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    Ângulo de guinada de Ben Lerner R$ 19,90

    Ângulo de guinada é um livro de poesia incomum. Mescla de reflexão filosófica sobre a mercantilização do espaço público, prosa sobre o valor da arte contemporânea, sequências líricas e poesia experimental.

    Ben Lerner – um dos mais criativos autores de sua geração – investiga o destino do espaço e do discurso públicos, e como as tecnologias de visualização – fotos aéreas em especial – criam em nossa cultura uma imagem de si própria; uma imagem espetacular.

    Lerner faz parte de uma geração assombrada pela ideologia da Guerra ao Terror. Política, tecnologia e a construção de discursos e imagens são temas urgentes que não escapam ao olhar nada previsível deste instigante artista.

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    Histórias da guerra de Charles Bernstein R$ 14,90

    “Não é comum em poesia a publicação de livros que realmente interessam, como é o caso aqui. Mas só para os que estão preparados para pôr em questão suas grandes e pequenas certezas mais preservadas. O trabalho de Charles Bernstein é desses capazes de efetivamente desestabilizar variados campos de práticas e criações, formas arraigadas de pensamento, ideias comuns naturalizadas, imagens corriqueiras, sentidos admitidos, sintaxes previsíveis, aberturas e desfechos notórios.”

    É assim que o também poeta Ronald Polito abre de forma contundente o prefácio inédito da seleção de poemas, ensaios e entrevistas de “Histórias da guerra”, do poeta norte-americano Charles Bernstein.

    Bernstein é voz central na poesia mundial contemporânea. Seus poemas e ensaios foram traduzidos em mais de cem antologias e periódicos no México, Argentina, Cuba, Brasil, Noruega, Suécia, Finlândia, França, Alemanha, Áustria, Sérvia, Montenegro, Grécia, Espanha, Portugal, Rússia, China, Coréia e Japão. Nos últimos trinta anos, foram mais de duzentas as leituras e palestras, apresentadas no mundo todo, em países como França, Finlândia, Dinamarca, Itália, Portugal, República Tcheca, Alemanha, Áustria, Sérvia, Espanha, Canadá, Cuba, Brasil, Inglaterra, Nova Zelândia e Estados Unidos. Com Bruce Andrews, editou a já mítica revista L=A=N=G=U=A=G=E. Hoje, Bernstein detém a cadeira Regan de professor de inglês da University of Pennsylvania.

    Esse livro incomum ainda traz a voz de outro importante poeta, Régis Bonvicino, organizador e tradutor do livro, e principal responsável pela divulgação da obra de Bernstein no Brasil.

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    Peixe-elétrico #02 de Fredric Jameson, Bruno Rodrigues, Carlos Guilherme Mota, David Oubiña, Elias Thomé Saliba, Inés Azar, Leyla Perrone-Moisés, Lina Meruane, Maria Elisa Cevasco, R$ 14,90

    Nesta edição:

    A estética da singularidade – FREDRIC JAMESON
    Fredric Jameson volta a pensar a arte contemporânea em texto publicado originalmente na revista New Left Review. Autor de um estudo que influenciou gerações posteriores – Pós-modernismo, ou a lógica cultural do capitalismo tardio –, o grande intelectual norte-americano analisa algumas manifestações culturais para notar o caráter de singularidade que a arte pode estar tomando. Como sempre, Jameson utiliza em sua análise um arco bastante amplo de exemplos: da culinária à economia, passando pelo cinema e pela literatura.

    Introdução ao pensamento de Fredric Jameson – MARIA ELISA CEVASCO
    Principal especialista brasileira na obra de Fredric Jameson, Maria Elisa Cevasco apresenta o ensaio “A estética da singularidade” e publica uma longa entrevista com o autor. Tradutora de Jameson para o português, Cevasco esclarece os principais pontos de sua obra e aponta alguns caminhos de interpretação.

    Uma verdade revolucionária – LINA MERUANE
    Autora do romance Sangue no olho, a escritora chilena, descendente de palestinos, Lina Meruane publica um conjunto de crônicas descrevendo sua visita à Palestina em busca de suas raízes familiares. Com o mesmo estilo tenso de seus textos de ficção, as crônicas traduzem bem a situação palestina, o clima de opressão e preconceito que cerca um dos povos mais marginalizados do mundo contemporâneo.

    Fotos da Cisjordânia – RAFAEL GUENDELMAN
    As fotos de Rafael Guendelman ilustram não apenas o conjunto de crônicas de Lina Meruane como toda esta edição da Peixe-elétrico: eloquentes e ao mesmo tempo profundas, mostram a cor e o rosto da Palestina.

    Knausgård e a arte da autoficção – LEYLA PERRONE-MOISÉS
    Sempre atenta à literatura contemporânea, Leyla Perrone-Moisés analisa a obra do escritor norueguês Karl Ove Knausgard, decifrando os mecanismos de composição da série Minha luta, apresentando inclusive as possíveis razões do sucesso de público dos livros. O texto é exemplar da concepção de resenha que Peixe-elétrico cultiva.

    Revolução conservadora – ELIAS THOMÉ SALIBA
    Uma nova e polêmica abordagem da história do Brasil – a passagem do Império para a República – nos é apresentada em resenha do livro do historiador Marcos Costa. Saliba encontra as raízes dessa ideia, bem como sua originalidade e limites.

    O Tempo domesticado – CARLOS GUILHERME MOTA
    Se a biografia é um dos gêneros mais difíceis para um historiador, o que dizer então da autobiografia? Mota apresenta o rascunho inicial de sua futura autobiografia, no qual abre para o leitor dilemas epistemológicos e afetivos para se lidar com o próprio passado vivido.

    As matemáticas em Borges – INÉS AZAR
    A crítica argentina radicada nos Estados Unidos aprofunda o estudo das bases teóricas matemáticas que permeiam a composição de diversos textos do grande autor argentino Jorge Luis Borges. Situa assim o autor juntamente com a revolução no campo da física ocorrida no início do século XX e nos apresenta o que há de original na forma como ele entendeu essas mudanças no campo do saber.

    Borges e o cinema – DAVID OUBIÑA
    Jorge Luis Borges começa a perder a visão quando surge o cinema moderno. No entanto o crítico de cinema argentino David Oubiña revela o quanto Borges foi um entusiasta do surgimento do cinema e como, paradoxalmente, essa limitação ao cinema antiquado marcou os rumos da construção de uma obra literária moderna.

    A educação pela pedrada – BRUNO RODRIGUES
    Partindo de uma análise das manifestações de 2013, o ensaísta tenta compreender como as novas mudanças no panorama editorial brasileiro influenciam a própria concepção de cultura, ao mesmo tempo em que avalia a queda para o oficialismo que no geral tem dominado a literatura brasileira contemporânea.

    O contemporâneo entre tapas e beijos – RICARDO BARBERENA
    O artigo procura mostrar as dificuldades que um crítico literário enfrenta ao lidar com o texto contemporâneo. Além das dificuldades inerentes à própria análise de uma obra, o que está em jogo quando se trata do contemporâneo é um objeto que sequer foi inteiramente conhecido. Como estudar o que não se compreende por inteiro?

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    Peixe-elétrico #04 de Umberto Eco, Beatriz Resende, Boris Groys, Hayden White, Priscilla Campos, Ronald Polito, Deepa Kumar, Gabriel Ferreira Zacarias, Marcelo Moreschi, Tiago Ferro, R$ 14,90

    Nesta edição:

    Dossiê Terror
    Três ensaios abrem a Peixe-elétrico #04 formando um complexo mosaico sobre um tema central deste início de século XXI: o terrorismo.

    Radicado na França, especialista na obra de Guy Debord, GABRIEL FERREIRA ZACARIAS aborda o chamado terrorismo islâmico a partir de problemas específicos da contemporaneidade ocidental, e não mais da geopolítica, da religião islâmica ou mesmo da ideia de choque de civilizações.

    A islamofobia nos EUA é o tema do ensaio de DEEPA KUMAR. A autora encontra o tipo de fala preconceituosa que alimenta esse perigoso fenômeno não só em Donald Trump, mas também nos discursos do presidente Obama. O ensaio é fruto da parceria da Peixe-elétrico com a norte-americana Jacobin.

    E fechando o Dossiê Terror, TIAGO FERRO resenha o Pequeno tratado da intolerância, de Charb, ex-diretor do Charlie Hebdo, morto nos ataques de 2015.

    Cinema e literatura: a estrutura do enredo – UMBERTO ECO
    Com o seu costumeiro brilhantismo, Eco compara a forma do romance com a do cinema. Para isso faz uma viagem pelos textos de Robbe-Grillet e filmes como O ano passado em Marienbad, O encouraçado Potemkin e O bandido Giuliano.

    Contra o realismo histórico – HAYDEN WHITE
    O historiador Hayden White faz uma leitura a contrapelo do romance clássico de Tolstói – Guerra e Paz – e encontra ali indícios de toda uma teoria pós-moderna da história. A tradução é assinada por DENISE BOTTMANN.

    Na mira da teoria – BORIS GROYS
    Em ensaio profundo e provocante, o crítico de arte Boris Groys procura os pontos frágeis e problemáticos da relação entre teoria e arte contemporânea. MARCELO MORESCHI escreve uma introdução ao pensamento de Boris Groys, situando o crítico em um panorama mais amplo do pensamento ocidental contemporâneo.

    A poética dos vivos – BEATRIZ RESENDE
    Ao se indagar sobre o que poderia ser uma poética dos vivos, a crítica Beatriz Resende refaz o fascinante trajeto de Paul Valéry como professor no Collège de France.

    No caminho de Gafi – RONALD POLITO
    O poeta e crítico Ronald Polito apresenta em detalhes a obra e a trajetória do jovem artista plástico paulista Guilherme Augusto, o Gafi.

    Itinerários flutuantes – PRISCILLA CAMPOS
    A resenha do livro Memórias de um empregado, de Federigo Tozzi, é assinada pela crítica Priscilla Campos que, ao analisar este relato curto em forma de diário, encontra o sujeito neurótico da modernidade e diversos de seus impasses.

    Traço, humor e fúria – ZUCA SARDAN
    O vate carioca Zuca Sardan criou exclusivamente para a Peixe-elétrico as imagens que ilustram esta edição.

    Os arquivos da ditadura – LUCAS FIGUEIREDO
    Peixe-elétrico entrevistou Lucas Figueiredo, autor de Lugar nenhum – militares e civis na ocultação dos documentos da ditadura.

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    Peixe-elétrico #05 de Ana Paula Pacheco, Bruno Rodrigues, Flávio Ricardo Vassoler, Garnette Cadogan, Sérgio Tavares, Silviano Santiago, Ricardo Lísias, Thiago Blumenthal, R$ 14,90

    Nesta edição:

    Hélio Oiticica em Manhattan – SILVIANO SANTIAGO
    Silviano Santiago dialoga com o artista plástico a partir de suas memórias da década de 1970, quando frequentava o apartamento dele em Nova York. Crítica e memória se misturam num texto intenso e generoso.

    Em um segundo ensaio – “Meditação sobre o ofício de criar” –, relendo seus próprios textos, Silviano Santiago analisa o fenômeno da autoficção na literatura contemporânea.

    Norte magnético – GARNETTE CADOGAN
    Jamaicano radicado nos EUA, Garnette Cadogan traz ao leitor brasileiro um pouco de seu projeto de fenomenologia da caminhada. Ao andar por bairros constrastantes em Nova York, Cardogan discute a dinâmica das mudanças culturais em cenários urbanos, a partir do olhar de quem caminha e observa. Racismo, luta de classes, urbanismo e violência, são lidos de muito perto.

    Iracema – uma transa amazônica – ANA PAULA PACHECO
    Ana Paula Pacheco analisa o filme “Iracema – uma transa amazônica”, observando como a modernidade chega em espaços abandonados, trazendo consequências de toda ordem. A experimentação formal dos diretores cria uma ficção documental até hoje valiosa e significativa para a compreensão do nosso atraso.

    Réquiem e utopia – FLÁVIO RICARDO VASSOLER
    Com estilo forte e bastante erudição (sem falar na experiência de quem conhece o Império russo pessoalmente) Vassoler analisa a obra de Svetlana Alexievich, a mais recente Prêmio Nobel de Literatura, notando tanto a originalidade de sua obra como a força de denúncia que ela traz no bojo de vozes desencontradas e perdidas em meio a um Império em franca decadência.

    O tom de Nuno Ramos – RICARDO LÍSIAS
    Ricardo Lísias resenha o livro “Sermões” de Nuno Ramos e a partir dessa leitura procura elementos que organizem a obra literária e visual do artista paulistano.

    Destroços: um romance – BRUNO RODRIGUES
    Em um texto fragmentário e errante, Bruno Rodrigues retoma as questões que seu primeiro texto publicado na Peixe-elétrico (edição # 2) já apresentava: as exclusões que o cânone literário representa, o elitismo que persiste em muitas questões literárias e a militância urgente que nosso tempo parece recusar.

    O triunfo do leitor – THIAGO BLUMENTHAL
    O ensaio analisa o novo status que a figura do leitor parece estar assumindo em um tempo em que mais do que ler, é preciso mostrar esse ato, declará-lo ao mundo e, ainda mais, ilustrar-se publicamente com os efeitos dessa leitura.

    Operação Tobias – SÉRGIO TAVARES
    Tavares reflete sobre o caso do folhetim eletrônico Delegado Tobias. O texto analisa as novas hipóteses de porosidade no ato da leitura e, consequentemente, os limites da ficção.

    Nova York lado B – RUDDY ROYE
    Esta edição é toda ilustrada por flagrantes de Nova York clicados pelo militante e talentoso fotógrafo Ruddy Roye.