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    Cinco para meia-noite de James Siqueira R$ 14,90

    Na essência, o brasileiro é mesmo democrático? Eis uma das muitas interrogações trazidas por “Cinco para Meia-Noite”, que narra a busca de uma jovem argentina, após descobrir ter sido um dos bebês roubados nos porões da ditadura militar em seu país.

    À procura da própria identidade, ela segue para São Paulo atrás do pai biológico. Mas o Brasil em questão é outro: é um Brasil de uma história alternativa, um Brasil no qual o golpe de 1964 jamais existiu.

    Será pela alternância de registros feitos em primeira e terceira pessoa que o leitor se dará conta dos conflitos existenciais da protagonista, cujo nome jamais conheceremos.

    Ao mesmo tempo que vai montando o quebra-cabeça das suas origens, ela testemunha o mergulho do Brasil num clima de superlativa degradação. Em meio a uma crise moral sem precedentes, aos poucos vão se elevando vozes no meio da sociedade civil preconizando que o país não precisa de democracia, mas sim de desenvolvimento econômico e da manutenção da ordem e dos bons costumes.

    Uma “história alternativa” ou não tão alternativa assim?

    (Este romance foi escrito muito antes de agosto de 2016.)

    James Siqueira

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    Estação terminal de Graciela Mochkofsky R$ 14,90

    Estação terminal – Viajar e morrer como animais é um relato contundente de uma tragédia que desafiou o governo argentino recém-eleito. Ao investigar o desastre na estação de trens Once (centro de Buenos Aires), que deixou 51 mortos e 795 feridos em fevereiro de 2012 e comoveu o país, Graciela Mochkofsky revelou dramas cotidianos e um sistema perverso, corrupto e cínico que pode matar novamente a qualquer momento.

    Estação terminal é a história das vítimas, que, em um caleidoscópio vertiginoso de narrativas, sofrem o horror do acidente e a incompetência do Estado. Trata-se de um livro denúncia urgente sobre um meio de transporte que um dia já foi o orgulho de uma nação, mas que hoje já não leva seres humanos, mas, como descrito por um dos passageiros a caminho da desgraça, “vacas ao matadouro”.

    Com base em depoimentos, documentos e registros do processo judicial, Graciela Mochkofsky revela um modelo de fazer negócios por parte do Estado: não mera corrupção, mas toda a lógica do capitalismo na periferia do planeta.

    A própria autora é quem explica o que a motivou a largar todos os seus projetos em curso para escrever sobre a tragédia de Once: “Desde 22 de fevereiro de 2012, uma questão dominou a consciência nacional — e todo o processo de investigação: por que ocorreu o acidente na estação Once? Acredito que a pergunta esteja mal formulada. A pergunta que importa é outra: por que não ocorrem mais acidentes? A cada nova manhã, tarde e noite, quando um trem carregado de passageiros chega ao seu destino, se produz um milagre.”. Partindo dessa segunda questão, Graciela procurou a resposta e escreveu Estação terminal.

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    Peixe-elétrico #02 de Fredric Jameson, Bruno Rodrigues, Carlos Guilherme Mota, David Oubiña, Elias Thomé Saliba, Inés Azar, Leyla Perrone-Moisés, Lina Meruane, Maria Elisa Cevasco, R$ 14,90

    Nesta edição:

    A estética da singularidade – FREDRIC JAMESON
    Fredric Jameson volta a pensar a arte contemporânea em texto publicado originalmente na revista New Left Review. Autor de um estudo que influenciou gerações posteriores – Pós-modernismo, ou a lógica cultural do capitalismo tardio –, o grande intelectual norte-americano analisa algumas manifestações culturais para notar o caráter de singularidade que a arte pode estar tomando. Como sempre, Jameson utiliza em sua análise um arco bastante amplo de exemplos: da culinária à economia, passando pelo cinema e pela literatura.

    Introdução ao pensamento de Fredric Jameson – MARIA ELISA CEVASCO
    Principal especialista brasileira na obra de Fredric Jameson, Maria Elisa Cevasco apresenta o ensaio “A estética da singularidade” e publica uma longa entrevista com o autor. Tradutora de Jameson para o português, Cevasco esclarece os principais pontos de sua obra e aponta alguns caminhos de interpretação.

    Uma verdade revolucionária – LINA MERUANE
    Autora do romance Sangue no olho, a escritora chilena, descendente de palestinos, Lina Meruane publica um conjunto de crônicas descrevendo sua visita à Palestina em busca de suas raízes familiares. Com o mesmo estilo tenso de seus textos de ficção, as crônicas traduzem bem a situação palestina, o clima de opressão e preconceito que cerca um dos povos mais marginalizados do mundo contemporâneo.

    Fotos da Cisjordânia – RAFAEL GUENDELMAN
    As fotos de Rafael Guendelman ilustram não apenas o conjunto de crônicas de Lina Meruane como toda esta edição da Peixe-elétrico: eloquentes e ao mesmo tempo profundas, mostram a cor e o rosto da Palestina.

    Knausgård e a arte da autoficção – LEYLA PERRONE-MOISÉS
    Sempre atenta à literatura contemporânea, Leyla Perrone-Moisés analisa a obra do escritor norueguês Karl Ove Knausgard, decifrando os mecanismos de composição da série Minha luta, apresentando inclusive as possíveis razões do sucesso de público dos livros. O texto é exemplar da concepção de resenha que Peixe-elétrico cultiva.

    Revolução conservadora – ELIAS THOMÉ SALIBA
    Uma nova e polêmica abordagem da história do Brasil – a passagem do Império para a República – nos é apresentada em resenha do livro do historiador Marcos Costa. Saliba encontra as raízes dessa ideia, bem como sua originalidade e limites.

    O Tempo domesticado – CARLOS GUILHERME MOTA
    Se a biografia é um dos gêneros mais difíceis para um historiador, o que dizer então da autobiografia? Mota apresenta o rascunho inicial de sua futura autobiografia, no qual abre para o leitor dilemas epistemológicos e afetivos para se lidar com o próprio passado vivido.

    As matemáticas em Borges – INÉS AZAR
    A crítica argentina radicada nos Estados Unidos aprofunda o estudo das bases teóricas matemáticas que permeiam a composição de diversos textos do grande autor argentino Jorge Luis Borges. Situa assim o autor juntamente com a revolução no campo da física ocorrida no início do século XX e nos apresenta o que há de original na forma como ele entendeu essas mudanças no campo do saber.

    Borges e o cinema – DAVID OUBIÑA
    Jorge Luis Borges começa a perder a visão quando surge o cinema moderno. No entanto o crítico de cinema argentino David Oubiña revela o quanto Borges foi um entusiasta do surgimento do cinema e como, paradoxalmente, essa limitação ao cinema antiquado marcou os rumos da construção de uma obra literária moderna.

    A educação pela pedrada – BRUNO RODRIGUES
    Partindo de uma análise das manifestações de 2013, o ensaísta tenta compreender como as novas mudanças no panorama editorial brasileiro influenciam a própria concepção de cultura, ao mesmo tempo em que avalia a queda para o oficialismo que no geral tem dominado a literatura brasileira contemporânea.

    O contemporâneo entre tapas e beijos – RICARDO BARBERENA
    O artigo procura mostrar as dificuldades que um crítico literário enfrenta ao lidar com o texto contemporâneo. Além das dificuldades inerentes à própria análise de uma obra, o que está em jogo quando se trata do contemporâneo é um objeto que sequer foi inteiramente conhecido. Como estudar o que não se compreende por inteiro?

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    Peixe-elétrico #03 de Beatriz Sarlo, Javier Cercas, Terry Eagleton, Tales Ab’Sáber, Selva Almada, Michael Löwy, Pedro Meira Monteiro, Victor Heringer, Felipe Charbel, Denilson Cordeiro, R$ 14,90

    Nesta edição de Peixe-elétrico:

    O romance de Barthes – BEATRIZ SARLO
    Barthes, leitor de Loyola – BEATRIZ SARLO
    Dois textos da ensaísta Beatriz Sarlo abrem a terceira edição da Peixe-elétrico. Duas formas inéditas e surpreendentes de enfrentar a obra daquele que foi sua principal referência intelectual: Roland Barthes.

    A pele da cebola – JAVIER CERCAS
    Como contar a verdade a respeito de uma mentira? Quanto há de verdade em um falso relato? Tentar entender é o primeiro passo para perdoar? Essas são algumas das questões colocadas pelo premiado autor espanhol Javier Cercas para enfrentar os dilemas de narrar a vida de um dos maiores impostores da história.

    Jameson e a forma – TERRY EAGLETON
    Alguns autores podem e devem ser reinterpretados continuamente. Fredric Jameson, capa da edição anterior da Peixe-elétrico, certamente é um deles. Nosso segundo texto originalmente publicado pela prestigiosa New Left Review é do britânico Terry Eagleton e trata da importância da forma na escrita de Jameson.

    Da experiência ao melhor entretenimento do mercado – TALES AB’SÁBER
    Ab’Sáber escreve sobre o fim da ideia de contracultura, ou melhor, de sua absorção total pelo mercado. Um tema central para se enfrentar os desafios culturais da contemporaneidade. Originalmente encomendado por um grande veículo de imprensa, mas nunca publicado. Segundo o autor, o texto havia atravessado “certos limites”.

    Meninas mortas – SELVA ALMADA
    Autora do consagrado romance “O vento que arrasa”, Selva Almada publica um conjunto de crônicas sobre feminicídio na Argentina. Com a mesma sofisticação estilística de sua ficção, Almada traz à tona essa trágica dimensão da vida contemporânea.

    Remanentes – NINO CAIS
    As imagens que ilustram esta edição são do artista plástico Nino Cais. Apresentadas pela primeira vez em Buenos Aires, o flerte com o pornô nas colagens de Cais vêm confrontar a onda conservadora que avança pelo Brasil.

    Laudato Si – MICHAEL LÖWY
    O marxista Michael Löwy aponta a radicalidade e os limites da ação do Papa Bergoglio ao analisar a encíclica sobre meio ambiente, Laudato Si.

    Atenção e indiferença: o sentido em Machado de Assis – PEDRO MEIRA MONTEIRO
    O crítico literário Pedro Meira Monteiro parte do romance derradeiro de Machado de Assis – “Memorial de Aires” – para resgatar os principais pontos da crítica machadiana e colocá-los diante de novas questões.

    O Bispo é o rei do Brasil – VICTOR HERINGER
    O carioca radicado em São Paulo Victor Heringer publica um ensaio nada convencional sobre Arthur Bispo do Rosário, e tenta compreender um dos aspectos da contemporaneidade: a distração.

    Diário de uma releitura – FELIPE CHARBEL
    Em um texto que corre no limite entre o ensaio e a ficção, Charbel cria um ambiente rothiano ao apresentar um diário pessoal que tem como fio condutor o livro “O Teatro de Sabbath”, de Philip Roth.

    A túnica inconsútil do romantismo – DENILSON CORDEIRO
    Cordeiro resenha “As raízes do romantismo”, de Isaiah Berlin e, em um duplo movimento, demonstra a centralidade do autor e do período histórico em questão.