Poesia (35)

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    26 poetas hoje de Ana Cristina Cesar, Francisco Alvim, Roberto Piva, Zuca Sardan, Waly Salomão, R$ 19,90

    26 poetas hoje, publicado em 1976 como resposta dos poetas jovens aos anos de chumbo, volta agora às prateleiras virtuais, exclusivamente em formato digital e definitivamente publicado.

    Vários dos poetas que despontavam com vigor durante a década de 1970 foram lançados aqui. Hoje são nomes consagrados da literatura brasileira moderna.

    De lá pra cá, o Brasil mudou, mas não muito. E os artistas que se arriscavam ontem continuam nos ajudando a pensar este novo-velho país.

    26 poetas hoje percorreu o caminho de livro visionário a livro mítico, sem perder sua energia contestadora, presente tanto na forma quanto no conteúdo dos poemas.

    Com organização de Heloisa Buarque de Hollanda, inclui poemas de Ana Cristina Cesar, Francisco Alvim, Roberto Piva, Torquato Neto, Zulmira Ribeiro Tavares, Chacal, entre outros.

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    À beira do abismo as árvores são azuis de Olga Curado R$ 14,90

    São 75 poemas curtos que falam do sofrimento e das breves alegrias de uma relação amorosa. A imagem das árvores azuis, aquelas que ficam distantes, com o verde das folhas tingido pela névoa de uma fria manhã de inverno – como um amor que não se realiza.

    Em alguns momentos, a autora brinca com uma felicidade que poderia ter sido, em outros volta-se em desespero pela falta do amado. Alguns dos poemas, brevíssimos, parecem quase palavras de ordem para que experimentemos as vertigens de uma paixão.

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    A música muito além do instrumento de Régis Bonvicino Grátis!

    Antologia de poetas da língua portuguesa? Poema lúdico? Poema-colagem?

    São várias as possibilidades de leitura deste poema de apropriações que cita os nomes centrais de uma possível antologia. Mas, se por um lado o gesto de Bonvicino não apaga as autorias dos textos dos quais se apropria, bem como seus núcleos de significados, por outro cria novos sentidos para eles. O resultado, paradoxalmente, é um texto autoral.

    O título do livro, também ele uma apropriação de um verso de Henriqueta Lisboa, talvez seja a chave para esse enigmático poema daquele que foi considerado pelo crítico Alcir Pécora como um dos maiores poetas brasileiros vivos.

    Ouçamos então a música de Régis Bonvicino para muito além do(s) instrument(s).

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    AFOGADO – fragmentos nos olhos: o mar de Renato Silva R$ 9,90

    Afogado – Fragmentos nos olhos: o mar é o resumo de um náufrago na alma onde todas as coisas parecem doer. É um terremoto e uma devastação surreal de sentimentos. Mas é também um romance no escuro, uma luz no azul, um tombo. Sobretudo amante.

    Do outro lado a morte, o luto, Deus gritando no pé do ouvido. O duplo. O livro se destaca por ser dividido em três partes e ao mesmo tempo, ser um só.

    Tocante, intenso, Renato Silva atravessa a linha do delírio. E nos leva junto com ele, em êxtase.

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    Água para borboletas de Marisa Sevilha Rodrigues R$ 9,90

    Escrever é um ato de resolução. Ninguém escreve à toa. Tudo o que pensamos vem em forma de sentimento e palavra e para entender essa ponte escrevemos. Marisa Rodrigues faz isso de modo sintomático e obsessivo – sim, há que existir obsessão na escrita – e tudo o que ela diz é maior que ela. Os poemas em prosa ou prosas fluidas nascem aos borbotões para tentar aplacar o que vem primeiro, o sentimento ou a palavra e com isso falar de sua história, revolta, nascimento, feminilidade, vontade, livramento. Marisa adverte quem lê porque poeta ou não a poesia a transforma. Ela fere de morte os que permeiam seus versos à procura de candura e encontram lacerações. A alma sangra e esse sangramento é palavra. Urbe et orbi devemos saber que a poesia tem uma função dupla: a de ser escrita e de escrever quem a escreve. E de escrever quem a lê. O poema gruda na retina e de lá não sai. Para sempre a emoção da leitura vai ficar no leitor que não se livrará do poema mesmo que não o lembre. Poesia é transcendental e persecutória. Vive enquanto nos lembrarmos dela. Os poemas de Marisa Rodrigues neste Água para borboletas catalisam os sentimentos e tornam-os claros. Legíveis. Vivos. Como a ranhura dos dentes e a cicatriz da infância. Perceptível e presente.
    Por Thereza Christina Rocque da Motta em 6 de fevereiro de 2018.

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    Ângulo de guinada de Ben Lerner R$ 19,90

    Ângulo de guinada é um livro de poesia incomum. Mescla de reflexão filosófica sobre a mercantilização do espaço público, prosa sobre o valor da arte contemporânea, sequências líricas e poesia experimental.

    Ben Lerner – um dos mais criativos autores de sua geração – investiga o destino do espaço e do discurso públicos, e como as tecnologias de visualização – fotos aéreas em especial – criam em nossa cultura uma imagem de si própria; uma imagem espetacular.

    Lerner faz parte de uma geração assombrada pela ideologia da Guerra ao Terror. Política, tecnologia e a construção de discursos e imagens são temas urgentes que não escapam ao olhar nada previsível deste instigante artista.

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    Ávida vida de Maria Elizabeth Candio R$ 9,90

    Um livro que se abre como um ventre, trazendo à luz, o que se passa na interioridade vasta de Maria Elizabeth Candio, poeta que parece dançar e cantar enquanto escreve, pois que seus ritmos se espraiam nos envolvendo e nos conduzindo pela vida ávida dos seus cânticos. Sim, uma poesia que se encorpa de encantos simples e raros, em que o tempo e os elementos deslocam os substantivos para a categoria de verbo, não um verbo qualquer, um verbo que substancia sentimentos. É como se nos dissesse: receba estes poemas como dádivas que te vidam.

    Na verdade, este Ávida Vida traz uma poeta inteira, lúcida, madura, consciente do que quer e alinhando sua poesia aos aspectos existenciais que unificam um ontem, um agora e um amanhã que se sobrepõem às pequenezas depositadas sobre a vida mundana saltando para a grandeza que todos os seres humanos querem em destaque, nas suas passagens pelo mundo.

    Portanto, este não é um livro para se ler de uma vez, é para ser revisitado, porque guarda em cada poema uma intensa gema de cristal que revela mais da vida e isso se evidencia no “Retrato da poeta quando pedra”, no seu aviso de que escreve para criar vigas afim de preencher vagas e, de fato, este é um livro rochedo, indestrutível e permanente, marcante na Literatura de um país carente de boa poesia.

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    Cerejas azuis da meia noite de Marisa Sevilha Rodrigues R$ 9,90

    O eu lírico da poética de Marisa Sevilha Rodrigues fala dos sentimentos e dos sentidos femininos, e espargem sensualidade em seus poemas. A nudez que se declara abertamente na poética sevilhana é a pele que se despe do desnecessário, para ficar apenas com o que importa verdadeiramente, o sentir mais profundo:

    “Se o tempo não fosse tão ardil,
    ficaríamos com nossas rugas
    a entabular conversas íntimas”. 

    Suas delícias do prazer erótico são tão generosas com seu leitor, que se entrega às fantasias de amor, de encantos e feitiços. Mas, que ele não se deixe enganar por esse canto de sereia, pois inevitavelmente, será arrastado para outras experiências, bem mais intensas, como a dor física e moral, a traição, e a experiência da perda ou da morte.

    Enfim, na antessala de Cerejas Azuis da Meia Noite está o gozo, mas as portas do sofrimento também se abrirão lá pelas tantas do livro, pois os poemas sevilhanos não estão livres da pobre condição humana. Assim é o destino de todo homem sobre a terra.

    Um destino impregnado de ventura e desventura, tão bem captado e transformado em versos por essa poeta sensível ao que existe de mais recôndito e terrível nas nossas almas.

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    Certezas e peregrinações de Olga Curado R$ 14,90

    É um conjunto de 63 poemas, alguns quase lacônicos – de tão curtos parecem um soluço ou um desabafo irrompendo algum silêncio obrigatório. Falam de sentimentos, desejos, esperanças, a leitura de momentos, de locais conhecidos ou apenas imaginados. São poucas as certezas – e elas se referem às experiências comuns do cotidiano. Os poemas expõe um mundo interno, a confusão das frustrações, mas também comemoram a vida na sua simplicidade.

    As imagens que acompanham o texto são fotos feitas pela autora no deserto do Atacama. Registram o ambiente inóspito, grandioso, surpreendente, o esforço continuado da natureza em se manter na sua majestade. E também aparece a interferência do homem que ao construir caminhos, garante a eterna peregrinação.

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    Ebó pra Oxum na Mata Atlântica de Gabriela Canale Miola R$ 2,90

    Ebó pra Oxum na Mata Atlântica é uma invocação do poder feminino da água e da natureza, e também um convite ao amparo e à cura, através das palavras e imagens que constroem suas páginas. A artista visual Gabriela Canale Miola promove um diálogo intenso e profundo entre suas fotografias e poemas, criando um poema visual que é, também, um ensaio reflexivo. Casa-natureza, casa-útero, casa-amor, a Mata Atlântica empresta suas cores para uma itinerância que nos leva da ‘culpa’ à ‘paz’, em um caminho que mescla a ‘geometria guarani’ com as cantigas de Oxum. Por este caminho, o medo se dilui nas águas. Terra e céu dialogam através da sensibilidade ancestral, a mesma que nos indica rotas e reflexões de como criar ‘nosso próprio mapa’, descolonizando os pés, os passos e as palavras.”

    Diana Araújo

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    Estado de despejo de Ricardo Rizzo R$ 14,90

    Estado de despejo é o terceiro livro de poemas de Ricardo Rizzo. Lançado exclusivamente em formato digital pelo selo Geleia Real, que tem coordenação de Ronald Polito.

    Para Eduardo Sterzi, que assina o posfácio, “não há (…) como ser poeta, hoje, sem se defrontar com o que Ruy Belo, ainda em diálogo com os resíduos teológicos de sua formação juvenil, designou, no título de um de seus livros, «o problema da habitação». Nesse mundo, apenas a transformação do objeto em mercadoria – «rito odiado» pelo qual o «velho coração de objeto / gasto de existir / desde a pedra lascada» é exposto «a uma plateia calada» – faz-se interpretar como conquista de «uma vida / maior […] e mais livre». Compreende-se que seja, por contraposição, precisamente a «mínima vida» que interesse ao poeta: «vida mínima» ou «vida menor», diria ainda Drummond; «um pouco de vida, uma semi-vida», dirá agora Ricardo Rizzo. Trata-se, aqui, de dar atenção àquela «parcela mínima de vida», comum a homens e vírus (biologicamente, o gene; filosoficamente, diríamos com Benjamin e Agamben, a «vida nua»), que, como bem viu Oswald de Andrade, concentra numa «duplicidade antagônica» – ao mesmo tempo «benéfica» e «maléfica» – «o seu caráter conflitual com o mundo». Em ninguém essa «mínima vida» é mais aparente do que nos miseráveis: naqueles que foram reduzidos a ela. No entanto, é precisamente esse «pouco de vida» – e não a participação em qualquer plenitude mais ou menos ilusória – que constitui a região ontológica comum a elefantes e filhas inventadas, sem-teto e brinquedos quebrados, Macabéa e o corpo despedaçado de Cristo, o «bicho» que procura comida no lixo do pátio e os «velhos espíritos» que são «formas de poeira» resistentes à história e sua destruição, «o baço / que não usaram no transplante» e «alguma víscera / inicialmente não prevista».

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    geografia perfeita para insetos de Edson Bueno de Camargo R$ 9,90

    Segundo Cecilia Camargo, que prefaciou Geografias para Insetos, “ler este livro sem interromper a leitura nos faz sentir como se fôssemos as patas dos insetos a explorar caminhos conhecidos, mas nunca devidamente explorados.

    É como olhar algo velho com olhos novos. Redescobrir. Cada poema nos leva a enxergar através dos olhos do poeta, por casas, jardins e espaços, um mundo real que se confunde com o mundo onírico. É como se ao refletirmos o poema, pudéssemos ver auras, fantasmas e magia onde antes havia apenas “palavras da pedra… em um cristal de basalto”.

    A presença da casa, do quintal, da rua de suas memórias, coloca em foco momentos microscópicos ou tão rotineiros que sob outros olhos passariam despercebidos, mas que são revestidos de extrema beleza como: “um cão coleta seu latido/em uma lua descalça/que atravessa a rua molhada/diante de minha casa”.

    Definitivamente, Edson Bueno de Camargo leva a sério o conselho de Leon Tolstói: “canta tua aldeia que cantarás o mundo” e ainda transcende, pois ao cantar sua geografia perfeita para insetos, canta também as estrelas.