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    Contos do divã de Sylvia Loeb R$ 14,90

    A ideia de escrever sobre psicanálise é antiga. O meu desejo era o de compartilhar com os colegas um tipo de experiência pouco usual entre nós, ou seja, falar de modo coloquial sobre o fazer psicanalítico. Interessava-me também levar o assunto para fora de nosso campo, abrir fronteiras a pessoas interessadas, mas não afeitas à linguagem técnica.

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    Contos que conto de Flávio Ulhoa Coelho R$ 9,90

    O livro Contos que conto foi um dos premiados na categoria conto da “V Bienal Nestlé de Literatura Brasileira” em 1991 e publicado, como parte do prêmio, pela Editora Estação Liberdade. Esgotado, o livro agora sai no formato e-book pela e-galáxia. Assim se referiu ao livro o escritor e crítico Muniz Sodré:

    “Há uma espécie de “minimalismo” nos contos de Flávio Coelho, que consiste não no mero encurtamento dos textos, mas em insuflar na prosa o espírito da economia de meios e da repetição calculada de situações, de tal maneira que o tema vibra constantemente sob as frases. E aí está uma virtude de escritor: provocar isomorfismo entre a forma e a fabulação, para que permaneçam no leitor o tom, a eventual musicalidade do texto. 

    Isso é muito evidente em contos como “Postal” e “Quatorze toques, geralmente”, não tão evidente em outros (onde às vezes a linguagem se enrijece por certos anacronismos de expressão), mas não há dúvida nenhuma de que em “Contos que conto” acontece essa intervenção singular na língua a que se tem chamado de estilo. O universo homogêneo e recorrente que emerge da criação é o nosso velho quotidiano, perscrutado com lente especial. 

    Não deixa de ser reconfortante verificar que, em meio à crise da palavra escrita e à banalização da narrativa pelo lixo literário, a literatura resta, germinal, como semente de verde na fresta do asfalto.”

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    Crônicas da Bruzundanga de Lima Barreto R$ 20,90

    Os textos selecionados para esta edição tratam, por um lado, daquilo que Lima Barreto chamava de literatura militante, e, por outro, como essa atuação acontecia nos periódicos. Nesse sentido, o leitor tem aqui uma mistura de ensaios, crônicas, contos e cartas que discutem a inserção do escritor naquele princípio de sociedade de massa no Brasil. Junto com a caricatura, a fotografia e o cinema, a literatura breve era, naquele momento, um dos meios mais eficazes nos esforços de comunicação de massa. Lima Barreto vê nesse novo contexto uma possibilidade de utilizar a arte literária como motor de mudança de mentalidades, focando principalmente o público de trabalhadores de colarinho branco que surgiam naquele momento, muitos deles recém-alfabetizados, e que se espalhavam pelos subúrbios das grandes cidades ou viviam em outras regiões do país.

    O conto “A nova Califórnia” inicia a seleção que aqui apresentamos. A versão que trazemos a público pela primeira vez foi publicada originalmente na Revista Americana em março de 1911, e é não só um exemplo da intensa relação que o autor manteve com a imprensa e de sua perspectiva sobre o que significava fazer literatura na emergente sociedade de massas, mas também de sua crescente reputação no meio literário da época.

    O ensaio “A literatura militante de Lima Barreto”, de autoria do pesquisador e organizador desta obra, Felipe Botelho Corrêa, abre o livro.

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    Desordem de Natércia Pontes, Cristiano Baldi, Erika Mattos da Veiga, Patrick Brock, Olavo Amaral, Katherine Funke, Paulo Bullar, R$ 9,90

    A antologia de contos “Desordem” é o primeiro livro financiado de forma colaborativa pela Bookstorming. É o resultado de um projeto pensado com o objetivo de reunir autores que, em comum, têm a maturidade de uma escrita verdadeiramente contemporânea, ousada e instigante. Em cada um dos sete autores que fazem parte do livro, o leitor encontrará um prazer distinto, estimulado de forma magistral por narrativas pessoais e universais, que tomam as melhores tradições literárias como referência ao mesmo tempo em que as subvertem. Cristiano Baldi, Erika Mattos da Veiga, Katherine Funke, Natércia Pontes, Olavo Amaral, Patrick Brock e Paulo Bullar. Se você ainda não conhece estes nomes, bem-vindo à literatura brasileira do presente.

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    Ensimesmices de Paulo Zoppi R$ 9,90

    Um dente quebrado, um vulto no olho mágico, um produto que chega pelo correio: os dezoito contos de “Ensimesmices” partem de situações e acontecimentos aparentemente banais, mas que colocam seus protagonistas  sempre anônimos, posto que no fundo sempre somos nós mesmos — em situações surreais e desencadeiam uma torrente de inquietações sobre como nos vemos e qual o nosso lugar no mundo. Eventos prosaicos ensejam situações em que desponta o lado kafkiano da vida e lançam os personagens em espirais de desorientação e dúvida. Autoimagem, papel social, responsabilidades pessoais e profissionais, desejos e frustrações: esses são alguns dos temas com que nossos ensimesmados e, via de regra, solitários alter egos se defrontam, meio sem jeito e com pouca chance de encontrar respostas, mas ainda assim com doses comedidas de lirismo e humor.

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    Homens de Sylvia Loeb R$ 14,90

    ENFIM, A SÓS

    De A a Z, homens de todos os tipos. Para todos os gostos. Reunidos em um mesmo livro. Escrito por uma mulher que sabe o que quer. Solta o verbo na medida. Certa e concisa.

    Sylvia Loeb é minha amiga. Ainda bem. Explico: a agudeza com que ela mergulha no universo masculino. Na alma do macho ferido. Do macho amado. Machucado. Uma galeria viril de personagens líricos.

    Sim, não é uma reunião de contos raivosos. Vingativos. É um novo olhar lançado. Com precisão e delicadeza. Inclusive ao próprio universo feminino. Sem ser – longe de ser – prosa de “mulherzinha”, aviso. E digo: é literatura das boas. Essa que vai nos levando por outros caminhos. Inaugurando, a cada frase, outros sentidos.

    Lê-se rapidinho. De Adão a Zenon é um salto. Às vezes mortal, às vezes apenas um salto. De carinho. É um livro afetivo, creio. Um testamento para todos os sexos.

    Lembra-me, de alguma forma, escritoras como Ivana Arruda Leite, que escreveu Falo de Mulher. Ou até as Mulheres geradas por Eduardo Galeano. Sylvia, nesta sua mais que bem-vinda criação, filia-se a esses dois autores, digamos, no que há de melhor neles: pensamento, provocação, evocação. E sensibilidade à pele, ao toque, ao desmanche.

    Livro para deixar qualquer leitor nu. Explico: a cada uma das mininarrativas, foi esta a sensação que eu tive durante a leitura. A de que a autora, misteriosamente, e com que requinte, veio e tirou, sem medo, a roupa de todos nós. Homens, humanos, enfim, a sós.

    Marcelino Freire

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    Ingressos para um naufrágio e outros contos de Fernando Joner R$ 9,90

    Ingressos para um naufrágio e outros contos reúne uma coleção de 14 histórias nas quais os personagens são tragados por eventos absurdos que rompem com os limites da realidade cotidiana. Fernando Joner narra de forma tragicômica histórias que tentam responder grandes questões existenciais: Como seu Antônio poderá saltar do avião se seu guarda-chuva está quebrado? E se o executivo terceirizasse seu trabalho para os homenzinhos que saíram da tomada? Como se livrar de uma segunda boca que um dia apareceu na bochecha e resolveu falar? E se chocolate fosse sexo? Onde teriam parado as obras perdidas de Malevich?

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    Jogos ben(ditos) e folias (mal)ditas de Kátia Bandeira de Mello Gerlach R$ 14,90

    “O leitor que degusta os deliciosos e riquíssimos contos deste livro de Katia Gerlach provavelmente vai também comprar pão na padaria, ir à uma casa de campo, voltar à infância e viver experiências nunca dantes vividas, tudo sem sair do lugar físico.

    É que o corpo aparentemente inerte está, na verdade, flutuando por passagens e paisagens que lhes dão a possibilidade da presença simultânea. A física quântica pode lhe provar isso. E é exatamente com as vicissitudes do mesmo espaço-tempo que Katia magistralmente joga em seus contos.

    Seus personagens, ordinários para o cotidiano, mas extremamente viajantes e profundos para a literatura, nunca estão no mesmo lugar, mesmo quando a ação parece única. O fio condutor de suas histórias não é reto, nem se apega à lógica, assim como nosso cérebro e nossas vivências. Mas o trunfo de Katia, e sua assinatura mais peculiar, é brincar com o vaivém de modo a não fazer o leitor perder a história de vista.

    Katia transcende o cotidiano e conecta a alma humana ao concreto da rua, que acaba pulsando, como neste trecho “Vera morava no batimento retangular que cobria o quarteirão inteiro, onde tombavam pedras sobre pedras como condenação”. E dá de presente aos seus personagens a opção de estar sem estar, esta que todos nós desejamos durante as formalidades diárias: “Sem cumprimentá-lo, a militante quis fazer-se transparente na sua intimidade”.

    As construções narrativas aqui são poéticas sem serem pedantes; são simples sem serem simplórias e mostram o domínio literário de uma artista que não só escreve com refino espontâneo, como também nos presenteia com ilustrações alegres e intensas.

    Katia Gerlach respira literatura e sua literatura exala muitas vidas. São vidas que saltam das folhas deste livro, as quais, sem pestanejar, convido ao leitor inalar, porque estes contos, com crônicas enxertadas, engrandecem nossos espíritos e nos dão asas que quebram as parcas linearidades do ilógico cotidiano.

    Para o Ben e para o Mal. ” (Thiago Mourão )

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    Moedor de carne de Eduardo Lisboa R$ 29,90

    Moedor de Carne é uma coletânea de 64 contos escritos por Eduardo Lisboa, com ilustrações do próprio autor.

    Os personagens que habitam e narram os contos interagem com as situações banais do cotidiano de forma performática e às vezes, absurda. Fazem isso com naturalidade e tédio. Alguns moram sozinhos em apartamentos, sentem falta de alguém, querem uma motinha com franjas coloridas no guidão ou gostam do cheiro de fumaça. Outros querem companhia para dividir como faxinam a casa, como aprenderam a falar francês ou como fazer um barquinho de papel.

    O leitor adquire intimidade e imerge nesse conjunto de particularidades que ao longo da leitura vai se moldando e fazendo sentido.

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    Montado no ponteiro grande do relógio de Ricardo Ramos Filho R$ 14,90

    Livro de estreia de Ricardo Filho para o público adulto, lançado exclusivamente em formato digital, Montado no ponteiro grande do relógio recupera a tradição do flâneur: figura que vaga despreocupadamente pela cidade encontrando ao acaso diversas possibilidades de construção de significados. Diferentemente da celebração da metrópole proposta pelo flâneur típico da Belle Époque, Ricardo Filho sabe que a cidade contemporânea acabou por catalisar todas as angústias e crises ainda não evidentes durante aquele início festivo da modernidade urbana. Não haveria mais o que celebrar. Ou haveria?

    Com escrita seca e econômica, e certa casmurrice, Ricardo Fillho escreve minicrônicas que a todo momento nos fazem questionar quem é esse narrador que adora Rolling Stones, se entristece com os rumos da cidade de São Paulo e que, apesar de encontrar pequenas alegrias no cotidiano de cidades interioranas, é um homem urbano por natureza. Misturando ódio e lirismo, e um tipo de humor cada vez mais raro porque altamente reflexivo, identificamos no narrador do livro um sujeito capaz de concentrar e expressar todas as dores e as delícias de se viver a experiência caótica, mas irresistível, da vida na cidade.

    Se muito do que foi prometido pelos famosos andarilhos parisienses de 100 anos atrás nunca se cumpriu, é certo que Ricardo Filho nos leva a refletir sobre a possibilidade de ainda se celebrar a vida na cidade mesmo com tantas frustrações. Apenas em meio ao caos urbano é possível criar um mínimo de sentido para as nossas vidas neste início de século.

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    Nebulosa fauna e outras histórias perversas de Leonardo Almeida Filho R$ 11,90

    Nebulosa fauna & outras histórias perversas é um pequeno volume de contos, dez no total, que, trazendo histórias amorais, cruéis, acaba compondo um painel da nossa patética realidade. Da criança que descobre o amor pelo contato com um inseto sujo ao autor frustrado que se sente impotente diante das exigências do mercado, os contos vão desenhando personagens de profunda humanidade enfrentando o mal estar de ser civilizado. Assim, o leitor poderá descobrir o amor que ainda não ousa dizer o nome na amizade de dois velhos. O resgate de um antigo e imprescindível gesto perdido no tempo. As pequenas histórias trágicas que acontecem simultaneamente numa noite fria na rodoferroviária de Brasília. A tocante história de um burro e uma cachorra no céu dos bichos, num pequeno exercício de metalinguagem. São dez histórias perversas que nos ajudam a ver, nas brechas da luz do real, as pequenas crueldades que se escondem no dia a dia.

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    Nem parece que acontece de Olga Curado R$ 11,90

    Neste livro surpreendente, Olga Curado junta retalhos de conversas casuais em circunstâncias aparentemente comuns do dia a dia. São relatos que vão do chocante ao absurdo, do assassinato do marido traidor ao encontro de velhinhas com vampiros, construídos na forma do diálogo. Porém, nesta obra nada é óbvio. Uma espécie de “vida como ela é” se descortina aos poucos conforme atravessamos as camadas de situações inesperadas que vão sendo costuradas num cotidiano cheio de humor desconcertante.