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    Peixe-elétrico #03 de Beatriz Sarlo, Javier Cercas, Terry Eagleton, Tales Ab’Sáber, Selva Almada, Michael Löwy, Pedro Meira Monteiro, Victor Heringer, Felipe Charbel, Denilson Cordeiro, R$ 14,90

    Nesta edição de Peixe-elétrico:

    O romance de Barthes – BEATRIZ SARLO
    Barthes, leitor de Loyola – BEATRIZ SARLO
    Dois textos da ensaísta Beatriz Sarlo abrem a terceira edição da Peixe-elétrico. Duas formas inéditas e surpreendentes de enfrentar a obra daquele que foi sua principal referência intelectual: Roland Barthes.

    A pele da cebola – JAVIER CERCAS
    Como contar a verdade a respeito de uma mentira? Quanto há de verdade em um falso relato? Tentar entender é o primeiro passo para perdoar? Essas são algumas das questões colocadas pelo premiado autor espanhol Javier Cercas para enfrentar os dilemas de narrar a vida de um dos maiores impostores da história.

    Jameson e a forma – TERRY EAGLETON
    Alguns autores podem e devem ser reinterpretados continuamente. Fredric Jameson, capa da edição anterior da Peixe-elétrico, certamente é um deles. Nosso segundo texto originalmente publicado pela prestigiosa New Left Review é do britânico Terry Eagleton e trata da importância da forma na escrita de Jameson.

    Da experiência ao melhor entretenimento do mercado – TALES AB’SÁBER
    Ab’Sáber escreve sobre o fim da ideia de contracultura, ou melhor, de sua absorção total pelo mercado. Um tema central para se enfrentar os desafios culturais da contemporaneidade. Originalmente encomendado por um grande veículo de imprensa, mas nunca publicado. Segundo o autor, o texto havia atravessado “certos limites”.

    Meninas mortas – SELVA ALMADA
    Autora do consagrado romance “O vento que arrasa”, Selva Almada publica um conjunto de crônicas sobre feminicídio na Argentina. Com a mesma sofisticação estilística de sua ficção, Almada traz à tona essa trágica dimensão da vida contemporânea.

    Remanentes – NINO CAIS
    As imagens que ilustram esta edição são do artista plástico Nino Cais. Apresentadas pela primeira vez em Buenos Aires, o flerte com o pornô nas colagens de Cais vêm confrontar a onda conservadora que avança pelo Brasil.

    Laudato Si – MICHAEL LÖWY
    O marxista Michael Löwy aponta a radicalidade e os limites da ação do Papa Bergoglio ao analisar a encíclica sobre meio ambiente, Laudato Si.

    Atenção e indiferença: o sentido em Machado de Assis – PEDRO MEIRA MONTEIRO
    O crítico literário Pedro Meira Monteiro parte do romance derradeiro de Machado de Assis – “Memorial de Aires” – para resgatar os principais pontos da crítica machadiana e colocá-los diante de novas questões.

    O Bispo é o rei do Brasil – VICTOR HERINGER
    O carioca radicado em São Paulo Victor Heringer publica um ensaio nada convencional sobre Arthur Bispo do Rosário, e tenta compreender um dos aspectos da contemporaneidade: a distração.

    Diário de uma releitura – FELIPE CHARBEL
    Em um texto que corre no limite entre o ensaio e a ficção, Charbel cria um ambiente rothiano ao apresentar um diário pessoal que tem como fio condutor o livro “O Teatro de Sabbath”, de Philip Roth.

    A túnica inconsútil do romantismo – DENILSON CORDEIRO
    Cordeiro resenha “As raízes do romantismo”, de Isaiah Berlin e, em um duplo movimento, demonstra a centralidade do autor e do período histórico em questão.

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    Peixe-elétrico #04 de Umberto Eco, Beatriz Resende, Boris Groys, Hayden White, Priscilla Campos, Ronald Polito, Deepa Kumar, Gabriel Ferreira Zacarias, Marcelo Moreschi, Tiago Ferro, R$ 14,90

    Nesta edição:

    Dossiê Terror
    Três ensaios abrem a Peixe-elétrico #04 formando um complexo mosaico sobre um tema central deste início de século XXI: o terrorismo.

    Radicado na França, especialista na obra de Guy Debord, GABRIEL FERREIRA ZACARIAS aborda o chamado terrorismo islâmico a partir de problemas específicos da contemporaneidade ocidental, e não mais da geopolítica, da religião islâmica ou mesmo da ideia de choque de civilizações.

    A islamofobia nos EUA é o tema do ensaio de DEEPA KUMAR. A autora encontra o tipo de fala preconceituosa que alimenta esse perigoso fenômeno não só em Donald Trump, mas também nos discursos do presidente Obama. O ensaio é fruto da parceria da Peixe-elétrico com a norte-americana Jacobin.

    E fechando o Dossiê Terror, TIAGO FERRO resenha o Pequeno tratado da intolerância, de Charb, ex-diretor do Charlie Hebdo, morto nos ataques de 2015.

    Cinema e literatura: a estrutura do enredo – UMBERTO ECO
    Com o seu costumeiro brilhantismo, Eco compara a forma do romance com a do cinema. Para isso faz uma viagem pelos textos de Robbe-Grillet e filmes como O ano passado em Marienbad, O encouraçado Potemkin e O bandido Giuliano.

    Contra o realismo histórico – HAYDEN WHITE
    O historiador Hayden White faz uma leitura a contrapelo do romance clássico de Tolstói – Guerra e Paz – e encontra ali indícios de toda uma teoria pós-moderna da história. A tradução é assinada por DENISE BOTTMANN.

    Na mira da teoria – BORIS GROYS
    Em ensaio profundo e provocante, o crítico de arte Boris Groys procura os pontos frágeis e problemáticos da relação entre teoria e arte contemporânea. MARCELO MORESCHI escreve uma introdução ao pensamento de Boris Groys, situando o crítico em um panorama mais amplo do pensamento ocidental contemporâneo.

    A poética dos vivos – BEATRIZ RESENDE
    Ao se indagar sobre o que poderia ser uma poética dos vivos, a crítica Beatriz Resende refaz o fascinante trajeto de Paul Valéry como professor no Collège de France.

    No caminho de Gafi – RONALD POLITO
    O poeta e crítico Ronald Polito apresenta em detalhes a obra e a trajetória do jovem artista plástico paulista Guilherme Augusto, o Gafi.

    Itinerários flutuantes – PRISCILLA CAMPOS
    A resenha do livro Memórias de um empregado, de Federigo Tozzi, é assinada pela crítica Priscilla Campos que, ao analisar este relato curto em forma de diário, encontra o sujeito neurótico da modernidade e diversos de seus impasses.

    Traço, humor e fúria – ZUCA SARDAN
    O vate carioca Zuca Sardan criou exclusivamente para a Peixe-elétrico as imagens que ilustram esta edição.

    Os arquivos da ditadura – LUCAS FIGUEIREDO
    Peixe-elétrico entrevistou Lucas Figueiredo, autor de Lugar nenhum – militares e civis na ocultação dos documentos da ditadura.

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    Peixe-elétrico #05 de Ana Paula Pacheco, Bruno Rodrigues, Flávio Ricardo Vassoler, Garnette Cadogan, Sérgio Tavares, Silviano Santiago, Ricardo Lísias, Thiago Blumenthal, R$ 14,90

    Nesta edição:

    Hélio Oiticica em Manhattan – SILVIANO SANTIAGO
    Silviano Santiago dialoga com o artista plástico a partir de suas memórias da década de 1970, quando frequentava o apartamento dele em Nova York. Crítica e memória se misturam num texto intenso e generoso.

    Em um segundo ensaio – “Meditação sobre o ofício de criar” –, relendo seus próprios textos, Silviano Santiago analisa o fenômeno da autoficção na literatura contemporânea.

    Norte magnético – GARNETTE CADOGAN
    Jamaicano radicado nos EUA, Garnette Cadogan traz ao leitor brasileiro um pouco de seu projeto de fenomenologia da caminhada. Ao andar por bairros constrastantes em Nova York, Cardogan discute a dinâmica das mudanças culturais em cenários urbanos, a partir do olhar de quem caminha e observa. Racismo, luta de classes, urbanismo e violência, são lidos de muito perto.

    Iracema – uma transa amazônica – ANA PAULA PACHECO
    Ana Paula Pacheco analisa o filme “Iracema – uma transa amazônica”, observando como a modernidade chega em espaços abandonados, trazendo consequências de toda ordem. A experimentação formal dos diretores cria uma ficção documental até hoje valiosa e significativa para a compreensão do nosso atraso.

    Réquiem e utopia – FLÁVIO RICARDO VASSOLER
    Com estilo forte e bastante erudição (sem falar na experiência de quem conhece o Império russo pessoalmente) Vassoler analisa a obra de Svetlana Alexievich, a mais recente Prêmio Nobel de Literatura, notando tanto a originalidade de sua obra como a força de denúncia que ela traz no bojo de vozes desencontradas e perdidas em meio a um Império em franca decadência.

    O tom de Nuno Ramos – RICARDO LÍSIAS
    Ricardo Lísias resenha o livro “Sermões” de Nuno Ramos e a partir dessa leitura procura elementos que organizem a obra literária e visual do artista paulistano.

    Destroços: um romance – BRUNO RODRIGUES
    Em um texto fragmentário e errante, Bruno Rodrigues retoma as questões que seu primeiro texto publicado na Peixe-elétrico (edição # 2) já apresentava: as exclusões que o cânone literário representa, o elitismo que persiste em muitas questões literárias e a militância urgente que nosso tempo parece recusar.

    O triunfo do leitor – THIAGO BLUMENTHAL
    O ensaio analisa o novo status que a figura do leitor parece estar assumindo em um tempo em que mais do que ler, é preciso mostrar esse ato, declará-lo ao mundo e, ainda mais, ilustrar-se publicamente com os efeitos dessa leitura.

    Operação Tobias – SÉRGIO TAVARES
    Tavares reflete sobre o caso do folhetim eletrônico Delegado Tobias. O texto analisa as novas hipóteses de porosidade no ato da leitura e, consequentemente, os limites da ficção.

    Nova York lado B – RUDDY ROYE
    Esta edição é toda ilustrada por flagrantes de Nova York clicados pelo militante e talentoso fotógrafo Ruddy Roye.

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    Peixe-elétrico #06 de Amnéris Maroni, Angela Davis, Arcadio Díaz-Quiñones, Aziz Ab’Sáber, Bruno Walter Caporrino, Francesca Angiolillo, Keith A. Spencer, Laura Erber, Peter Sloterdijk, Ronald Polito, R$ 14,90

    Nesta edição:

    Sobre os princípios – ARCADIO DÍAZ QUIÑONES
    Neste ensaio, o crítico porto-riquenho pensa a respeito das relações dos escritores e intelectuais com a tradição, ou seja, como a imaginaram e como falam dela. Os editores da Peixe-elétrico e Pedro Meira Monteiro também entrevistam o intelectual.

    O legado da escravidão: parâmetros para uma nova condição da mulher – ANGELA DAVIS
    A norte-americana reinterpreta o papel das mulheres durante a escravidão para estabelecer novos parâmetros para a luta feminista.

    Mulherio
    Oferecemos ao leitor quatro páginas fac-símile da histórica revista Mulherio, com ilustração de HENFIL.

    Por que os ricos adoram o Burning Man – KEITH A. SPENCER
    Da revista JACOBIN, parceira da Peixe-elétrico, publicamos um artigo que analisa a atuação dos milionários do Vale do Silício e como a filantropia deteriora pilares democráticos. Tudo embalado por música eletrônica no festival Burning Man.

    Transmissão de pensamentos – PETER SLOTERDIJK
    O filósofo alemão trata da transmissão de pensamentos e como essa ideia foi rejeitada ou aceita durante a modernidade.

    Diário do sertão – Laura Erber entrevista Aziz Ab’Sáber
    Um mergulho no sertão e nas memórias de um grande intelectual engajado.

    Perder e ganhar um país – FRANCESCA ANGIOLILLO
    A jornalista viaja à Etiópia e se vê sem referências para entender o país africano.

    Pequena autópsia de um povo sem alma – BRUNO WALTER CAPORRINO
    Um relato da experiência com o Programa de Formação de Pesquisadores Wajãpi e de sua quase morte nas redes do SUS do Pará.

    Conflitos ontológicos na psicanálise – AMNÉRIS MARONI
    A guerra entre escolas dentro do campo da psicanálise é o tema do ensaio.

    Barbárie e barbárie – RONALD POLITO
    Na resenha desta edição, Polito enxerga duas saídas no romance A vista particular: barbárie e barbárie.

    Como desenhar crianças – MARCELO AMORIM
    A edição é ilustrada com a série de pinturas Primeira leitura. Desenhos singelos mas carregados de ideologia e poder. Texto de PAULO GALLINA situa a obra de Amorim.

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    Peixe-elétrico #07 de Alfonso Berardinelli, André Singer, Fábio Salem Daie, Flávio Ricardo Vassoler, Gonzalo Aguilar, Hernán Ronsino, Isabel Loureiro, Kelvin Falcão Klein, Maria Elisa Cevasco, Mario Cámara, Nuno Ramos, Taisa Palhares, R$ 14,90

    Nesta edição:

    Loser – NUNO RAMOS
    Ensaio baseado em palestra proferida em Berkley nos Estados Unidos, o artista plástico paulistano pensa sua obra a partir das diferenças entre se produzir cultura em regiões hegemônicas e não hegemônicas.

    Direita e esquerda na literatura – ALFONSO BERARDINELLI
    Um dos mais destacados críticos de nossos tempos, Berardinelli avalia o local da literatura e da modernidade a partir daqueles que considera autores-chave.

    A fábrica – HERNÁN RONSINO
    Apontamentos pessoais sobre o processo de modernização argentino a partir da relação de uma pequena cidade e sua principal fábrica. O ensaio serviu como ponto de partida para a escrita do romance Glaxo.

    Estrutura de sentimentos – MARIA ELISA CEVASCO
    A crítica e professora da USP pensa o lulismo e o momento atual do Brasil tendo como guia uma revisão da obra de Roberto Schwarz.

    Kafka vai ao cinema – KELVIN FALCÃO KLEIN
    O cinema no centro deste ensaio de crítica literária que articula Sebald com Kafka.

    O regresso dos pudibundos – FÁBIO SALEM DAIE
    Ensaio cultural de fôlego busca entender as manifestações de 2013 no Brasil e seus desdobramentos privilegiando como objeto de análise o cinema nacional contemporâneo.

    Guignard: A constituição do olhar moderno a partir da tradição europeia – TAISA PALHARES
    O inesgotável tema dos dilemas e apropriações da cultura europeia por artistas brasileiros é visto aqui por meio da obra de Alberto da Veiga Guignard.

    Dostoiévski lê Hegel na Sibéria e cai em prantos? – FLÁVIO RICARDO VASSOLER
    Em diálogo com László Földényii, Vassoler imagina leituras cruzadas de Dostoiévski e Hegel.

    Performance e literatura – GONZALO AGUILAR e MARIO CÁMARA
    Gabeira e Rufato estão no centro dos estudos de literatura e performance de Aguilar e Cámara.

    Neodesenvolvimentismo? Liberal-desenvolvimentismo? Neoliberalismo? – ISABEL LOUREIRO
    Como entender o lulismo a partir da questão agrária? Nos anos Lula quem afinal venceu a parada: MST ou agronegócio?

    Reformismo fraco – ANDRÉ SINGER
    Longa entrevista em áudio com o sociólogo André Singer a respeito das contradições do lulismo.

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    Peixe-elétrico #08 de Adriano Schwartz, Bianca Vasconcellos, Étienne Balibar, Fabiane Secches, Gilles Deleuze, Francisco Alvim, Lara Norgaard, Pedro Meira Monteiro, Renata Martins, Ronald Polito, Socorro Acioli, Tales Ab’Sáber, Zuca Sardan, R$ 14,90

    Leia nesta edição:

    Marxismo e Guerra
    Étienne Balibar

    Fascismo comum, sonho e história
    Tales Ab’Sáber

    Cartas
    De Gilles Deleuze para Félix Guattari

    Que horas são?
    Zuca Sardan e Francisco Alvim

    Nós não vamos pagar nada
    Pedro Meira Monteiro

    Deslocamentos e instabilidades na ficção de Luiz Alfredo Garcia-Roza
    Adriano Schwartz

    Canções pela vida toda
    Ronald Polito

    Tentação – Uma leitura do conto de Clarice Lispector
    Fabiane Secches

    Rubem Fonseca e o caso do testemunho ficcional
    Lara Norgaard

    A obra como vontade: uma experiência de escritura com Roland Barthes
    Socorro Acioli

    Chernóbyl – 30 anos e 1 dia depois (fotos)
    Bianca Vasconcellos

    Rap da República de Pindorama na Alemanha
    Renata Martins

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    Peixe-elétrico Bob Dylan: Edição especial de Alcir Pécora, Perry Anderson, Ricardo Lísias, Victor Heringer, Walnice Nogueira Galvão, R$ 14,90

    Em sua primeira edição especial, a revista Peixe-elétrico selecionou ensaios que discutem sob diversos ângulos o campo cultural a partir da obra do Prêmio Nobel de Literatura de 2016, Bob Dylan.

    O britânico PERRY ANDERSON analisa em ensaio polêmico as origens e os limites das revoluções embaladas pelo rock and roll. Sem abrir mão do rigor marxista, Anderson explica porque Rolling Stones, sim e Beatles, não; Beach Boys, sim e Bob Dylan, não.

    O crítico literário ALCIR PÉCORA resenha o livro de memórias de Dylan, Crônicas, e encontra uma nobre linhagem para o autor.

    Também da área da crítica literária, Walnice Nogueira Galvão apresenta os motivos pelos quais a premiação de Dylan para o Nobel de Literatura não faz nenhum sentido. Os conflitos entre cultura engajada e cultura pop atravessam todo o ensaio.

    RICARDO LÍSIAS, editor da Peixe-elétrico, resenha a única ficção de Bob Dylan, o livro Tarântula, que chega ao Brasil em nova tradução.

    O escritor VICTOR HERINGER escreve sobre o momento em que soube da premiação, sua reação e posteriores reflexões a respeito de um ídolo pop receber o prêmio máximo da literatura mundial.

    Uma série de fotos norte-americanas pertencentes à Biblioteca do Congresso ilustram esta edição.

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    Penélope de André de Leones R$ 1,99

    Uma atriz pornô e seu diretor num impasse cinematográfico, num impasse em suas vidas. Toda a força de um dos mais destacados escritores da nova geração, André de Leones, neste preciso retrato das angústias contemporâneas.

    Formas Breves é um selo digital dedicado ao gênero conto. Seu único princípio é a qualidade. Com traduções diretas e exclusivas de grandes clássicos do conto universal ou com narrativas da nova geração de escritores em língua portuguesa, Formas breves é um ancoradouro desta galáxia chamada conto.

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    Peomas de Leandro Jardim R$ 14,90

    Já no título, este livro nos instiga. Peomas é o quarto livro de Leandro Jardim, autor também de Todas as vozes cantam, Os poemas que não gostamos dos nossos poetas favoritos e Rubores. Novamente, o poeta, contista, letrista e compositor oferece ao leitor, a partir de um competente exercício de metalinguagem, a oportunidade de se pensar ludicamente a literatura. Sim, Leandro é daqueles autores que encaram a escrita como um ofício (ainda que lúdico e prazeroso) e em cuja obra podemos entrever um projeto, um pensamento sobre o próprio fazer literário. Em seus livros há sempre uma hipótese do que pode vir a ser a poesia, a literatura, a autoria. Em Todas as vozes, por exemplo, a sugestão de que basta estar na linguagem para ser poeta. Agora, em Peomas, a insinuação é a de que a poesia pode estar no simples rearranjar dos signos. E se não é nova a hipótese (já tão levada a cabo por movimentos de vanguarda como o surrealismo e a pop-art) de que o que resta ao artista hoje é combinar e recombinar aquilo que já foi dito afim de que outros sentidos sejam produzidos, é única (e agradabilíssima ao leitor) a maneira como Jardim a testa ao longo deste novo livro. (Eu tenho escrito peomas,/ debruçado-me em porsas/ e parcas cançeõs/ alheias; tenho buscado o torto, o novo,/o alterado/desses sentimentos/iguais; tenho encontrado no erro/ outro efeito:/um certo/prazer em conhecê-lo).

    Em dias em que muitos potetas, (ops!, poetas) se protegem debaixo do enorme guarda-chuva de neomarginais, o leitor poderá encontrar, em meio a tanta oferta, este livro belo e maduro, fruto de um trabalho competente e de uma sensibilidade única e intransferível.

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    Pequenos monólogos para mulheres de Afonso Nilson R$ 9,90

    “Passando por temas que vão do ciúme ao desejo pela maternidade, do desprezo à paixão avassaladora, mas sempre imerso no poço profundo e incompreensível que é o amor, com suas contradições, ressentimentos, angústias e deslumbramentos, o dramaturgo Afonso Nilson propõe com Pequenos Monólogos para Mulheres um olhar para alguns aspectos do universo feminino que vai muito além das obviedades que compõem o terreno das relações amorosas.

    “Além de ótima dramaturgia, os textos são um belo exercício para atrizes, iniciantes ou veteranas, que apostam na força da palavra bem escrita. Com poucas rubricas, os monólogos colocam o foco no ator – é ele, ou melhor, ela quem está no centro da ação. O tom eventualmente sórdido e transgressor com que as palavras de Afonso ganham vida delicia o leitor e propicia uma viagem imaginária pela cena onde o humor atua como revelador de possíveis, e improváveis, humanidades.”

    Marisa Naspolini, atriz e pesquisadora teatral

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    Pequenos segredos de Paulo Santoro R$ 3,90

    “Todos temos algumas coisas guardadas… Pequenos segredos… coisas nossas … Mas… algumas dessas coisas respondem à pergunta… como ser feliz? Será ter muitas posses? Ser reconhecido nas ruas como uma celebridade? Talvez ser um líder reverenciado… ou temido? Ter poder? Será que não há algo mais simples? O que pesa mais? “Pequenos segredos”, de Paulo Santoro, conto multimídia em formato inovador com ilustrações, música e vídeo integrados ao texto da história, toca nesse assunto, observando a relação entre o pai bem sucedido e poderoso e o filho entretido com seus brinquedos. São felizes? Você é feliz?”

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    Petaluma de Tiago Velasco R$ 14,90

    Dentre as virtudes deste livro de contos, o segundo de Tiago Velasco, destaca-se em Petaluma o olhar sensível às questões do homem contemporâneo. Na narrativa que abre o livro, “Em pedaços”, acompanhamos o andar fraturado de um homem que acorda numa cama de hospital e que, com uma doença que desconhece, não tem o que fazer senão caminhar a esmo. A fragmentação de tempo e espaço e do próprio território psíquico do personagem trazem uma atmosfera becketiana que fisga o leitor já nas primeiras páginas.

    Mais adiante, em “Reflexo” temos o homem niilista, sartreano, que abdica (por transgressão ou egoísmo?, se perguntará o leitor) de seu lugar social para viver conforme suas pulsões e demandas mais essenciais.

    Tiago Velasco caminha, com destreza, (e esta é outra virtude deste livro), por diferentes gêneros e formatos narrativos: da sátira de costumes (“A morta de São José”) ao tragicômico (“Andrezza/ Ernesto”); do nanoconto (“Reflexo”) à narrativa mais longa, que incorpora ao texto de forma suplementativa, os registros jornalístico, cinematográfico e publicitário, o autor traz uma escrita polifônica e sintonizada com as aflições do homem (pós-)moderno.

    Por fim, temos “Petaluma”, o conto (também novela, também poema, também autoficção) que fecha e dá nome ao livro. Um restaurante em que cidadãos de todos os lugares do mundo vão trabalhar como busboys é o cenário em que se desdobrarão as seculares e ásperas relações de classe, atualizadas aqui pela condição contemporânea ultraglobalizada.

    Metáfora da condição desterritorializada do homem hoje, e escrito com linguagem econômica, direta e cortante, Petaluma irá te desterritorializar; na medida em que ser tocado e em entrar em contado verdadeiro com o outro (experiência que Tiago nos proporciona) já é sair de si.