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    O homem da casa verde de Mayara Lima R$ 14,90

    Quem é o homem da casa verde? O que ele faz? De onde veio e para onde vai? Seria ele o último sectário do movimentohippie? Talvez seja um serial Killerinspirado pelos filmes hollywoodianos. Talvez seja um headbangerapreciador de black metal. Pode ser que seja um gótico, um vampiro, um lobisomem ou até mesmo, como é chamado no folclore brasileiro, um papa figo.

    O homem da casa verde também pode ser um cientista maluco, um filósofo em profunda crise existencial ou um poeta moribundo descrente com a vida. Pode ser um monge solitário que criou sua própria religião ou pode ser um soldado desertor que fugiu da guerra para escapar da morte. Também pode ser uma antiga figura pública que, cansado de ter sua vida exposta, decidiu se enclausurar naquela pacata Vila.

    A verdade é que ninguém sabe nada sobre o homem da casa verde. Sabemos apenas que ele anda “vestido de preto, em plena luz do dia”. Sabemos também que ele usa “Calça, camisa e sapatos pretos, com uma capa também preta nas costas”. Sua barba é branca. Seus cabelos também são “brancos e grandes até a cintura, amarrados feito um rabo-de-cavalo, com medalhões no pescoço e anéis em todos os dedos, aparentando ter entre 50 e 60 anos”.

    Mas afinal de contas, quem é este ser tão misterioso que tanto apavora os moradores daquela Vila? “A terapeuta holística o definia apenas como um místico que tinha estátuas egípcias e de extraterrestres em sua casa. A bióloga o definia como um homem ecologicamente correto, um ativista ambiental, admirador da natureza, possuidor de uma vasta diversidade de plantas em seu quintal. O músico o definia como um talentoso harpista e um artista plástico amador. A religiosa o definia como um seguidor de Satã, senão o próprio. Flor o definia como um ser bizarro, já Péricles lhe via apenas como alguém misterioso”. São várias as explicações!

    Márcio J. S. Lima
    Professor e escritor

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    O legado de Capitu de Flávio Aguiar R$ 19,90

    Um boêmio professor universitário já aposentado vive uma pacata rotina em Berlim, às voltas com suas pesquisas em literatura brasileira. Numa madrugada qualquer, porém, um telefonema misterioso irá virar sua vida de pernas para o ar: do outro lado da linha (e do oceano), um agente da Agência Brasileira de Inteligência, a ABIN, precisa desvendar um rocambolesco mistério, envolvendo um senador da República brasileira e seu arqui-inimigo político, um deputado federal, com um crime não desvendado do passado, maçonaria e um jornalista sequestrado. E só um especialista em Machado de Assis pode ajudá-lo.

    Em seu primeiro romance policial, o poeta e crítico literário Flávio Aguiar nos oferece uma trama complexa, ambientada entre Berlim, São Paulo e Porto Alegre e apimentada por escândalos políticos, suspense, digressões sobre alta literatura e uma inesperada grande paixão. Com personagens cativantes – ora cômicos, ora desprezíveis, ora adoráveis –, o mistério vai aos poucos se revelando ao leitor, quase como num convite para revisitarmos o pensamento dessa mulher em milhares que sempre será Capitu.

    O livro é uma coedição Boitempo e e-galáxia.

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    Peixe-elétrico #03 de Beatriz Sarlo, Javier Cercas, Terry Eagleton, Tales Ab’Sáber, Selva Almada, Michael Löwy, Pedro Meira Monteiro, Victor Heringer, Felipe Charbel, Denilson Cordeiro, R$ 14,90

    Nesta edição de Peixe-elétrico:

    O romance de Barthes – BEATRIZ SARLO
    Barthes, leitor de Loyola – BEATRIZ SARLO
    Dois textos da ensaísta Beatriz Sarlo abrem a terceira edição da Peixe-elétrico. Duas formas inéditas e surpreendentes de enfrentar a obra daquele que foi sua principal referência intelectual: Roland Barthes.

    A pele da cebola – JAVIER CERCAS
    Como contar a verdade a respeito de uma mentira? Quanto há de verdade em um falso relato? Tentar entender é o primeiro passo para perdoar? Essas são algumas das questões colocadas pelo premiado autor espanhol Javier Cercas para enfrentar os dilemas de narrar a vida de um dos maiores impostores da história.

    Jameson e a forma – TERRY EAGLETON
    Alguns autores podem e devem ser reinterpretados continuamente. Fredric Jameson, capa da edição anterior da Peixe-elétrico, certamente é um deles. Nosso segundo texto originalmente publicado pela prestigiosa New Left Review é do britânico Terry Eagleton e trata da importância da forma na escrita de Jameson.

    Da experiência ao melhor entretenimento do mercado – TALES AB’SÁBER
    Ab’Sáber escreve sobre o fim da ideia de contracultura, ou melhor, de sua absorção total pelo mercado. Um tema central para se enfrentar os desafios culturais da contemporaneidade. Originalmente encomendado por um grande veículo de imprensa, mas nunca publicado. Segundo o autor, o texto havia atravessado “certos limites”.

    Meninas mortas – SELVA ALMADA
    Autora do consagrado romance “O vento que arrasa”, Selva Almada publica um conjunto de crônicas sobre feminicídio na Argentina. Com a mesma sofisticação estilística de sua ficção, Almada traz à tona essa trágica dimensão da vida contemporânea.

    Remanentes – NINO CAIS
    As imagens que ilustram esta edição são do artista plástico Nino Cais. Apresentadas pela primeira vez em Buenos Aires, o flerte com o pornô nas colagens de Cais vêm confrontar a onda conservadora que avança pelo Brasil.

    Laudato Si – MICHAEL LÖWY
    O marxista Michael Löwy aponta a radicalidade e os limites da ação do Papa Bergoglio ao analisar a encíclica sobre meio ambiente, Laudato Si.

    Atenção e indiferença: o sentido em Machado de Assis – PEDRO MEIRA MONTEIRO
    O crítico literário Pedro Meira Monteiro parte do romance derradeiro de Machado de Assis – “Memorial de Aires” – para resgatar os principais pontos da crítica machadiana e colocá-los diante de novas questões.

    O Bispo é o rei do Brasil – VICTOR HERINGER
    O carioca radicado em São Paulo Victor Heringer publica um ensaio nada convencional sobre Arthur Bispo do Rosário, e tenta compreender um dos aspectos da contemporaneidade: a distração.

    Diário de uma releitura – FELIPE CHARBEL
    Em um texto que corre no limite entre o ensaio e a ficção, Charbel cria um ambiente rothiano ao apresentar um diário pessoal que tem como fio condutor o livro “O Teatro de Sabbath”, de Philip Roth.

    A túnica inconsútil do romantismo – DENILSON CORDEIRO
    Cordeiro resenha “As raízes do romantismo”, de Isaiah Berlin e, em um duplo movimento, demonstra a centralidade do autor e do período histórico em questão.