Política, Filosofia e Ciências Sociais  (22)

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    A máquina Pinochet e outros ensaios de Diamela Eltit R$ 12,00

    A Máquina Pinochet e outros ensaios é um coletânea de textos críticos da escritora chilena Diamela Eltit, uma das grandes vozes do feminismo latino-americano. Durante a ditadura chilena, Eltit foi uma das criadoras do coletivo CADA (Colectivo de Acciones de Arte), responsável por utilizar a cidade como cenário de uma arte engajada e inovadora. Autora de romances importantes como “Lumpérica”, Eltit é também uma ensaísta delicada e poderosa, atenta a situações em que o corpo é o próprio palco da política. Os ensaios reunidos neste livro, traduzidos por Pedro Meira Monteiro, organizados e prefaciados por Meira Monteiro e por seu colega em Princeton, Javier Guerrero, trazem a voz única de Eltit para o público brasileiro, no momento em que é também lançado o seu primeiro romance em português.

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    Conta-gotas: Máximas & reflexões de Pedro Meira Monteiro Grátis!

    Conta-gotas apresenta a produção de máximas e reflexões do professor de literatura brasileira da Universidade Princeton, Pedro Meira Monteiro.

    Num tempo já marcado pela forma condensada e pela rapidez das novas mídias, Meira Monteiro atualiza a longa tradição de se escrever aforismos para refletir sobre os tempos fragmentados do novo século.

    Gota por gota, palavra por palavra, a contemporaneidade é pensada através do filtro da literatura: “O fim é o fim da poesia”.

    Segundo Fernando Paixão – que assina a apresentação –, “Em doses mínimas, o veneno faz bem ao intelecto”.

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    Economia ecológica e economia integral de Paulo R. Haddad R$ 14,90
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    Feminismo & príncipes encantados – A representação feminina nos filmes de princesa da Disney de Fernanda Breder R$ 5,90

    “No bojo de um verdadeiro renascimento do movimento feminista a partir das mídias sociais, um grupo de “meninas” resolveu reler as histórias das princesas da Disney a partir das questões teóricas levantadas pelo conceito de gênero. “Ninguém nasce princesa, torna-se”, diriam, parafraseando Simone de Beauvoir.

    Com seu estudo “Feminismo e príncipes encantados: a representação feminina nos filmes de princesa da Disney”, desenvolvido em 2013, Fernanda Breder foi a pioneira dessa linha de estudos dentro da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Seu trabalho repercutiu e inspirou outras pesquisas sobre as princesas, abordando novos aspectos, como o novo papel reservado às vilãs e a representação da mulher oriental nesses desenhos. (…)

    Dividido em “princesas clássicas”, “princesas rebeldes” e “princesas contemporâneas”, o trabalho de Fernanda desconstrói a ideia de que este imaginário construído pela Disney seja monolítico. Pelo contrário, mostra que, até por necessidade de alcançar uma audiência cujos valores estão em constante mutação, pode ser contextualizado e historicizado. A dona de casa exemplar Branca de Neve cede lugar à guerreira Valente, que se recusa a casar.”

    Trecho do prefácio escrito por Cristiane Costa, Doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ.

    O livro inclui ainda um estudo sobre as personagens Elsa e Anna, do filme “Frozen”.

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    Intervenções: álbum de crítica de Ricardo Lísias R$ 7,90

    Intervenções: álbum de crítica, de Ricardo Lísias, reúne seus trabalhos de crítica e intervenção no espaço público nos últimos quinze anos. Neste apanhado o autor confirma que, além de ser um dos nomes mais importantes da literatura brasileira contemporânea, situa-se igualmente entre os melhores jovens críticos literários do Brasil. Tal como se vê em seus romances e contos, nos trabalhos de leitura aqui reunidos evidencia-se o radical compromisso de Lísias com a estética & a política, indissociáveis em seus discurso e prática. Na contramão de tantas leituras atuais, seus textos sobre Marcelo Mirisola, Luiz Rufato, Bernardo Carvalho e Daniel Galera, entre outros autores, são fundamentais para a crítica de suas obras. Mas Lísias também se envereda por nossa tradição, avaliando os legados de Drummond e Orides Fontela, por exemplo. E vai além, ao abordar grandes autores da literatura mundial, como James Joyce, ou, mais contemporaneamente, Jonathan Littell, com seu polêmico romance As benevolentes. Lísias também é um dos mais bem informados escritores do país sobre a literatura latino-americana, particularmente a argentina, sendo essenciais suas observações sobre Antônio Di Benedetto, escritor argentino que só agora começa a ser conhecido entre nós. Por fim, seu compromisso político com a mudança da realidade o leva a se enveredar por temos polêmicos, como os sem-terra e os sem-teto ou os prêmios literários. O que ressalta do conjunto é, então, a enorme coerência de seu projeto crítico e literário, que não recua em tentar fazer da literatura e da linguagem um instrumento de libertação.

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    Jacques Lacan: Além da clínica de Vladimir Safatle, Antonio Quinet, Christian Ingo Lenz Dunker, Colette Soler, Dominique Fingermann, Eduardo Socha, Gilson Iannini, Guilherme Oliveira, Joel Birman, Marcus Cesar Ricci Teshainer, Maria Lucia Homem, Miriam Debieux Rosa, Nelson da Silva Jr., Paulo Beer, Ronaldo Manzi, Tania Rivera, Vanessa da Cunha Prado d’Afonseca, R$ 9,90

    Texto integral da revista CULT especial Jacques Lacan – Além da clínica.

    Edição mostra em que medida o pensamento lacaniano contribui para os debates sobre filosofia moral, teoria do conhecimento, questões de gênero e o lugar da arte contemporânea.

    “A psicanálise é […] experiência única, aliás bastante abjeta, mas que é impossível recomendar em demasia aos que pretendem introduzir-se no princípio das loucuras do homem, pois, por se mostrar aparentada com toda uma gama de alienações, ela as esclarece”, Jacques Lacan.

    Com ensaios de: Antonio Quinet, Christian Ingo Lenz Dunker, Colette Soler, Dominique Fingermann, Eduardo Socha, Gilson Iannini, Guilherme Oliveira, Joel Birman, Marcus Cesar Ricci Teshainer, Maria Lucia Homem, Miriam Debieux Rosa, Nelson da Silva Jr., Paulo Beer, Ronaldo Manzi, Tania Rivera, Vanessa da Cunha Prado d’Afonseca, Vladimir Safatle.

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    Jornalismo século XXI – O modelo #MídiaNINJA de Elizabeth Lorenzotti R$ 7,90

    Jornalismo século XXI – O modelo #MídiaNINJA registra a trajetória inicial deste coletivo midialivrista, cuja história está ligada à dos vários coletivos espalhados pelo país e pelo mundo. Uma experiência que começou abalando o establishment da comunicação jornalística. Com seus smartphones, eles protagonizaram a grande novidade na cobertura das Jornadas de Junho.

    Elizabeth Lorenzotti acompanhou esses acontecimentos durante 81 dias – entre 18 de junho e 7 de setembro de 2013. Quando explodiram as jornadas de protestos, conta a autora “entrei no Twitter e li: ‘Não precisamos de mídia partidarista, temos celulares!’. A tuitada daquele garoto, descobri em seguida, foi uma síntese perfeita de novos tempos na comunicação, para os quais a compreensão ainda é difícil.”

    Os repórteres da mídia tradicional televisiva transmitiam do alto de edifícios, em razão da fúria dos manifestantes, que os expulsavam das ruas. Foi quando a autora encontrou no Facebook, a página N.I.N.J.A. (Narrativas Independentes Jornalismo e Ação).

    A Mídia Ninja chegou a picos de audiência de mais de 120 mil espectadores. E desde junho, em seis meses, atingiu cinco milhões de visualizações. Mas seu desempenho rendeu uma enxurrada de denúncias contra o coletivo que os abriga, o Fora do Eixo, e mais do que acaloradas discussões em artigos de jornais e revistas, e na rede. E, por outro lado, inúmeras reportagens em importantes órgãos da mídia internacional, do New York Times e Wall Street Journal ao El Pais, Le Monde, The Guardian e, até hoje, em muitos outros.

    Do modelo analógico, ligado à lógica do líder de opinião, o mediador, emitindo do centro para a periferia – a Mídia de Massa – passa-se ao digital – a Massa de Mídias, a construção colaborativa de narrativas e conteúdos feitos por muitos atores que resulta em uma pluralidade de pontos de vista, como vários especialistas nos explicam ao longo deste livro.

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    Medida por medida de Alcir Pécora R$ 9,20

    Seleção de textos do crítico e professor Alcir Pécora, do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, publicados na revista CULT. Pécora tem se destacado não apenas por seus trabalhos sobre Antonio Vieira e oratória sacra, como também por vir acompanhando e avaliando sistematicamente a produção literária, mas também das ciências humanas, nas últimas décadas, tanto do Brasil como de outros quadrantes. Atento para as tarefas, contingências e falências dos sistemas de criação e pensamento, é uma voz bem incomum no panorama contemporâneo. O volume conta ainda com um prefácio do professor de filosofia Denilson Cordeiro.

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    Meios e finais de Ricardo Piglia, Fermín A. Rodríguez, Pedro Meira Monteiro, Paul Firbas, R$ 9,90

    Meios e Finais – Conversas em Princeton é muito mais do que um livro de entrevistas com Ricardo Piglia. Como afirma Paul Firbas (organizador da obra) no prefácio: “A conversa é um dos gêneros prediletos de Piglia para a interseção entre a crítica e a ficção, e para buscar, de alguma forma, escapar do lugar de enunciação da academia e das autoridades. Sendo assim, tais conversas, logo convertidas em textos de crítica, configuram também os capítulos imaginários de algum romance epistolar entre amigos.”

    A publicação surgiu a partir de uma roda de conversa, que aconteceu em novembro de 2010, entre o autor argentino e os professores e críticos literários Paul Firbas, Pedro Meira Monteiro e Fermín A. Rodríguez, sobre temas como cinema, política, tecnologia, leitura e controle social.

    O título faz parte do selo Peixe-elétrico Ensaios, que apresenta ao leitor de língua portuguesa um conjunto de intervenções críticas em formato e-book.

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    Peixe-elétrico #01 de Alcir Pécora, Juan Villoro, Leonardo Martinelli, Ricardo Piglia, Marcelo Moreschi, Matilde Campilho, Grátis!

    Nesta edição:

    Os livros da minha vida – RICARDO PIGLIA
    Ricardo Piglia organiza neste ensaio alguns aspectos de suas memórias a partir dos livros que teriam lhe marcado de forma bastante particular, sobretudo até a sua juventude. Lançando mão do sempre presente Emilio Renzi, o autor de Respiração artificial engenhosamente mostra que se há algo de sua vida que pode ser retomado, é a literatura. O texto de Piglia circulou durante a Feira do Livro de Guadalajara de 2014 e é uma amostra das publicações que ele está programando lançar. São textos memorialísticos, fragmentos de resenha, entradas de diários etc. Peixe-elétrico publica em primeira mão essa nova fase da obra de um dos principais escritores latino-americanos.

    A arte de ler – JUAN VILLORO
    O texto de Juan Villoro comenta justamente a nova produção de Ricardo Piglia, observando como há ali uma espécie de ética de leitura. Para Villoro, Piglia está sintonizado com a ideia de Borges de que um livro tem a vida decidida por seus leitores e por isso seleciona momentos bastante delicados e radicais da arte de ler: homens encarcerados ou à beira da morte são alguns dos leitores que mais interessam a Ricardo Piglia. Haveria ainda na operação contemporânea do escritor argentino uma espécie de balanço de sua trajetória literária. Ler Piglia apresentado por Villoro nos parece um privilégio: são dois dos escritores mais livremente criativos da América Latina contemporânea.

    A musa falida – ALCIR PÉCORA
    A famosa crise nos estudos de humanidades é discutida por Alcir Pécora na palestra que ele ofereceu aos alunos ingressantes na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra no início do ano letivo 2014-15. Mais do que apenas identificar fraturas ou apontar problemas, Pécora lança mão de um grupo de teóricos contemporâneos para fazer uma espécie de proposta de sobrevivência diante dos impasses que as humanidades no geral, e mais especificamente os estudos literários, enfrentam há alguns anos. O ensaio do professor da Unicamp ainda ilumina a proposta de rede que a Peixe-elétrico pretende estabelecer, ao mencionar um ensaio de Boris Groys, que iremos publicar em um dos nossos próximos números.

    Repare nos peixes: se debatendo, se debatendo sobre a pedra fria – MATILDE CAMPILHO
    Matilde Campilho, um dos nomes mais interessantes da nova poesia portuguesa, publica a primeira resenha da série que Peixe-elétrico pretende lançar em suas edições. Com a mesma sensibilidade de seus poemas, Campilho analisa Desalinho de Laura Liuzzi, associando-o a outras manifestações culturais e identificando as tendências de outra jovem artista. Sem nenhum tipo de direcionamento, pretendemos publicar uma resenha por edição de Peixe-elétrico.

    O som ao redor (e a música que nos representa) – LEONARDO MARTINELLI
    O texto de Leonardo Martinelli discute como as políticas públicas de divulgação internacional de nossa música erudita obedecem a uma visão de nação muito específica e que acaba deixando de lado diversas manifestações interessantes e representativas. É uma forma excludente e às vezes clichê de pensar o Brasil, muitas vezes para satisfazer a uma certa visão estrangeira já pré-concebida sobre nós. Junto com o texto de Alcir Pécora, Martinelli demonstra a disposição de Peixe-elétrico para o debate franco, crítico e livre, além de deixar claro nosso interesse por todas as artes.

    Mário de Andrade como ruína psicoetnográfica: o retrato de Flávio de Carvalho – MARCELO MORESCHI
    Marcelo Moreschi, professor da Unifesp, assina um longo ensaio sobre o retrato que Flávio de Carvalho pintou de Mário de Andrade, as leituras e repercussões da obra e, sobretudo, a maneira como um dos nossos líderes modernistas construiu aos poucos a própria imagem e tentou controlar a recepção de seu trabalho. É um texto que demonstra por fim a intenção de Peixe-elétrico de intervir no debate sobre a tradição artística brasileira. Pretendemos discutir ainda a obra de muitos artistas canônicos, sempre em textos fundamentados e que possam gerar outras reflexões.

    O globo da morte de tudo – NUNO RAMOS e EDUARDO CLIMACHAUSKA
    O ensaio visual que ilustra esta edição de Peixe-elétrico é parte do registro da exposição O globo da morte de tudo, de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska. No caso desses dois artistas emblemáticos, a atitude de colocar tudo abaixo, serviu como motor para a produção de uma performance singular e perturbadora. Peixe-elétrico não podia estrear com imagens mais adequadas.

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    Peixe-elétrico #02 de Fredric Jameson, Bruno Rodrigues, Carlos Guilherme Mota, David Oubiña, Elias Thomé Saliba, Inés Azar, Leyla Perrone-Moisés, Lina Meruane, Maria Elisa Cevasco, R$ 9,90

    Nesta edição:

    A estética da singularidade – FREDRIC JAMESON
    Fredric Jameson volta a pensar a arte contemporânea em texto publicado originalmente na revista New Left Review. Autor de um estudo que influenciou gerações posteriores – Pós-modernismo, ou a lógica cultural do capitalismo tardio –, o grande intelectual norte-americano analisa algumas manifestações culturais para notar o caráter de singularidade que a arte pode estar tomando. Como sempre, Jameson utiliza em sua análise um arco bastante amplo de exemplos: da culinária à economia, passando pelo cinema e pela literatura.

    Introdução ao pensamento de Fredric Jameson – MARIA ELISA CEVASCO
    Principal especialista brasileira na obra de Fredric Jameson, Maria Elisa Cevasco apresenta o ensaio “A estética da singularidade” e publica uma longa entrevista com o autor. Tradutora de Jameson para o português, Cevasco esclarece os principais pontos de sua obra e aponta alguns caminhos de interpretação.

    Uma verdade revolucionária – LINA MERUANE
    Autora do romance Sangue no olho, a escritora chilena, descendente de palestinos, Lina Meruane publica um conjunto de crônicas descrevendo sua visita à Palestina em busca de suas raízes familiares. Com o mesmo estilo tenso de seus textos de ficção, as crônicas traduzem bem a situação palestina, o clima de opressão e preconceito que cerca um dos povos mais marginalizados do mundo contemporâneo.

    Fotos da Cisjordânia – RAFAEL GUENDELMAN
    As fotos de Rafael Guendelman ilustram não apenas o conjunto de crônicas de Lina Meruane como toda esta edição da Peixe-elétrico: eloquentes e ao mesmo tempo profundas, mostram a cor e o rosto da Palestina.

    Knausgård e a arte da autoficção – LEYLA PERRONE-MOISÉS
    Sempre atenta à literatura contemporânea, Leyla Perrone-Moisés analisa a obra do escritor norueguês Karl Ove Knausgard, decifrando os mecanismos de composição da série Minha luta, apresentando inclusive as possíveis razões do sucesso de público dos livros. O texto é exemplar da concepção de resenha que Peixe-elétrico cultiva.

    Revolução conservadora – ELIAS THOMÉ SALIBA
    Uma nova e polêmica abordagem da história do Brasil – a passagem do Império para a República – nos é apresentada em resenha do livro do historiador Marcos Costa. Saliba encontra as raízes dessa ideia, bem como sua originalidade e limites.

    O Tempo domesticado – CARLOS GUILHERME MOTA
    Se a biografia é um dos gêneros mais difíceis para um historiador, o que dizer então da autobiografia? Mota apresenta o rascunho inicial de sua futura autobiografia, no qual abre para o leitor dilemas epistemológicos e afetivos para se lidar com o próprio passado vivido.

    As matemáticas em Borges – INÉS AZAR
    A crítica argentina radicada nos Estados Unidos aprofunda o estudo das bases teóricas matemáticas que permeiam a composição de diversos textos do grande autor argentino Jorge Luis Borges. Situa assim o autor juntamente com a revolução no campo da física ocorrida no início do século XX e nos apresenta o que há de original na forma como ele entendeu essas mudanças no campo do saber.

    Borges e o cinema – DAVID OUBIÑA
    Jorge Luis Borges começa a perder a visão quando surge o cinema moderno. No entanto o crítico de cinema argentino David Oubiña revela o quanto Borges foi um entusiasta do surgimento do cinema e como, paradoxalmente, essa limitação ao cinema antiquado marcou os rumos da construção de uma obra literária moderna.

    A educação pela pedrada – BRUNO RODRIGUES
    Partindo de uma análise das manifestações de 2013, o ensaísta tenta compreender como as novas mudanças no panorama editorial brasileiro influenciam a própria concepção de cultura, ao mesmo tempo em que avalia a queda para o oficialismo que no geral tem dominado a literatura brasileira contemporânea.

    O contemporâneo entre tapas e beijos – RICARDO BARBERENA
    O artigo procura mostrar as dificuldades que um crítico literário enfrenta ao lidar com o texto contemporâneo. Além das dificuldades inerentes à própria análise de uma obra, o que está em jogo quando se trata do contemporâneo é um objeto que sequer foi inteiramente conhecido. Como estudar o que não se compreende por inteiro?

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    Peixe-elétrico #03 de Beatriz Sarlo, Javier Cercas, Terry Eagleton, Tales Ab’Sáber, Selva Almada, Michael Löwy, Pedro Meira Monteiro, Victor Heringer, Felipe Charbel, Denilson Cordeiro, R$ 9,90

    Nesta edição de Peixe-elétrico:

    O romance de Barthes – BEATRIZ SARLO
    Barthes, leitor de Loyola – BEATRIZ SARLO
    Dois textos da ensaísta Beatriz Sarlo abrem a terceira edição da Peixe-elétrico. Duas formas inéditas e surpreendentes de enfrentar a obra daquele que foi sua principal referência intelectual: Roland Barthes.

    A pele da cebola – JAVIER CERCAS
    Como contar a verdade a respeito de uma mentira? Quanto há de verdade em um falso relato? Tentar entender é o primeiro passo para perdoar? Essas são algumas das questões colocadas pelo premiado autor espanhol Javier Cercas para enfrentar os dilemas de narrar a vida de um dos maiores impostores da história.

    Jameson e a forma – TERRY EAGLETON
    Alguns autores podem e devem ser reinterpretados continuamente. Fredric Jameson, capa da edição anterior da Peixe-elétrico, certamente é um deles. Nosso segundo texto originalmente publicado pela prestigiosa New Left Review é do britânico Terry Eagleton e trata da importância da forma na escrita de Jameson.

    Da experiência ao melhor entretenimento do mercado – TALES AB’SÁBER
    Ab’Sáber escreve sobre o fim da ideia de contracultura, ou melhor, de sua absorção total pelo mercado. Um tema central para se enfrentar os desafios culturais da contemporaneidade. Originalmente encomendado por um grande veículo de imprensa, mas nunca publicado. Segundo o autor, o texto havia atravessado “certos limites”.

    Meninas mortas – SELVA ALMADA
    Autora do consagrado romance “O vento que arrasa”, Selva Almada publica um conjunto de crônicas sobre feminicídio na Argentina. Com a mesma sofisticação estilística de sua ficção, Almada traz à tona essa trágica dimensão da vida contemporânea.

    Remanentes – NINO CAIS
    As imagens que ilustram esta edição são do artista plástico Nino Cais. Apresentadas pela primeira vez em Buenos Aires, o flerte com o pornô nas colagens de Cais vêm confrontar a onda conservadora que avança pelo Brasil.

    Laudato Si – MICHAEL LÖWY
    O marxista Michael Löwy aponta a radicalidade e os limites da ação do Papa Bergoglio ao analisar a encíclica sobre meio ambiente, Laudato Si.

    Atenção e indiferença: o sentido em Machado de Assis – PEDRO MEIRA MONTEIRO
    O crítico literário Pedro Meira Monteiro parte do romance derradeiro de Machado de Assis – “Memorial de Aires” – para resgatar os principais pontos da crítica machadiana e colocá-los diante de novas questões.

    O Bispo é o rei do Brasil – VICTOR HERINGER
    O carioca radicado em São Paulo Victor Heringer publica um ensaio nada convencional sobre Arthur Bispo do Rosário, e tenta compreender um dos aspectos da contemporaneidade: a distração.

    Diário de uma releitura – FELIPE CHARBEL
    Em um texto que corre no limite entre o ensaio e a ficção, Charbel cria um ambiente rothiano ao apresentar um diário pessoal que tem como fio condutor o livro “O Teatro de Sabbath”, de Philip Roth.

    A túnica inconsútil do romantismo – DENILSON CORDEIRO
    Cordeiro resenha “As raízes do romantismo”, de Isaiah Berlin e, em um duplo movimento, demonstra a centralidade do autor e do período histórico em questão.