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    Buracos de Ana Estaregui R$ 11,90

    Um buraco negro. Um buraco na rua, na memória, no corpo.

    Escrever sobre buracos. Esse foi o tema do desafio proposto para Ana Estaregui por Noemi Jaffe, curadora do Selo JOTA.

    Em 41 diferentes versões, Estaregui leva ao limite da forma um tema aparentemente simples, mas que percorre diferentes temporalidades e culturas. Do registro epistolar ao filosófico, passando pela banalidade da publicidade e das listas, os textos aqui reunidos ganham força surpreendente através da prosa livre e fragmentária da autora.

    A ideia original do Selo JOTA partiu do pioneiro e consagrado Oulipo, grupo de escritores entre os quais se incluíam Italo Calvino, Raymond Queneau e Georges Perec. Todos os livros do JOTA partem de um desafio, de restrições narrativas que, por paradoxal que pareça, atuam de maneira a incrementar o texto ficcional.

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    Ver lista de desejos
    comum de dois de Noemi Jaffe R$ 11,90

    A fina ironia de Noemi Jaffe escapa às classificações tradicionais de gêneros literários.

    Sessenta textos curtos escritos na forma de diálogos — em seu novo livro a autora mostra toda a sua destreza em manejar as armas do humor. Não qualquer humor, mas aquele fino e agudo, tão raro nos dias de hoje, que, segundo Wittgenstein, é toda uma visão de mundo.

    Diálogos entre casais, que engenhosamente não revelam o gênero dos envolvidos, provocam o riso que leva à reflexão. Misturando a todo tempo questões em registro erudito com preocupações banis do cotidiano, Noemi entra de forma inesperada em alguns debates centrais deste início de século: a rapidez das novas mídias que não permitem o tempo necessário de meditação para a compreensão de questões abstratas profundas; o valor do conhecimento em tempos de self made man e autoajuda; o valor da comunicação como geradora de consenso para resolver problemas.

    A autora consegue levar o leitor a locais inesperados, por meio de pinceladas rápidas e ágeis. Uma leitura deliciosa e divertida, mas, acima de tudo, extremamente pertinente para aqueles que querem pensar o destino da herança moderna em tempos de comunicação total.

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    ilhós de Carol Rodrigues R$ 11,90

    Numa mistura um pouco estonteante de delicadeza e crueldade, entre um fundo lírico e uma prosa seca, os contos de ilhós exploram o desafio proposto para a autora: um texto dividido em duas partes, com dois personagens, cada um em uma parte. Em uma delas o personagem só vive no tempo e, na outra, o personagem só vive no espaço. É partindo dessa aparente limitação formal que a autora explora questões já presentes em seu premiado livro Sem vista para o mar (contos de fuga).

     Este livro faz parte do Selo JOTA, que tem coordenação e curadoria de Noemi Jaffe. A ideia original desta coleção partiu do pioneiro e consagrado Oulipo, grupo de escritores entre os quais se incluíam Italo Calvino, Raymond Queneau e Georges Perec. Todos os livros do JOTA partem de um desafio, de restrições narrativas que, por paradoxal que pareça, atuam de maneira a incrementar o texto ficcional.

     

     

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    Nenhum olho me verá de Estevão Azevedo R$ 11,90

    Com a mesma tensão formal de seu romance Tempo de espalhar pedras, nesta novela Estevão Azevedo explora certa dialética da visão. A história narra os dilemas da escolha de um caminho científico pela filha de um pastor evangélico.

    Afinal, o que é a visão? É produto objetivo da capacidade mecânica do olho, ou é fruto da revelação divina?

    Estevão investiga o sentido mais valorizado da experiência humana – a visão – em uma novela que toca em um tema sobre o qual a literatura brasileira contemporânea ainda mantém silêncio: as profissões de fé evangélicas.

    Este livro integra o Selo JOTA, que teve sua ideia original inspirada no pioneiro e consagrado Oulipo, grupo de escritores entre os quais se incluíam Italo Calvino, Raymond Queneau e Georges Perec. Todos os livros do JOTA partem de um desafio, de restrições narrativas que, por paradoxal que pareça, atuam de maneira a incrementar o texto ficcional. Curadoria de Noemi Jaffe.

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    O capricórnio se aproxima de Flavio Cafiero R$ 11,90

    “Vender enciclopédias”, “trabalhar em banco”, “comer pudim de pão”, “fazer aula de violão” e, finalmente, “ser de capricórnio”. Códigos familiares para assuntos proibidos para as crianças. É percorrendo esse mapa congestionado da linguagem que o leitor vai compreendendo lentamente o enredo cheio de humor e melancolia de O capricórnio se aproxima, do carioca Flavio Cafiero.

    A personagem principal é João, um taxista que tenta se entender com as novas tecnologias exigidas pela profissão e com a necessidade de aprender inglês por conta da Copa do Mundo no Brasil. Porém, mais difícil do que operar um sistema de GPS ou arriscar um Go on, são as relações familiares, que podem parecer banais apenas para quem as vê de fora. Mas aos poucos vamos nos reconhecendo no cotidiano da família de João através de referências escolhidas com muita agudeza por Cafiero: programas de televisão, jogos de futebol, xingamentos, nomes próprios e comidas típicas. Algum detalhe fisga o leitor.

    Surge então um outro mapa: o da cidade do Rio de Janeiro. E assim como o da linguagem, aqui há regras, sentidos obrigatórios, congestionamentos e riscos de acidentes. Os mapas – da linguagem e da metrópole – se sobrepõem criando camadas de significado.

    Quando criança, João aprendeu que há palavras que não se pronunciam. Assim como há caminhos que se deve evitar. Mas sonhos, desconfianças, boatos e toda a confusão gerada pela trama densa da linguagem, levam o protagonista a um desfecho dramático. E em alguma medida, patético.

    O capricórnio se aproxima é o primeiro livro do Selo JOTA, que tem coordenação e curadoria de Noemi Jaffe. A ideia original desta coleção partiu do pioneiro e consagrado Oulipo, grupo de escritores entre os quais se incluíam Italo Calvino, Raymond Queneau e Georges Perec. Todos os livros do JOTA partem de um desafio, de restrições narrativas que, por paradoxal que pareça, atuam de maneira a incrementar o texto ficcional.

    A linguagem como jogo e a arte como forma. Dois pressupostos que orientam este primeiro livro do JOTA e orientarão os próximos.

    Libertar a narrativa do lugar confortável da verossimilhança. Provocar no leitor certa desconfiança em relação aos caminhos prontos da linguagem que orientam suas vidas.

    Percorrer a cidade do Rio de Janeiro e os códigos da linguagem com o João taxista de Cafiero, deve nos lembrar que não há rota segura nesta vida (mesmo com GPS), seja trilhando os caminhos das cidades, das relações pessoais ou da linguagem.