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    50, EU? de Zeca Camargo R$ 14,90

    ZECA CAMARGO realiza em seu primeiro livro biográfico – 50, EU?. Trata-se do relato minucioso de como é a experiência de chegar aos 50 anos. Diferente de suas outras cinco obras – todas com temas relacionados ao trabalho – o livro publicado exclusivamente no formato digital é um retrato, um espelho do homem Zeca Camargo. A inspiração para escrever o que ele chama de reflexão, veio de autores como Nora Ephron e Julian Barnes, entre outros.

    Já na abertura do e-book o autor mostra o bom humor e a honestidade que permeiam todo o livro, inclusive quando trata de temas delicados e íntimos. Usando a auto-crítica na dose certa, convida os leitores a acompanhá-lo em mais uma viagem: “Por isso, quando falo que estava começando a me sentir velho, não coloco nisso nenhum juízo de valor: é mais como se tivesse ganhado um novo carimbo no meu passaporte, depois de ter visitado um novo país. Islândia? Papua-Nova Guiné? Tuvalu? Já conheci todos muito bem. Mas essa “terra distante” chamada Velhice agora se apresenta como um território a ser desbravado. Pegue a enxada, digo, a bengala e siga comigo!”

    Zeca conta sobre as transformações que o tempo impõe. Ele lembra que faz parte de uma geração que acreditou que viveria com 25 anos para sempre. Descreve como está lidando com a falta de fôlego, a alimentação que precisa ser saudável e as mudanças no corpo: pernas mais pesadas, a silhueta mais avantajada e a visão mais “decadente”, como ele descreve o crescente aumento do grau dos óculos. Mesmo com tantas lições de vida, ele avisa que o livro não é autoajuda e nem uma receita para enfrentar a passagem do tempo. “Não quero, nessa viagem, esmiuçar causas nem tampouco soluções para as mazelas que a idade nos traz. Você tem minha palavra que não vai encontrar aqui nem entrevistas com médicos nem sábias palavras de gurus do envelhecimento. Em compensação prometo honestidade – e uma certa graça”, avisa o autor.

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    Cartas aos pósteros: Correspondência de Hilda Hilst e Mora Fuentes de Hilda Hilst, Mora Fuentes, R$ 19,90

    Cartas as pósteros reúne pela primeira vez parte da correspondência entre Hilda Hilst e Mora Fuentes, ou, entre a Lacraia e o Sapo.

    São 45 cartas cobrindo o longo período entre 1970 e 1990 abrindo ao leitor as dores, as alegrias, o processo de escrita e publicação, o amor e também o humor dos dois escritores; intimidade e cumplicidade.

    Um retrato fragmentado de Hilst e Fuentes, extremamente autêntico e contundente.

    Cartas aos pósteros sai pela primeira vez em livro nesta edição exclusivamente digital. Com organização e estabelecimento de texto do poeta e tradutor Ronald Polito.

     

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    Colisões bestiais (particula)res de Kátia Bandeira de Mello Gerlach R$ 14,90

    “Logo na primeira frase, o projecto: “Desde o bosão de Higgs, gente e bestas esbarram-se.” Animais, humanos e acontecimentos: eis o que esbarra, o que colide, o que provoca acidentes.

    Muitos bichos — formigas, papagaios. Bichos grandes e pequenos, bichos que andam na cabeça (por cima e por dentro). A linguagem rápida; as frases descrevem, acertam nos eventos observados com olho clínico. Olho que se mexe.

    Muitos autores convidados (gentileza da hospitaleira Kátia): Cortázar, Borges, Bolaño, David Foster Wallace e etc.

    Mendigos e muchachas subnormais, mulheres que protegem e julgam. Personagens como Juarez, jogador, pornógrafo e muitas coisas — e ainda etc. Humor e sarcasmo, sempre presentes.

    A minha amiga Kátia Bandeira de Mello Gerlach escreveu um belíssimo livro: ritmado com a batida que convém à língua; histórias e frases em jazz corrido; jazz alegre. Deixo um exemplo, de “Cuspe no aquário”: “Se me perco nas ruas numeradas, zombam de mim? Os peixes morrem no aquário. Alimento-os nas manhãs. Correm afoitos para engolirem o pó granulado de odor marinho, e à tardinha eles já, já morrem. Por vezes, nascem filhotes e não sobrevivem, solúveis como os grãos. Difícil distinguir mãe e pai; nadam sem expor o sexo, embora corram uns atrás dos outros com ímpeto em momentos espontâneos e certos. Perecem para a minha redenção: um mecanismo medonho nos liga e transcende. Olham-me pela transparência do vidro e reconhecem-me, a mulher perdida nos números, a mulher ¥p¡@.”

    Este COLISÕES, de Kátia Bandeira de Mello Gerlach, é um livro insolúvel, ele aí está — alegrando o espaço.”

    Gonçalo M. Tavares

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    comum de dois de Noemi Jaffe R$ 11,90

    A fina ironia de Noemi Jaffe escapa às classificações tradicionais de gêneros literários.

    Sessenta textos curtos escritos na forma de diálogos — em seu novo livro a autora mostra toda a sua destreza em manejar as armas do humor. Não qualquer humor, mas aquele fino e agudo, tão raro nos dias de hoje, que, segundo Wittgenstein, é toda uma visão de mundo.

    Diálogos entre casais, que engenhosamente não revelam o gênero dos envolvidos, provocam o riso que leva à reflexão. Misturando a todo tempo questões em registro erudito com preocupações banis do cotidiano, Noemi entra de forma inesperada em alguns debates centrais deste início de século: a rapidez das novas mídias que não permitem o tempo necessário de meditação para a compreensão de questões abstratas profundas; o valor do conhecimento em tempos de self made man e autoajuda; o valor da comunicação como geradora de consenso para resolver problemas.

    A autora consegue levar o leitor a locais inesperados, por meio de pinceladas rápidas e ágeis. Uma leitura deliciosa e divertida, mas, acima de tudo, extremamente pertinente para aqueles que querem pensar o destino da herança moderna em tempos de comunicação total.

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    Crônica de segunda de Victor da Rosa R$ 11,90

    Crítico e cronista, Victor da Rosa vem despontando como uma das presenças mais animadoras das novas gerações. Bastante desenvolto para sugerir diálogos entre fragmentos da cultura erudita ou não e registros de toda ordem da experiência social e pessoal, conhecendo a tradição do gênero crônica no Brasil, Victor da Rosa assina há tempos uma coluna no Diário Catarinense em que mistura crônica, crítica, diário e ensaio, cobrindo um arco que vai desde os acontecimentos mais comezinhos aos grandes temas que mobilizam a sociedade. E isto tudo com singular humor.

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    Crônica por quilo de R$ 19,90

    Carlos Castelo começou a produzir crônicas profissionalmente no jornal O Estado de São Paulo, no final dos anos 1980. Escrevia às sextas, na coluna Antena, ao lado de Carlos Drummond de Andrade, Caio Fernando Abreu e Fernando Sabino. “Eu era o café com leite do time”, costuma dizer.

    No dia 23 de junho de 2014, agora mais experimentado, reestreou com a coluna Crônica por Quilo mandando logo para o gol um provocativo texto: “12 coisas para se fazer caso o Brasil saia da Copa”. Seria uma quase profecia do aviltante 7 x 1 contra a Alemanha. De lá para cá, saíram do forno 270 crônicas, divididas nos temas mais diversos. Sátira política, crítica aos costumes, paródias, microrrelatos, poesia engraçada, aforismos, contos surreais, ficção científica de humor, personagens improváveis. Tudo a serviço da avacalhação ampla, geral e irrestrita; já que, “quando não se pode construir nada de bom, o que nos resta é esculhambar”, defende o cronista.

    Sobre Carlos Castelo, que também foi fundador do grupo musical Língua de Trapo, pouco se sabe. E, dizem, ele aprecia isso. Luis Fernando Verissimo assevera que trata-se de uma raridade no panorama da crônica brasileira. Ruy Castro costuma dizer que, quando quer rir e se irritar, lê uma máxima de Castelo. E o crítico literário Manuel da Costa Pinto o coloca no mesmo rol de Millôr Fernandes e Verissimo, pelo “faro para o cômico e para as contradições do presente – satirizados na linguagem do presente”.

    Confira nessa insólita reunião de 88 crônicas se o que atestam sobre Castelo é verdade. Nos tempos de hoje, mesmo com tantas louvações, nunca se sabe o que é real e o que é Fake News. 

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    Delegado Tobias 1 – O assassinato do autor de Ricardo Lísias R$ 1,99

    Primeira de cinco partes do e-folhetim Delegado Tobias. Entenda como tudo começou.

    Ricardo Lísias morreu. Ricardo Lísias é acusado de assassinato. Quem é Ricardo Lísias? Escritores, críticos e jornalista aparecem como personagens nessa narrativa cheia de humor e mistério, que coloca em questão o próprio entendimento da criação literária neste início de século XXI.

    Durante toda a semana de lançamento de Delegado Tobias 1, o e-book se manteve entre os mais vendidos na categoria ficção das lojas apple, amazon e livraria cultura, e causou grande repercussão nas redes sociais. Para muito além da divulgação, a própria trama passou a ser construída no Facebook com ativa participação dos leitores. A ficção ultrapassa os limites do suporte livro para em seguida tragar de volta para dentro do livro a realidade que dela se aproxima.

    Tudo se embaralha nesse vibrante folhetim pós-moderno. Verdadeiro, falso e fictício a todo momento se chocam para causar curtos circuitos na recepção da informação. Literatura de qualidade questionando questões centrais da vida em rede.

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    Delegado Tobias 2 – Delegado Tobias & Delegado Jeremias de Ricardo Lísias R$ 1,99

    Segunda parte do folhetim online Delegado Tobias.

    O mistério sobre a morte do autor Ricardo Lísias continua.

    O chamado “Caso Lísias” vai parar nas redes sociais e a privacidade das personagens é invadida.

    A Justiça é acionada e a trama vai se tornando mais densa. Entra em cena o pragmático Delegado Jeremias.

    No centro do mistério permanece a polêmica sobre autoficção.

    Escritores, críticos literários e jornalistas aparecem como personagens nessa narrativa cheia de humor e mistério, que coloca em questão o próprio entendimento da criação literária neste início de século XXI.

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    Delegado Tobias 3 – O começo da fama de Ricardo Lísias R$ 1,99

    Terceira parte do folhetim online Delegado Tobias.
    Surge um terceiro Ricardo Lísias!

    O Delegado Jeremias fecha o cerco sobre os suspeitos.

    O Delegado Paulo Tobias, afastado do caso, entra para a carreira literária.

    Falso, fictício ou verdadeiro? Afinal, o chamado “caso Lísias” é ou não é ficção?

    Escritores, críticos literários e jornalistas aparecem como personagens nessa narrativa cheia de humor e mistério, que coloca em questão o próprio entendimento da criação literária neste início de século XXI.

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    Delegado Tobias 4 – Caso Lísias é realidade de Ricardo Lísias Grátis!

    Quarta parte do folhetim online Delegado Tobias.

    Justiça coloca um ponto final no mistério e decide: “Caso Lísias é realidade”.

    Delegado Tobias comemora: “autoficção!”. Ricardo Lísias é considerado foragido.

    Escritores, críticos literários e jornalistas aparecem como personagens nessa narrativa cheia de humor e mistério, que coloca em questão o próprio entendimento da criação literária neste início de século XXI.

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    Delegado Tobias 5 – Os documentos do inquérito de Ricardo Lísias Grátis!

    Quinta e última parte do folhetim online Delegado Tobias reúne a maior parte do material que circulou no Facebook como forma de extensão da criação literária da trama.

    O fato de essa documentação se tornar um arquivo não quer dizer evidentemente que não possa, em outra hora, virar outra vez uma obra viva.

    Escritores, críticos literários e jornalistas aparecem como personagens nessa narrativa cheia de humor e mistério, que coloca em questão o próprio entendimento da criação literária neste início de século XXI.

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    Mil tons – O meu Millôr de Alberto Villas R$ 16,00

    Mil tons – O meu Millôr é uma biografia singular. Já no título podemos notar a marca da subjetividade. O jornalista Alberto Villas acompanha a trajetória de Millôr desde O Cruzeiro, quando Villas ainda era uma criança vivendo em Minas Gerais.

    Nunca deixou de seguir os passo de Millôr: de Paris ou de São Paulo, recortando as páginas do humorista nas revistas Veja, IstoÉ, O Pasquim e em diversos jornais.

    Nesta biografia afetiva encontramos o gênio de Millôr Fernandes por inteiro: desenhista, tradutor, frasista, dramaturgo, poeta, fabulista e, principalmente, um grande humorista. Também conhecemos uma geração fortemente influenciada por sua pena. Nos momentos mais duros da história recente brasileira, lá estava o humorista carioca aliviando a barra de uma geração que sofria com as privações impostas pela ditadura militar. Acompanhamos também a redemocratização do Brasil, os anos FHC e a chegada do PT ao governo.

    Nesse movimento de se colocar como interlocutor do biografado, sem com isso abrir mão do rigor bibliográfico, Alberto Villas toca em um dos pontos mais sensíveis da crítica cultural atual: a recepção das obras.

    Este é também um livro de história do Brasil. Incomum. Os fatos do país e do mundo estão filtrados pela forma que toda uma geração leu, riu e consegui tocar em frente, graças às tiradas semanais de Millôr Fernandes.

    Como diz o autor do livro: “O meu Millôr que apresento neste livro é uma figura única. Se surgir algum parecido, recuso imitações.”

    Com prefácio de Paulo Werneck, curador da FLIP na ocasião em que Millôr Fernandes foi o homenageado principal do evento.