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ISBN: 9788584741687

Crônicas da Bruzundanga

de Lima Barreto

Os textos selecionados para esta edição tratam, por um lado, daquilo que Lima Barreto chamava de literatura militante, e, por outro, como essa atuação acontecia nos periódicos. Nesse sentido, o leitor tem aqui uma mistura de ensaios, crônicas, contos e cartas que discutem a inserção do escritor naquele princípio de sociedade de massa no Brasil. Junto com a caricatura, a fotografia e o cinema, a literatura breve era, naquele momento, um dos meios mais eficazes nos esforços de comunicação de massa. Lima Barreto vê nesse novo contexto uma possibilidade de utilizar a arte literária como motor de mudança de mentalidades, focando principalmente o público de trabalhadores de colarinho branco que surgiam naquele momento, muitos deles recém-alfabetizados, e que se espalhavam pelos subúrbios das grandes cidades ou viviam em outras regiões do país.

O conto “A nova Califórnia” inicia a seleção que aqui apresentamos. A versão que trazemos a público pela primeira vez foi publicada originalmente na Revista Americana em março de 1911, e é não só um exemplo da intensa relação que o autor manteve com a imprensa e de sua perspectiva sobre o que significava fazer literatura na emergente sociedade de massas, mas também de sua crescente reputação no meio literário da época.

O ensaio “A literatura militante de Lima Barreto”, de autoria do pesquisador e organizador desta obra, Felipe Botelho Corrêa, abre o livro.

R$ 20,90

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Os textos selecionados para esta edição tratam, por um lado, daquilo que Lima Barreto chamava de literatura militante, e, por outro, como essa atuação acontecia nos periódicos. Nesse sentido, o leitor tem aqui uma mistura de ensaios, crônicas, contos e cartas que discutem a inserção do escritor naquele princípio de sociedade de massa no Brasil. Junto com a caricatura, a fotografia e o cinema, a literatura breve era, naquele momento, um dos meios mais eficazes nos esforços de comunicação de massa. Lima Barreto vê nesse novo contexto uma possibilidade de utilizar a arte literária como motor de mudança de mentalidades, focando principalmente o público de trabalhadores de colarinho branco que surgiam naquele momento, muitos deles recém-alfabetizados, e que se espalhavam pelos subúrbios das grandes cidades ou viviam em outras regiões do país. O conto “A nova Califórnia” inicia a seleção que aqui apresentamos. A versão que trazemos a público pela primeira vez foi publicada originalmente na Revista Americana em março de 1911, e é não só um exemplo da intensa relação que o autor manteve com a imprensa e de sua perspectiva sobre o que significava fazer literatura na emergente sociedade de massas, mas também de sua crescente reputação no meio literário da época. O ensaio “A literatura militante de Lima Barreto”, de autoria do pesquisador e organizador desta obra, Felipe Botelho Corrêa, abre o livro.

ISBN: 9788584741687
Data de publicação: 2017
Páginas: 224
Organizador: Felipe Botelho Corrêa

Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922) nasceu no Rio de Janeiro. Era mestiço, filho de escrava liberta e de um tipógrafo. A morte precoce da mãe e a neurastenia do pai o obriga a deixar a Politécnica para sustentar a família ocupando um cargo burocrático no Ministério da Guerra. Grande cronista de costumes do Rio de Janeiro, Lima Barreto passou a colaborar para diversas revistas literárias, como "Careta", "Fon-Fon" e "O Malho". Crônicas de Bruzundanga (e-galáxia) reúne alguns desses ensaios, crônicas, contos e cartas que discutem a inserção do escritor no princípio de sociedade de massa no Brasil. Em 1911, escreve e publica Triste fim de Policarpo Quaresma em folhetim do Jornal do Comércio. O livro seria editado em livro quatro anos depois.

“Crônicas da Bruzundanga”

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