Poesia (37)

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    geografia perfeita para insetos de Edson Bueno de Camargo R$ 9,90

    Segundo Cecilia Camargo, que prefaciou Geografias para Insetos, “ler este livro sem interromper a leitura nos faz sentir como se fôssemos as patas dos insetos a explorar caminhos conhecidos, mas nunca devidamente explorados.

    É como olhar algo velho com olhos novos. Redescobrir. Cada poema nos leva a enxergar através dos olhos do poeta, por casas, jardins e espaços, um mundo real que se confunde com o mundo onírico. É como se ao refletirmos o poema, pudéssemos ver auras, fantasmas e magia onde antes havia apenas “palavras da pedra… em um cristal de basalto”.

    A presença da casa, do quintal, da rua de suas memórias, coloca em foco momentos microscópicos ou tão rotineiros que sob outros olhos passariam despercebidos, mas que são revestidos de extrema beleza como: “um cão coleta seu latido/em uma lua descalça/que atravessa a rua molhada/diante de minha casa”.

    Definitivamente, Edson Bueno de Camargo leva a sério o conselho de Leon Tolstói: “canta tua aldeia que cantarás o mundo” e ainda transcende, pois ao cantar sua geografia perfeita para insetos, canta também as estrelas.

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    Haicais dos sentidos de Joana Woo R$ 9,90

    Convidada por Marisa Sevilha Rodrigues, curadora do selo Prato de Cerejas, para escrever este livro de haicais, Joana Woo mergulhou nas suas raízes e buscou no seu DNA a essência da construção dessa forma de poetar feito de síntese, silêncio e estalidos na mente e coração.

    Os haicais foram criados levando em conta os critérios clássicos de adaptação ao ocidente. O livro tem sete editorias com o total de mais de 100 haicais. As cinco primeiras são uma jornada pelos nossos cinco sentidos: Visão, Audição, Tato, Paladar e Olfato. A sexta é uma aventura no nosso maior e misterioso sentido e a última editoria, denominada de Sem sentido, busca a beleza de sentir a poesia sem se preocupar com o significado ou a sua compreensão.

    Joana Woo, em seu Haicai dos Sentidos propõe ao leitor uma viagem de cores, texturas, cheiros, sons e emoções. Para ela, “viver intensamente nossos sentidos é o maior sentido da vida”.

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    Histórias da guerra de Charles Bernstein R$ 14,90

    “Não é comum em poesia a publicação de livros que realmente interessam, como é o caso aqui. Mas só para os que estão preparados para pôr em questão suas grandes e pequenas certezas mais preservadas. O trabalho de Charles Bernstein é desses capazes de efetivamente desestabilizar variados campos de práticas e criações, formas arraigadas de pensamento, ideias comuns naturalizadas, imagens corriqueiras, sentidos admitidos, sintaxes previsíveis, aberturas e desfechos notórios.”

    É assim que o também poeta Ronald Polito abre de forma contundente o prefácio inédito da seleção de poemas, ensaios e entrevistas de “Histórias da guerra”, do poeta norte-americano Charles Bernstein.

    Bernstein é voz central na poesia mundial contemporânea. Seus poemas e ensaios foram traduzidos em mais de cem antologias e periódicos no México, Argentina, Cuba, Brasil, Noruega, Suécia, Finlândia, França, Alemanha, Áustria, Sérvia, Montenegro, Grécia, Espanha, Portugal, Rússia, China, Coréia e Japão. Nos últimos trinta anos, foram mais de duzentas as leituras e palestras, apresentadas no mundo todo, em países como França, Finlândia, Dinamarca, Itália, Portugal, República Tcheca, Alemanha, Áustria, Sérvia, Espanha, Canadá, Cuba, Brasil, Inglaterra, Nova Zelândia e Estados Unidos. Com Bruce Andrews, editou a já mítica revista L=A=N=G=U=A=G=E. Hoje, Bernstein detém a cadeira Regan de professor de inglês da University of Pennsylvania.

    Esse livro incomum ainda traz a voz de outro importante poeta, Régis Bonvicino, organizador e tradutor do livro, e principal responsável pela divulgação da obra de Bernstein no Brasil.

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    Iara e outros de Marina Slade R$ 14,90

    “Era em Botafogo. Numa rua sombria de casarões velhos e figueiras. Mais uma casa reformada num gênero que se pretendia original, buscando seduzir o público pela ino­vação. Nem restaurante nem boate, um palco de teatro com mesas na plateia e serviço de bar.

    O tamanho era o de um cinema médio e nas paredes laterais se espalhavam, em exposição, fotografias emolduradas em espelho. Cada noite uma atração diferente a se repetir nas semanas seguintes do mês: a amiga sempre às quartas, dizia o programa que deram para Iara na entrada.”

    Assim começa Iara e outros, de Marina Slade.

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    L’Ascension, O sia, O Cristal do Milagre chinês de Luciano Garcez R$ 5,90

    No desconcertante L´Ascension, O Sia, O Cristal Do Milagre Chinês, o quarto livro do poeta, compositor e dramaturgo Luciano Garcez (ABC, 1972), temos uma espécie de sátira em forma de diálogo platônico, misturada à poesia, à pop-art-naïf involuntária que a internet gera (os memes, os Selfies) e à música (absolutamente indefinida em seu estilo). A obra carrega em si, nas suas 47 páginas, talvez a suma irrequieta da Poética de Garcez, que está em, obstinadamente, transgredir gêneros artísticos, estilos conformados e as linguagens, elas e nelas mesmas – trabalhar “a mão livre” (sem crase), borrando qualquer contorno diccional possível. Para Armando Lobo, “Garcez junta os estilhaços da pós-modernidade, dando um sentido profundo a eles, porque não visível – apesar de claramente perceptível”. Seu ofício de “desmanche” e “recomposição” se dá, assim, não apenas no âmbito formal – deste ou daquele experimentalismo mais em voga – mas dentro dos próprios conceitos que a obra comenta, isto é, do conteúdo dela em si. No dizer de Marcelo Tápia sobre o modus literandi do poeta-músico, haveria nele um procurado “(…) caos que almeja transformar-se por si só em esfera musical, mas insiste em permanecer no plano da palavra entreouvida, do pensamento entrecortado, da paisagem fragmentada, do tempo descontínuo – este procura transcorrer no fluxo do discurso, que, no entanto, quebra-se na condição ilógica de sua natureza transitória, interrupta, afeita à relativização dos espaços (…)”. Espaços sem pesos só para, depois, na des-obra em questão, vermos um tanto surpresos a aparição derrisória e improvável de Olavo de Carvalho, se despregando de um Gramsci muito venerável, ao som do “Canto da Sereia Espartana Sobre a Pedra de Âmbar”, que terminará num coral, com partitura inclusa, a quatro vozes, onde Hölderlin é adulterado sem remorsos como mercadoria paraguaia – de onde só poderemos concluir assim, e juntos com Mariana L. Löhnhoff, no prefácio do livro, que: “(…) Não adivinhamos sequer qual o objetivo do autor ao escrever – e descrever – suas personagens e sua obra. Apenas ouvimos ecos reduzidos da realidade nesta outra “sobrevida” literária, numa suposta transposição carnavalizada, e implacável, dela, a realidade.”

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    Manuscritos de água de Rosa Maria Mano R$ 9,90

    Permita-me mostrar a você, caro leitor, pequeno excerto de um texto da Rosa Maria Mano, explicando seu processo criativo, pra começar minha narrativa:

    “Sem pensar no assunto, meu processo de escrita, desde o início, começa com uma palavra, uma frase… Busco uma palavra ou ela me busca. E a contemplo, até que seja ideia. Assim, chuva pode ser um pedaço de céu que desaba, pode ser pranto, chamamento, o som primevo, barulho de beijo no vidro da janela, banho cheiroso. A ideia, mais que a palavra em si, é meu instrumento. A palavra se ressignifica, alarga ou contrai, modifica, perpetua. Muitas vezes um poema nasce de uma só palavra que eu pincei no dia. Frequentemente uma imagem sugere uma palavra ou uma frase, como num poema de ontem: a imagem de uma mariposa minúscula, parecendo uma joia em filigrana de prata.” (Rosa Maria Mano, descrevendo seu processo criativo em uma Oficina de Escrita…)

    Pois é. Um poeta normalmente cria partindo de um estado de consciência que alguns chamam de “estado poético”. E atinge o tal estado de formas várias: meditando, consumindo alguma substância, presa de grande emoção, observando a natureza, etc, etc, etc. A maioria precisa de alguma ação e/ou esforço para chegar ali e se manter por tempo suficiente pra esboçar ou escrever um poema. E alguns, raros e privilegiados, VIVEM em estado poético. Rosa pertence a este seletíssimo e abençoado segundo grupo.

    Não são apenas as fortes influências de Lorca e outros grandes. Nem a vivência com teatro e arte em geral. É inato, intrínseco, visceral, genético, kármico: Rosa é poeta 24 horas por dia, todos os dias de sua vida. Por isto a poesia jorra copiosamente a partir dela. É privilégio de nós seus leitores, nos deixar embeber dessa seiva abençoada.

    Neste belo Manuscritos de Água, Rosa nos apresenta, já na dedicatória, os amores que a conduzem. E nas primeiras palavras já nos mostra a intensidade com que os vive.

    A partir dali, os caminhos são tortuosos, conduzindo a muitas praias, beiras de rios, cacimbas e sangas. Nestas paisagens nos sentamos ao lado da querida poeta, que nos mostra as observações que faz: águas doces e salgadas, sargaços, aves, nuvens, plantas.

    E partindo dessas observações, nos mostra seus (re)significados: amor obstinado e fiel; esperança infinita; coragem teimosa; indignação justa e muitos outros.

    Seus textos são curtos, mas não são rasos. Nem frasezinhas-de-efeito bonitinhas pra ganhar atenção em redes sociais, nem “textões” empolados e academicistas destinados a demonstrar erudições nem sempre verdadeiras. Em uma ou duas frases reside um mundo inteiro de emoções, todas elas intensamente verdadeiras.

    É delas que resulta este livro denso e sincero, fortemente emocionante.

    Lembro sempre daquela velha canção que diz “love is a battlefield”. Poesia também é um campo de batalha, pelo qual Rosa se move, portando seu sabre de luz, determinada a vencer a dor, como deve ser toda mulher brasileira. E nós a acompanhamos, rezando para que seja bem sucedida.

    Acredite, é impossível ler Manuscritos de Água sem resgatar de dentro da gente imagens e/ou sentimentos que Rosa descreve, e percebê-los intensamente, deixando que fluam amazonicamente por nossos corpos, cascateando pelos sete buracos de nossas cabeças.

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    Mar nos pés de Rafa Barrozo R$ 9,90

    A escrita de Rafa primeiro conturba os sentidos, para após, se revelar ao leitor como um lego. Embrenhar-se na desafiadora experiência de remontar os sentidos não só pelo que se depreende do texto…ele nos abre janelas pelas quais podemos ultrapassá-lo, é degustar sabores que aguçam a memória do nosso desejo, diferente em cada um, porém, de mesmo DNA. O autor parece saber que fibrilações potencializam os sentidos de seres desejantes e para eles escreve, atribuindo sabor à lascívia, que agridoce tempera deliciosamente o açoite que é se render a um amor vil, daqueles que se carrega vida afora na memória da pele e só  o tempo torna comum tal experiência, tal  qual o toque do mar nos pés.

    Em seu texto sensações tácteis nos banham, e se nos falta um dos sentidos, como a audição, muitas vezes suprimida pela turba, não nos faltam palavras cheias de viço do poeta para encaminhar nosso olhar, nos fazer focar no que é preciso – “lábios, sinais e gestos, onde ” … dançamos, flutuamos marítimos pela casa…” querendo apenas sentir a sarça ardente (de um amor atemporal) esquentar” para ” bailarmos atravessando circenses e marciais os cômodos da casa.”

    Nesse mar de aparente excessos, bom é sentir que a alma ainda pode se embriagar com a mistura de quintais, galinhas, caboclos, danças e devoção ao amor, onde a magia acontece e ali podemos “nos esvaziar de tudo com o auxílio do vento solto”, apenas.

    É de coisas simples, comuns, em palavras ritmadas, que Rafael cria seu universo cheio de pistas para epifanias presentes no cotidiano – O vento sempre aparece no quintal, dando vida às roupas no varal.

    Nele senti notas da poesia de Manoel Barros, se contaminando pela turba de nosso tempo, em que tudo se contrapõe – silêncio/barulho dos bichos, cavalos/selvagem gentil… vida que corre em paralelo e no laço do poeta, assombra, acalma.

    Mas a poesia de Rafa não é só de amor e singelezas, por isto mesmo é potente. Sabe de olhar seco, inquisição, velhice, frio, desgraça. Então, necessária a prece em voz de bichos para não esquecer que nunca é tarde se nos embrenharmos na fluidez delicada de antigos códigos para saborizarmos histórias de amor ao amor, à horta, a tudo que plantamos ou nasce do próprio querer e nos fascina.

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    Metáforas do tempo: a grande noite de Pedro da Mota Pereira R$ 9,90

    Talvez a vida seja curta ou longa demais; e sua linearidade fria comece a se confundir, daí onde era metal e pedra, surge, raízes, ramos e bulbos. Das certezas ao vácuo. Assim se reconfigura aquilo que chamamos de realidade e se reconfigura, formando uma nova teia de sentido. De repente, o que tanto prezávamos se esvai e o sentimento de perda se conforta ao nosso lado.

    Qual a novidade?

    A obra de Pedro da Mota Pereira, Metáforas do tempo: a grande noite, está prenhe dessas questões, porém não pretende respondê-las. Por vezes as amplificam até torná-las insuportáveis. Cumpre assim um dos destinos da arte: ir contra a reificação humana.

    Num de seus poemas, o autor nos oferece um olhar privilegiado sobre trabalhadores de um porto qualquer, congela o tempo, e vemos gotas d’agua evaporando (em suas palavras: …se esvaindo). Imediatamente retornamos desta perspectiva de olhar onisciente e caímos… (como o tombo do anjo divino?), sobre nossa própria vida. O eu lírico, assim nos convida a nos dar outra chance.

    Dotado de humanismo marcante, Metáforas do tempo: a grande noite, é orgânico – ainda que digital – e tem grandes requisitos para se tornar livro de cabeceira de seus leitores.

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    Milorde e Medusa de Zuca Sardan R$ 14,90

    Milorde e Medusa é uma saga dividida em 6 baladas com 216 versos cada, do “veteraníssimo vate” e “patrono dos malditos”, Zuca Sardan.

    Poeta e desenhista, arquiteto de formação, diplomata, carioca radicado na Alemanha, Zuca brinda o leitor brasileiro com mais um livro recheado com fino humor satírico.

    Personagens delirantes vivem uma aventura repleta de louca paixão e remorso, com baleias, furacões, cenas românticas e perversas, conduzida por um discurso poético e gráfico.

    Assim começa a saga Milorde e Medusa:

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    Não de Jaime Brasil R$ 9,90

    Bem-vindo ao big bang verbal de Jaime Brasil, leitor. Com seu título peremptório e sua recusa programática do lirismo institucional — em que certa poesia ainda teima em se escrever “flores” —, o poeta de “Não” recolhe os estilhaços do mundo, ciente de que “estão com defeito todos os fechos da realidade”, e descrente de alumbramentos. Irmanando-se à antipoesia de Nicanor Parra, Brasil procede também pelo método eliotino da montagem, disparando imagens e espraiando seu delírio progressivo numa profusão de poemas sem título, brindando “ao mais ou menos que temos/antes que eu me dê por satisfeito”. Porém, o poeta cético não corre esse risco: “nunca tive uma fase de oásis”, afirma, “pois tudo na areia é caminho”; no entanto, prefere, “de grão em grão, fabricar meu próprio deserto”. Esse verso axiomático bem poderia definir a ars poetica de JBF, cuja práxis se compraz também na orquestração de células sonoras ou de palavras contíguas, bebendo de um “oceano abissal de absinto”, num “absoluto luto diário, que soluça sem solução”. Girando sem cessar na constelação de signos, “mordendo a carne de utopias recém-abatidas”, o poeta percorre o “caos cotidiano que parece natural e civilizado”, e nos adverte que “é do curtume que saem os meus mais caros perfumes”. A cada passo, relances da realidade vão rompendo o véu de Maya, e o poema dá conta de que “a fé move montanhas de dinheiro / e exércitos marcham sobre cadáveres de crianças”. Nessa litania laica, em que a poesia passa por ”sussurro rouco reverberando no oco de um coco / mas é o que tenho a oferecer”. o poeta recusa ainda qualquer conciliação: “pensar se depois do fim vai ser legal? / quero não, querubim”. No entanto, ao fim e ao cabo, “cada um se mostra conforme se esconde”, e ela, poesia, aflora sempre: “ara o ar, esculpe a água, fluidifica a terra”; assim como “uma nuvem grávida dá à luz um arco-íris”. Sim, a criação é contínua no universo negativista de Jaime Brasil.

    Texto de Luiz Roberto Guedes.

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    O Livro de Isólithus de Patricia Claudine Hoffmann R$ 9,90

    Patrícia Claudine Hoffmann escama. Desfolha em Isólithus, personagem-ego, persona-poesia. Patrícia é suas visões, refletidas em Isólithus. O anjo que guarda a palavra azul. Adestradora de vazios, senhora das saídas, poeta habituada ao fazer do amor que não é carne. É poema,

    “- Para livrar-te da sede
    no fazer dormir das pérolas. ”

     Patrícia não junta palavras. Ela principia com encantamento e finaliza com sensibilidade, com a magia do poema que nasceu unicamente para ser isso mesmo: Poesia.

    (…)

    Ler o Livro de Isólithus, para mim que vivo e respiro e me alimento de poesia, foi um mergulho no mundo abissal de uma poeta inteira, pronta, senhora de uma personalidade arrebatadora.

    “Quis escrever andaimes mais sólidos
    a fim de aperfeiçoar nuvens. ”

    ou

    “Para que aprendas
    a entregar os frutos de teu silêncio
    aos justos de imaginação. ”

    (…)

    O Livro de Isólithusé para ser lido com fúria e paixão, com amor à arte, com sede. E ele sacia e alimenta como poucos que tenho lido.

    (…)

    Com a alma exposta, Patrícia Claudine Hoffmann nos presenteia com uma poesia que nos empurra para a paisagem de dentro, onde cada um de nós constrói jardins e promontórios e de onde podemos reinterpretar o mundo, aos olhos da arte.

    Rosa Maria Mano
    Poeta e escritora

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    O livro dos sentimentos de Daniela Fonseca R$ 9,90

    Ter que falar sobre poesia é uma missão inglória, a graça da coisa é escrever poesia. Tentar explicar a poesia é dedicar-se ao fracasso. A poesia é como os sentimentos, falamos muito sobre eles mas nunca os esgotaremos em explicações.

    Escrever um texto para convencer alguém a ler um livro de poesias é, na mesma medida, estranho e improfícuo. A poesia deve ser chamada pelo coração. Se você ouve o chamado de uma voz da sua infância ou de um amor suspenso ou de um dia inconcluso; sinta a poesia.