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    A grande marcha de Ewerton Martins Ribeiro R$ 9,90

    Com A Grande Marcha, o jovem escritor Ewerton Martins Ribeiro está debutando no cenário literário brasileiro. A novela é uma grata surpresa em vários sentidos, a começar pelo próprio projeto literário do autor, que extraiu argumentos do romance A insustentável leveza do ser, de Milan Kundera, sobretudo em relação à marcha, à manifestação coletiva e à discussão em torno do conceito de kitsch, atualizando-os num contexto específico: o das manifestações de junho de 2013 no Brasil. A inspiração na obra-prima do escritor tcheco lhe imprime também um caráter híbrido, entre ficção e ensaio (Elcio Cornelsen, no posfácio).

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    A menina que não escutava de Helena Britto Pereira R$ 5,90

    São seis contos para crianças que tocam pessoas de qualquer idade, quando abordam temas como a dificuldade de comunicação, a separação dos pais, a morte, a vaidade, o poder, o narcisismo. É escrito com simplicidade, como quem conta histórias aos filhos.

    O conto que dá título ao livro traz uma menina delicada que fecha os ouvidos às maldades adultas e as infantis como o bullying. Ela passa a escutar só o que quer, ouvindo “errado”, mudando o sentido do que lhe dizem para proteger as amigas e a si mesma. A família e a escola tratam a questão como um problema, quando é ,apenas, uma forma sensível de levar a vida.

    “A continha” é uma abordagem interessante da vaidade e narcisismo de uma conta que vive isolada, guardada numa caixinha, onde ela brilha de forma única. A ameaça à sua vaidade ocorre quando sua dona, uma menina, vê mais contas num colar da mãe e se encanta, deixando a continha insegura sobre sua exclusividade. A história tem final feliz, com a menina demonstrando seu amor pela continha vaidosa mesmo quando ela perde o brilho.

    No conto “João”, a ideia é mostrar que as coisas tem valor pela emoção e alegria que trazem.

    Todos os contos trazem sentidos críticos, são como parábolas modernas, fazendo refletir sem lições de moral, tornando o livro um agradável percurso por temas incômodos.

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    A mulher que amava todos os homens de Marchesa de Sadi R$ 9,90

    A Mulher Que Amava Todos Os Homens é uma coletânea de dez pequenas aventuras noturnas vividas 100% por sua autora e 96% por sua mentora. A cada capítulo a relação sexual da Marchesa de Sadi com um homem diferente se escancara em cores ora rubras, ora turvas, ora luminosas, ora estroboscópicas. Do quase adolescente imberbe ao cidadão circuncidado do Oriente Médio, do low class bronco ao engomadinho do mercado financeiro, os tamanhos, documentos, desejos e anseios animalescos se “envitrinam” como as mulheres do bairro De Wallen, de Amsterdam – seja guloso ou gulosa e deleite-se com todas!

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    A prosa do desconforto de Sandra de Castro R$ 11,90

    A Prosa do Desconforto – Contos de Desamor e Outros Escritos reúne contos e narrativas breves que trafegam entre gêneros, mas mantêm em comum o universo fraturado dos personagens. Diferentes vozes e histórias vão apresentando algumas das formas que o desconforto pode assumir. Ele é o frio que mata, o abandono, o desencanto, a ausência de comunicação, o rompimento ou os fragmentos persistentes da memória.

    Cenas mentais onde as vivências emocionais vão descortinando, em textos rápidos, a percepção que se tem do próprio deslocamento e desajuste.

    E já que são tantos os contos de amor escritos, o livro traz a provocação de se pensar no desamor como a mola que impulsiona mudanças de trajetória dos personagens. É a posição desconfortável do desamor que os coloca diante do embate interno e da procura por apaziguar as emoções, diminuir o desespero diante da vida e do tempo que escoa. Este tempo que “não respeita mesmo ninguém”.

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    A viúva e outros contos de Zoraya Cesar R$ 9,90

    Livro de estreia da carioca Zoraya Cesar.

    Contos de cunho policial, fantástico ou vida cotidiana – em seu aspecto frágil, engraçado ou trágico. Cenas aparentemente banais, outras nem tanto, revelam o que a velocidade do dia a dia não nos deixa ver. Esse talvez seja o grande mérito das histórias reunidas em A viúva e outros contos: desacelerar a passagem do tempo para que possamos compreender que é na aparente repetição cotidiana que a vida cria e ganha significados.

    Uma mulher de meia idade beija um desconhecido na boca; um homem odeia a vizinha que alimenta os pombos; uma mulher planeja a morte do marido para ficar com seu dinheiro. Para Zoraya Cesar, a vida não é tão simples quanto parece.

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    Aberrações casuais de Daniel Lisboa R$ 11,90

    Situações aparentemente banais mostram seus lados grotesco e tragicômico neste livro de estreia do jornalista Daniel Lisboa. Nos onze contos da obra, o leitor é apresentado, com certa dose de lirismo e humor, a um mundo no qual as relações humanas mostram seu potencial para o absurdo, a angústia e o egoísmo.

    Um homem que quer muito ser um beija-flor, um filho paranoico a respeito dos fetiches da mãe, uma caixa de supermercado que transforma sua modorrenta rotina em uma oportunidade para analisar os clientes. Difícil distinguir o que é alegórico do que é, simplesmente, a crua realidade sobre o quão perdido pode ficar um ser humano.

     

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    Achados e perdidos de Paula Bajer Fernandes, Concha Celestino, Cris Gonzalez, Deborah Dornellas, Eliana Castro, Fatima Oliveira, Flávia Helena, Gabriela Colombo, Izilda Bichara, Lucimar Mutarelli, Regina Junqueira, Teresinha Theodoro, R$ 14,90

    Em Achados e Perdidos, primeiro livro do Coletivo Martelinho de Ouro, treze escritoras relatam venturas e desventuras relacionadas a coisas, pessoas e sentimentos que sumiram ou surgiram no cotidiano.

    Perder o chão, a hora, a virgindade, a memória, a dignidade; achar uma pista, um velho amor, uma cobra, a dentadura. Impossível, nestes 42 contos, o leitor não se identificar e se deleitar com as situações. Dramáticas, cômicas, poéticas, realistas, fantasiosas, as pegadas são tão variadas quanto os estilos e os objetos em questão.

    A primeira edição impressa de Achados e Perdidos, Editora RDG, esgotada, foi lançada na Balada Literária de 2013, evento sob curadoria de Marcelino Freire.

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    Amores e tropeços de Sylvia Loeb R$ 9,90

    Do embate amoroso, o corpo é o palco privilegiado. “Por que os corpos se entendem, mas as almas não”, explica o verso de Manuel Bandeira. Um movimento de alma, de espírito ou de uma instância psíquica pode ser o estopim deste embate, porém quando o pensamento chega à carne ou ao estômago, quando engendra gestos, buscas, fugas ou a percepção da existência – ou da ausência – de outro corpo, só então se vislumbram as questões essenciais de cada ser humano. Em Amores e tropeços, Sylvia Loeb cria instantâneos da vida cotidiana em que as personagens são flagradas no momento exato em que o embate amoroso, com seus gozos e tombos, se dá – entre os seres, no interior dos seres. Nestes momentos, suas angústias, desejos, silêncios, dores e pulsões de vida e morte são transformados em literatura pela pena habilidosa e sensível da escritora.

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    As primeiras pessoas de Cesar Cardoso R$ 14,90

    “Há alguma vantagem em se narrar na primeira pessoa? Talvez. Uma delas é que a história parece ter sido escrita por alguém que não o próprio autor. Quando usamos a terceira pessoa, nos tornamos os únicos responsáveis pelo estilo, acertos e erros da história narrada.

    Cesar Cardoso, de larga experiência, certamente não pensou nessa questão quando decidiu escrever os vinte e cinco contos de As primeiras pessoas. Se a escolha aconteceu ao acaso, foi seu primeiro acerto. Cada conto é uma voz narrativa diferente, tornando o livro uma polifonia vocal, que o leitor escuta enquanto lê.

    Alguns esperam dos livros de contos que possuam uma atmosfera única, um mesmo diapasão narrativo da primeira à última página. Não esperem isso de As primeiras pessoas. Cesar Cardoso surpreende a cada história que narra, ou melhor dizendo, que os personagens narram por ele.

    Em “Déjeuner Du Matin”, a voz que se escuta é delicada, reminiscente, com um assumido sotaque carioca. Bem diferente da voz aliciante, dissimulada e perversa de “Chororô”. Em “Eles”, a primeira pessoa narradora esbanja metáforas como ‘pude ver a lua bebendo água na vasilha do cachorro’ ou ‘socava as tristezas com muito alho e noz moscada’. É uma primeira pessoa feminina, com gosto pelo tom estranho, quase sobrenatural. Bem diferente de “Ladies First!”, em que a voz assume o deboche e a ironia, faz muitas perguntas e fala de cinema e televisão.

    Ninguém neste livro sentirá o embalo da atmosfera única. Cesar Cardoso inventa modos narrativos, faz experiências como em “Bem unidos façamos”, uma sucessão de cartas engraçadas e ricas em citações, pois se trata de um autor que transita pelas várias formas da arte, mas que também é capaz de escrever com o ritmo fortemente marcado pela linguagem oral e pela música popular. Em todos os contos Cesar Cardoso imprime sua marca de narrador experiente, seguro do que é escrever bem.

    O mais curioso nesse livro instigante é ler que ele foi dedicado aos netos. Com tantos experimentos e ousadias, eu o imaginava escrito por alguém bem jovem. Salve a juventude desse jovem senhor! “

    (Ronaldo Correia de Brito)

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    Asfalto de Paula Bajer Fernandes R$ 5,90

    Asfalto reúne dez contos da escritora Paula Bajer Fernandes.

    Há, na avenida Brigadeiro Luiz Antonio, uma vidente. Dolores dirige motocicleta entregando encomendas pela cidade. Naquele dia de calor, ela e sua irmã precisam decidir onde a mãe vai morar. Elisa C., famosa escritora, reclusa, será entrevistada por um jornalista admirador. Será que ela aparecerá? Érica, filha de japoneses tradicionais, vai se casar. Ela ganha um quimono lindo do pai. Um GPS fala mais do que deve e cria situações inusitadas. Marisa precisa dar conta da agenda complicada em um dia nada comum. Um advogado é ouvido em uma investigação policial sobre o homicídio de seu vizinho. Em um baile, um garoto usa um smoking emprestado e dança valsa. Um gerente de banco voyeur espia informações bancárias de sua vizinha. No restaurante, um casal comemora aniversário de casamento: ela está de dieta.

    Em Asfalto, mínimos acontecimentos mudam caminhos óbvios, criando situações inesperadas. Ou quase isso. Suspense e rotina fundem-se no livro de Paula Bajer Fernandes.

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    Cisco de Gregory Haertel, Katherine Funke, Melanie Peter, Paulino Júnior, Priscila Lopes, Grátis!

    Cinco breves narrativas inéditas de cinco destaques da prosa catarinense num e-book exclusivo e gratuito. Com textos de Gregory Haertel, Katherine Funke, Melanie Peter, Paulino Júnior e Priscila Lopes, Cisco é uma mostra da produção contemporânea.

    O e-book é uma ação do V Festival Nacional do Conto.

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    Colisões bestiais (particula)res de Kátia Bandeira de Mello Gerlach R$ 14,90

    “Logo na primeira frase, o projecto: “Desde o bosão de Higgs, gente e bestas esbarram-se.” Animais, humanos e acontecimentos: eis o que esbarra, o que colide, o que provoca acidentes.

    Muitos bichos — formigas, papagaios. Bichos grandes e pequenos, bichos que andam na cabeça (por cima e por dentro). A linguagem rápida; as frases descrevem, acertam nos eventos observados com olho clínico. Olho que se mexe.

    Muitos autores convidados (gentileza da hospitaleira Kátia): Cortázar, Borges, Bolaño, David Foster Wallace e etc.

    Mendigos e muchachas subnormais, mulheres que protegem e julgam. Personagens como Juarez, jogador, pornógrafo e muitas coisas — e ainda etc. Humor e sarcasmo, sempre presentes.

    A minha amiga Kátia Bandeira de Mello Gerlach escreveu um belíssimo livro: ritmado com a batida que convém à língua; histórias e frases em jazz corrido; jazz alegre. Deixo um exemplo, de “Cuspe no aquário”: “Se me perco nas ruas numeradas, zombam de mim? Os peixes morrem no aquário. Alimento-os nas manhãs. Correm afoitos para engolirem o pó granulado de odor marinho, e à tardinha eles já, já morrem. Por vezes, nascem filhotes e não sobrevivem, solúveis como os grãos. Difícil distinguir mãe e pai; nadam sem expor o sexo, embora corram uns atrás dos outros com ímpeto em momentos espontâneos e certos. Perecem para a minha redenção: um mecanismo medonho nos liga e transcende. Olham-me pela transparência do vidro e reconhecem-me, a mulher perdida nos números, a mulher ¥p¡@.”

    Este COLISÕES, de Kátia Bandeira de Mello Gerlach, é um livro insolúvel, ele aí está — alegrando o espaço.”

    Gonçalo M. Tavares