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ISBN: 9788584742660

O homem da casa verde

de Mayara Lima
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Quem é este ser tão misterioso que tanto apavora os moradores daquela Vila? “A terapeuta holística o definia apenas como um místico que tinha estátuas egípcias e de extraterrestres em sua casa. A bióloga o definia como um homem ecologicamente correto, um ativista ambiental, admirador da natureza, possuidor de uma vasta diversidade de plantas em seu quintal. O músico o definia como um talentoso harpista e um artista plástico amador. A religiosa o definia como um seguidor de Satã, senão o próprio. Flor o definia como um ser bizarro, já Péricles lhe via apenas como alguém misterioso”.

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Quem é o homem da casa verde? O que ele faz? De onde veio e para onde vai? Seria ele o último sectário do movimentohippie? Talvez seja um serial Killerinspirado pelos filmes hollywoodianos. Talvez seja um headbangerapreciador de black metal. Pode ser que seja um gótico, um vampiro, um lobisomem ou até mesmo, como é chamado no folclore brasileiro, um papa figo. O homem da casa verde também pode ser um cientista maluco, um filósofo em profunda crise existencial ou um poeta moribundo descrente com a vida. Pode ser um monge solitário que criou sua própria religião ou pode ser um soldado desertor que fugiu da guerra para escapar da morte. Também pode ser uma antiga figura pública que, cansado de ter sua vida exposta, decidiu se enclausurar naquela pacata Vila. A verdade é que ninguém sabe nada sobre o homem da casa verde. Sabemos apenas que ele anda “vestido de preto, em plena luz do dia”. Sabemos também que ele usa “Calça, camisa e sapatos pretos, com uma capa também preta nas costas”. Sua barba é branca. Seus cabelos também são “brancos e grandes até a cintura, amarrados feito um rabo-de-cavalo, com medalhões no pescoço e anéis em todos os dedos, aparentando ter entre 50 e 60 anos”. Mas afinal de contas, quem é este ser tão misterioso que tanto apavora os moradores daquela Vila? “A terapeuta holística o definia apenas como um místico que tinha estátuas egípcias e de extraterrestres em sua casa. A bióloga o definia como um homem ecologicamente correto, um ativista ambiental, admirador da natureza, possuidor de uma vasta diversidade de plantas em seu quintal. O músico o definia como um talentoso harpista e um artista plástico amador. A religiosa o definia como um seguidor de Satã, senão o próprio. Flor o definia como um ser bizarro, já Péricles lhe via apenas como alguém misterioso”. São várias as explicações! Márcio J. S. Lima Professor e escritor

ISBN: 9788584742660
Data de publicação: 2019
Páginas: 100

Mayara Lima, interessou-se pelas artes e pela escrita, ainda na infância. Escrevia contos infantis e reescrevia as estorinhas dos desenhos animados que acompanhava na TV; também fazia livrinhos artesanais para si mesma. É graduada em Psicologia pela UNIPÊ. Atualmente é artista visual, atriz e escreve romances, contos, poesias e crônica, tendo integrado o coletivo “Transpiração Literária” entre 2015 e 2016. Em 2016, publicou seus minilivros Poemas, contos e reflexões e Quem sou eu: Meu epitáfio e em 2017, publicou também em formato de minilivro o romance O homem da casa verde, que virou um filme de curta-metragem em 2018.

  1. :

    5 de 5

    Gostei muito, recomendo aos leitores

  2. :

    5 de 5

    Gostei muito de como a autora abordou as pessoas consideradas diferentes perante a sociedade, mostrando que elas nada mais são que pessoas como quaisquer outras — afinal, todos somos diferentes uns dos outros. Achei interessante também os possíveis “finais” do homem da casa verde que, no fim das contas, era uma pessoa extremamente inteligente, mas incompreendida pela sociedade. Sempre achei que a frase “ser diferente é normal” fazia muito sentido e percebi isso no livro. Além disso, a autora destacou como, entre todas as pessoas, as crianças são as que menos julgam os outros ao seu redor. Parabéns pelo trabalho, Mayara Lima!