Poesia (24)

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    26 poetas hoje de Ana Cristina Cesar, Francisco Alvim, Roberto Piva, Zuca Sardan, Waly Salomão, R$ 9,90

    26 poetas hoje, publicado em 1976 como resposta dos poetas jovens aos anos de chumbo, volta agora às prateleiras virtuais, exclusivamente em formato digital e definitivamente publicado.

    Vários dos poetas que despontavam com vigor durante a década de 1970 foram lançados aqui. Hoje são nomes consagrados da literatura brasileira moderna.

    De lá pra cá, o Brasil mudou, mas não muito. E os artistas que se arriscavam ontem continuam nos ajudando a pensar este novo-velho país.

    26 poetas hoje percorreu o caminho de livro visionário a livro mítico, sem perder sua energia contestadora, presente tanto na forma quanto no conteúdo dos poemas.

    Com organização de Heloisa Buarque de Hollanda, inclui poemas de Ana Cristina Cesar, Francisco Alvim, Roberto Piva, Torquato Neto, Zulmira Ribeiro Tavares, Chacal, entre outros.

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    A música muito além do instrumento de Régis Bonvicino Grátis!

    Antologia de poetas da língua portuguesa? Poema lúdico? Poema-colagem?

    São várias as possibilidades de leitura deste poema de apropriações que cita os nomes centrais de uma possível antologia. Mas, se por um lado o gesto de Bonvicino não apaga as autorias dos textos dos quais se apropria, bem como seus núcleos de significados, por outro cria novos sentidos para eles. O resultado, paradoxalmente, é um texto autoral.

    O título do livro, também ele uma apropriação de um verso de Henriqueta Lisboa, talvez seja a chave para esse enigmático poema daquele que foi considerado pelo crítico Alcir Pécora como um dos maiores poetas brasileiros vivos.

    Ouçamos então a música de Régis Bonvicino para muito além do(s) instrument(s).

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    AFOGADO – fragmentos nos olhos: o mar de Renato Silva R$ 9,90

    Afogado – Fragmentos nos olhos: o mar é o resumo de um náufrago na alma onde todas as coisas parecem doer. É um terremoto e uma devastação surreal de sentimentos. Mas é também um romance no escuro, uma luz no azul, um tombo. Sobretudo amante.

    Do outro lado a morte, o luto, Deus gritando no pé do ouvido. O duplo. O livro se destaca por ser dividido em três partes e ao mesmo tempo, ser um só.

    Tocante, intenso, Renato Silva atravessa a linha do delírio. E nos leva junto com ele, em êxtase.

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    Ângulo de guinada de Ben Lerner R$ 14,90

    Ângulo de guinada é um livro de poesia incomum. Mescla de reflexão filosófica sobre a mercantilização do espaço público, prosa sobre o valor da arte contemporânea, sequências líricas e poesia experimental.

    Ben Lerner – um dos mais criativos autores de sua geração – investiga o destino do espaço e do discurso públicos, e como as tecnologias de visualização – fotos aéreas em especial – criam em nossa cultura uma imagem de si própria; uma imagem espetacular.

    Lerner faz parte de uma geração assombrada pela ideologia da Guerra ao Terror. Política, tecnologia e a construção de discursos e imagens são temas urgentes que não escapam ao olhar nada previsível deste instigante artista.

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    Cerejas azuis da meia noite de Marisa Sevilha Rodrigues R$ 9,90

    O eu lírico da poética de Marisa Sevilha Rodrigues fala dos sentimentos e dos sentidos femininos, e espargem sensualidade em seus poemas. A nudez que se declara abertamente na poética sevilhana é a pele que se despe do desnecessário, para ficar apenas com o que importa verdadeiramente, o sentir mais profundo:

    “Se o tempo não fosse tão ardil,
    ficaríamos com nossas rugas
    a entabular conversas íntimas”. 

    Suas delícias do prazer erótico são tão generosas com seu leitor, que se entrega às fantasias de amor, de encantos e feitiços. Mas, que ele não se deixe enganar por esse canto de sereia, pois inevitavelmente, será arrastado para outras experiências, bem mais intensas, como a dor física e moral, a traição, e a experiência da perda ou da morte.

    Enfim, na antessala de Cerejas Azuis da Meia Noite está o gozo, mas as portas do sofrimento também se abrirão lá pelas tantas do livro, pois os poemas sevilhanos não estão livres da pobre condição humana. Assim é o destino de todo homem sobre a terra.

    Um destino impregnado de ventura e desventura, tão bem captado e transformado em versos por essa poeta sensível ao que existe de mais recôndito e terrível nas nossas almas.

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    Certezas e peregrinações de Olga Curado R$ 9,90

    É um conjunto de 63 poemas, alguns quase lacônicos – de tão curtos parecem um soluço ou um desabafo irrompendo algum silêncio obrigatório. Falam de sentimentos, desejos, esperanças, a leitura de momentos, de locais conhecidos ou apenas imaginados. São poucas as certezas – e elas se referem às experiências comuns do cotidiano. Os poemas expõe um mundo interno, a confusão das frustrações, mas também comemoram a vida na sua simplicidade.

    As imagens que acompanham o texto são fotos feitas pela autora no deserto do Atacama. Registram o ambiente inóspito, grandioso, surpreendente, o esforço continuado da natureza em se manter na sua majestade. E também aparece a interferência do homem que ao construir caminhos, garante a eterna peregrinação.

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    Estado de despejo de Ricardo Rizzo R$ 5,90

    Estado de despejo é o terceiro livro de poemas de Ricardo Rizzo. Lançado exclusivamente em formato digital pelo selo Geleia Real, que tem coordenação de Ronald Polito.

    Para Eduardo Sterzi, que assina o posfácio, “não há (…) como ser poeta, hoje, sem se defrontar com o que Ruy Belo, ainda em diálogo com os resíduos teológicos de sua formação juvenil, designou, no título de um de seus livros, «o problema da habitação». Nesse mundo, apenas a transformação do objeto em mercadoria – «rito odiado» pelo qual o «velho coração de objeto / gasto de existir / desde a pedra lascada» é exposto «a uma plateia calada» – faz-se interpretar como conquista de «uma vida / maior […] e mais livre». Compreende-se que seja, por contraposição, precisamente a «mínima vida» que interesse ao poeta: «vida mínima» ou «vida menor», diria ainda Drummond; «um pouco de vida, uma semi-vida», dirá agora Ricardo Rizzo. Trata-se, aqui, de dar atenção àquela «parcela mínima de vida», comum a homens e vírus (biologicamente, o gene; filosoficamente, diríamos com Benjamin e Agamben, a «vida nua»), que, como bem viu Oswald de Andrade, concentra numa «duplicidade antagônica» – ao mesmo tempo «benéfica» e «maléfica» – «o seu caráter conflitual com o mundo». Em ninguém essa «mínima vida» é mais aparente do que nos miseráveis: naqueles que foram reduzidos a ela. No entanto, é precisamente esse «pouco de vida» – e não a participação em qualquer plenitude mais ou menos ilusória – que constitui a região ontológica comum a elefantes e filhas inventadas, sem-teto e brinquedos quebrados, Macabéa e o corpo despedaçado de Cristo, o «bicho» que procura comida no lixo do pátio e os «velhos espíritos» que são «formas de poeira» resistentes à história e sua destruição, «o baço / que não usaram no transplante» e «alguma víscera / inicialmente não prevista».

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    geografia perfeita para insetos de Edson Bueno de Camargo R$ 9,90

    Segundo Cecilia Camargo, que prefaciou Geografias para Insetos, “ler este livro sem interromper a leitura nos faz sentir como se fôssemos as patas dos insetos a explorar caminhos conhecidos, mas nunca devidamente explorados.

    É como olhar algo velho com olhos novos. Redescobrir. Cada poema nos leva a enxergar através dos olhos do poeta, por casas, jardins e espaços, um mundo real que se confunde com o mundo onírico. É como se ao refletirmos o poema, pudéssemos ver auras, fantasmas e magia onde antes havia apenas “palavras da pedra… em um cristal de basalto”.

    A presença da casa, do quintal, da rua de suas memórias, coloca em foco momentos microscópicos ou tão rotineiros que sob outros olhos passariam despercebidos, mas que são revestidos de extrema beleza como: “um cão coleta seu latido/em uma lua descalça/que atravessa a rua molhada/diante de minha casa”.

    Definitivamente, Edson Bueno de Camargo leva a sério o conselho de Leon Tolstói: “canta tua aldeia que cantarás o mundo” e ainda transcende, pois ao cantar sua geografia perfeita para insetos, canta também as estrelas.

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    Haicais dos sentidos de Joana Woo R$ 9,90

    Convidada por Marisa Sevilha Rodrigues, curadora do selo Prato de Cerejas, para escrever este livro de haicais, Joana Woo mergulhou nas suas raízes e buscou no seu DNA a essência da construção dessa forma de poetar feito de síntese, silêncio e estalidos na mente e coração.

    Os haicais foram criados levando em conta os critérios clássicos de adaptação ao ocidente. O livro tem sete editorias com o total de mais de 100 haicais. As cinco primeiras são uma jornada pelos nossos cinco sentidos: Visão, Audição, Tato, Paladar e Olfato. A sexta é uma aventura no nosso maior e misterioso sentido e a última editoria, denominada de Sem sentido, busca a beleza de sentir a poesia sem se preocupar com o significado ou a sua compreensão.

    Joana Woo, em seu Haicai dos Sentidos propõe ao leitor uma viagem de cores, texturas, cheiros, sons e emoções. Para ela, “viver intensamente nossos sentidos é o maior sentido da vida”.

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    Histórias da guerra de Charles Bernstein R$ 9,90

    “Não é comum em poesia a publicação de livros que realmente interessam, como é o caso aqui. Mas só para os que estão preparados para pôr em questão suas grandes e pequenas certezas mais preservadas. O trabalho de Charles Bernstein é desses capazes de efetivamente desestabilizar variados campos de práticas e criações, formas arraigadas de pensamento, ideias comuns naturalizadas, imagens corriqueiras, sentidos admitidos, sintaxes previsíveis, aberturas e desfechos notórios.”

    É assim que o também poeta Ronald Polito abre de forma contundente o prefácio inédito da seleção de poemas, ensaios e entrevistas de “Histórias da guerra”, do poeta norte-americano Charles Bernstein.

    Bernstein é voz central na poesia mundial contemporânea. Seus poemas e ensaios foram traduzidos em mais de cem antologias e periódicos no México, Argentina, Cuba, Brasil, Noruega, Suécia, Finlândia, França, Alemanha, Áustria, Sérvia, Montenegro, Grécia, Espanha, Portugal, Rússia, China, Coréia e Japão. Nos últimos trinta anos, foram mais de duzentas as leituras e palestras, apresentadas no mundo todo, em países como França, Finlândia, Dinamarca, Itália, Portugal, República Tcheca, Alemanha, Áustria, Sérvia, Espanha, Canadá, Cuba, Brasil, Inglaterra, Nova Zelândia e Estados Unidos. Com Bruce Andrews, editou a já mítica revista L=A=N=G=U=A=G=E. Hoje, Bernstein detém a cadeira Regan de professor de inglês da University of Pennsylvania.

    Esse livro incomum ainda traz a voz de outro importante poeta, Régis Bonvicino, organizador e tradutor do livro, e principal responsável pela divulgação da obra de Bernstein no Brasil.

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    Iara e outros de Marina Slade R$ 9,90

    “Era em Botafogo. Numa rua sombria de casarões velhos e figueiras. Mais uma casa reformada num gênero que se pretendia original, buscando seduzir o público pela ino­vação. Nem restaurante nem boate, um palco de teatro com mesas na plateia e serviço de bar.

    O tamanho era o de um cinema médio e nas paredes laterais se espalhavam, em exposição, fotografias emolduradas em espelho. Cada noite uma atração diferente a se repetir nas semanas seguintes do mês: a amiga sempre às quartas, dizia o programa que deram para Iara na entrada.”

    Assim começa Iara e outros, de Marina Slade.

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    L’Ascension, O sia, O Cristal do Milagre chinês de Luciano Garcez R$ 5,90

    No desconcertante L´Ascension, O Sia, O Cristal Do Milagre Chinês, o quarto livro do poeta, compositor e dramaturgo Luciano Garcez (ABC, 1972), temos uma espécie de sátira em forma de diálogo platônico, misturada à poesia, à pop-art-naïf involuntária que a internet gera (os memes, os Selfies) e à música (absolutamente indefinida em seu estilo). A obra carrega em si, nas suas 47 páginas, talvez a suma irrequieta da Poética de Garcez, que está em, obstinadamente, transgredir gêneros artísticos, estilos conformados e as linguagens, elas e nelas mesmas – trabalhar “a mão livre” (sem crase), borrando qualquer contorno diccional possível. Para Armando Lobo, “Garcez junta os estilhaços da pós-modernidade, dando um sentido profundo a eles, porque não visível – apesar de claramente perceptível”. Seu ofício de “desmanche” e “recomposição” se dá, assim, não apenas no âmbito formal – deste ou daquele experimentalismo mais em voga – mas dentro dos próprios conceitos que a obra comenta, isto é, do conteúdo dela em si. No dizer de Marcelo Tápia sobre o modus literandi do poeta-músico, haveria nele um procurado “(…) caos que almeja transformar-se por si só em esfera musical, mas insiste em permanecer no plano da palavra entreouvida, do pensamento entrecortado, da paisagem fragmentada, do tempo descontínuo – este procura transcorrer no fluxo do discurso, que, no entanto, quebra-se na condição ilógica de sua natureza transitória, interrupta, afeita à relativização dos espaços (…)”. Espaços sem pesos só para, depois, na des-obra em questão, vermos um tanto surpresos a aparição derrisória e improvável de Olavo de Carvalho, se despregando de um Gramsci muito venerável, ao som do “Canto da Sereia Espartana Sobre a Pedra de Âmbar”, que terminará num coral, com partitura inclusa, a quatro vozes, onde Hölderlin é adulterado sem remorsos como mercadoria paraguaia – de onde só poderemos concluir assim, e juntos com Mariana L. Löhnhoff, no prefácio do livro, que: “(…) Não adivinhamos sequer qual o objetivo do autor ao escrever – e descrever – suas personagens e sua obra. Apenas ouvimos ecos reduzidos da realidade nesta outra “sobrevida” literária, numa suposta transposição carnavalizada, e implacável, dela, a realidade.”