte de uma geração assombrada pela ideologia da Guerra ao Terror. Política, tecnologia e a construção de discursos e imagens são temas urgentes que não escapam ao olhar nada previsível deste instigante artista.

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    Aqui as noites são mais longas de Geraldo Maciel R$ 5,90

    Aqui as noites são mais longas, romance inédito de Geraldo Maciel (1950-2009), escritor paraibano, engenheiro civil e de produção, professor na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), parte de uma repentina e irresistível crise de saudades que atinge simultaneamente os nordestinos migrados para São Paulo e os faz partir em massa, perturbando o cotidiano da metrópole. Partem em busca da terra natal, cada um por si, por seus caminhos e destinos, que se entrecruzam, se bifurcam, se dispersam. Com alta densidade lírica e riquíssima linguagem, revela-se a imensa complexidade e variedade dos sujeitos que os estereótipos do “baiano” e do “paraíba” ocultam.

    Em 2008, Geraldo Maciel recebeu o Prêmio Lucílio Varejão / Cidade do Recife, com o romance Peccata Mundi, que não chegou a ver publicado, em 2012, pelo Conselho de Cultura da Prefeitura do Recife, tendo falecido repentinamente poucos meses após o anúncio da premiação. A morte o alcançou quando negociava o contrato com uma grande editora do Rio de Janeiro interessada na publicação deste extraordinário romance, Aqui as noites são mais longas. Nem a família nem os amigos conseguiram retomar esse contato iniciado com a editora. Sai agora pela Coleção Latitudes.

    LATITUDES – título da coleção literária que tem curadoria de Maria Valéria Rezende, refere-se, sim, a paralelos e meridianos, a geografias, paisagens, diferentes pontos de vista a partir dos quais podemos perceber nossas várias facetas, e a tudo o mais que sua etimologia possa evocar – do latim, latitūdo,ĭnis ‘largura, extensão, amplidão’.

    Nasce de uma convicção: em todos os recantos do Brasil brota literatura de alta qualidade, nem sempre visível para todos nós, privilégio apenas daqueles que compartilham com os autores o mesmo e restrito espaço em que vivem e se publicam, mas que, voando com velozes asas digitais poderá enriquecer e alargar até suas verdadeiras dimensões aquilo que hoje se considera “a literatura brasileira”.

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    Ariel, Quixote do Holocausto & Carmen Cohen de Leandro Sarmatz R$ 1,99
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    As alegres comadres do Negreiros de Roberto Negreiros R$ 14,90

    Lançado exclusivamente em e-book, “As alegres comadres do Negreiros” reúne pela primeira vez uma seleção dos desenhos dedicados às mulheres em mais de 40 anos de produção do artista paulistano Roberto Negreiros. Com prefácio de Ivan Angelo, o leitor vai encontrar entre os mais de 60 desenhos, o traço inconfundível do fino humor que há décadas dá vida às páginas das revistas VIP, Playboy, Veja, piauí, entre outras.

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    As bruxas do lago Léman de Flavio Dias R$ 14,90

    “A ilha de Santa Catarina surgia como um desejo de vento na vida de Diane. Uma relojoaria nova do tempo vinha se impondo em sua vida: brincalhona e arrepiante como o vento vindo de um sul do mundo que ela pouco conhecia. Esse vento roçava um infinito de redemoinhos em seu passado, como se a cronologia dos fatos de sua vida estivesse misteriosamente em expansão. A verdade é que ela sabia tanto sobre suas raízes como sabia desse vento, quase nada. Mais do que rascunho, memória é reconstrução constante e tudo colidia, esbarrava-se no pouco que sua mãe revelara de seu pai, ao longo de sua vida. Viriam outras serendipidades, Diane sabia: ela não as deixaria escapar, alerta como boa documentarista que se pretendia.”

    Até 1782, nos castelos à beira do lago Léman, entre a França e a Suíça, cerca de 5 mil mulheres foram julgadas e condenadas por bruxaria. A grande maioria, após torturas e sofrimentos, levada à fogueira. Em plena filmagem de seu primeiro documentário – As bruxas do lago Léman – a jovem cineasta parisiense Diane recebe a notícia que seu pai biológico (que ela pouco conhecera) foi encontrado morto, em circunstâncias estranhas, na ilha de Santa Catarina, também conhecida como ilha das bruxas. Guiada por impressionantes coincidências e “serendipidades”, Diane mergulha de corpo e alma numa jornada em busca de seu passado, da verdade sobre a morte de seu pai, e de um laço que una destino, poesia, arte e bruxaria.

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    Às noites de distância de Maikel de Abreu R$ 1,99
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    As primeiras pessoas de Cesar Cardoso R$ 14,90

    “Há alguma vantagem em se narrar na primeira pessoa? Talvez. Uma delas é que a história parece ter sido escrita por alguém que não o próprio autor. Quando usamos a terceira pessoa, nos tornamos os únicos responsáveis pelo estilo, acertos e erros da história narrada.

    Cesar Cardoso, de larga experiência, certamente não pensou nessa questão quando decidiu escrever os vinte e cinco contos de As primeiras pessoas. Se a escolha aconteceu ao acaso, foi seu primeiro acerto. Cada conto é uma voz narrativa diferente, tornando o livro uma polifonia vocal, que o leitor escuta enquanto lê.

    Alguns esperam dos livros de contos que possuam uma atmosfera única, um mesmo diapasão narrativo da primeira à última página. Não esperem isso de As primeiras pessoas. Cesar Cardoso surpreende a cada história que narra, ou melhor dizendo, que os personagens narram por ele.

    Em “Déjeuner Du Matin”, a voz que se escuta é delicada, reminiscente, com um assumido sotaque carioca. Bem diferente da voz aliciante, dissimulada e perversa de “Chororô”. Em “Eles”, a primeira pessoa narradora esbanja metáforas como ‘pude ver a lua bebendo água na vasilha do cachorro’ ou ‘socava as tristezas com muito alho e noz moscada’. É uma primeira pessoa feminina, com gosto pelo tom estranho, quase sobrenatural. Bem diferente de “Ladies First!”, em que a voz assume o deboche e a ironia, faz muitas perguntas e fala de cinema e televisão.

    Ninguém neste livro sentirá o embalo da atmosfera única. Cesar Cardoso inventa modos narrativos, faz experiências como em “Bem unidos façamos”, uma sucessão de cartas engraçadas e ricas em citações, pois se trata de um autor que transita pelas várias formas da arte, mas que também é capaz de escrever com o ritmo fortemente marcado pela linguagem oral e pela música popular. Em todos os contos Cesar Cardoso imprime sua marca de narrador experiente, seguro do que é escrever bem.

    O mais curioso nesse livro instigante é ler que ele foi dedicado aos netos. Com tantos experimentos e ousadias, eu o imaginava escrito por alguém bem jovem. Salve a juventude desse jovem senhor! “

    (Ronaldo Correia de Brito)