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ISBN: 9788584740666

Peixe-elétrico #01

de Alcir Pécora, Juan Villoro, Leonardo Martinelli, Ricardo Piglia, Marcelo Moreschi, Matilde Campilho,

Nesta edição: Os livros da minha vida – RICARDO PIGLIA Ricardo Piglia organiza neste ensaio alguns aspectos de suas memórias a partir dos livros que teriam lhe marcado de forma bastante particular, sobretudo até a sua juventude. Lançando mão do sempre presente Emilio Renzi, o autor de Respiração artificial engenhosamente mostra que se há algo […]

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Nesta edição: Os livros da minha vida – RICARDO PIGLIA Ricardo Piglia organiza neste ensaio alguns aspectos de suas memórias a partir dos livros que teriam lhe marcado de forma bastante particular, sobretudo até a sua juventude. Lançando mão do sempre presente Emilio Renzi, o autor de Respiração artificial engenhosamente mostra que se há algo de sua vida que pode ser retomado, é a literatura. O texto de Piglia circulou durante a Feira do Livro de Guadalajara de 2014 e é uma amostra das publicações que ele está programando lançar. São textos memorialísticos, fragmentos de resenha, entradas de diários etc. Peixe-elétrico publica em primeira mão essa nova fase da obra de um dos principais escritores latino-americanos. A arte de ler – JUAN VILLORO O texto de Juan Villoro comenta justamente a nova produção de Ricardo Piglia, observando como há ali uma espécie de ética de leitura. Para Villoro, Piglia está sintonizado com a ideia de Borges de que um livro tem a vida decidida por seus leitores e por isso seleciona momentos bastante delicados e radicais da arte de ler: homens encarcerados ou à beira da morte são alguns dos leitores que mais interessam a Ricardo Piglia. Haveria ainda na operação contemporânea do escritor argentino uma espécie de balanço de sua trajetória literária. Ler Piglia apresentado por Villoro nos parece um privilégio: são dois dos escritores mais livremente criativos da América Latina contemporânea. A musa falida – ALCIR PÉCORA A famosa crise nos estudos de humanidades é discutida por Alcir Pécora na palestra que ele ofereceu aos alunos ingressantes na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra no início do ano letivo 2014-15. Mais do que apenas identificar fraturas ou apontar problemas, Pécora lança mão de um grupo de teóricos contemporâneos para fazer uma espécie de proposta de sobrevivência diante dos impasses que as humanidades no geral, e mais especificamente os estudos literários, enfrentam há alguns anos. O ensaio do professor da Unicamp ainda ilumina a proposta de rede que a Peixe-elétrico pretende estabelecer, ao mencionar um ensaio de Boris Groys, que iremos publicar em um dos nossos próximos números. Repare nos peixes: se debatendo, se debatendo sobre a pedra fria – MATILDE CAMPILHO Matilde Campilho, um dos nomes mais interessantes da nova poesia portuguesa, publica a primeira resenha da série que Peixe-elétrico pretende lançar em suas edições. Com a mesma sensibilidade de seus poemas, Campilho analisa Desalinho de Laura Liuzzi, associando-o a outras manifestações culturais e identificando as tendências de outra jovem artista. Sem nenhum tipo de direcionamento, pretendemos publicar uma resenha por edição de Peixe-elétrico. O som ao redor (e a música que nos representa) – LEONARDO MARTINELLI O texto de Leonardo Martinelli discute como as políticas públicas de divulgação internacional de nossa música erudita obedecem a uma visão de nação muito específica e que acaba deixando de lado diversas manifestações interessantes e representativas. É uma forma excludente e às vezes clichê de pensar o Brasil, muitas vezes para satisfazer a uma certa visão estrangeira já pré-concebida sobre nós. Junto com o texto de Alcir Pécora, Martinelli demonstra a disposição de Peixe-elétrico para o debate franco, crítico e livre, além de deixar claro nosso interesse por todas as artes. Mário de Andrade como ruína psicoetnográfica: o retrato de Flávio de Carvalho – MARCELO MORESCHI Marcelo Moreschi, professor da Unifesp, assina um longo ensaio sobre o retrato que Flávio de Carvalho pintou de Mário de Andrade, as leituras e repercussões da obra e, sobretudo, a maneira como um dos nossos líderes modernistas construiu aos poucos a própria imagem e tentou controlar a recepção de seu trabalho. É um texto que demonstra por fim a intenção de Peixe-elétrico de intervir no debate sobre a tradição artística brasileira. Pretendemos discutir ainda a obra de muitos artistas canônicos, sempre em textos fundamentados e que possam gerar outras reflexões. O globo da morte de tudo – NUNO RAMOS e EDUARDO CLIMACHAUSKA O ensaio visual que ilustra esta edição de Peixe-elétrico é parte do registro da exposição O globo da morte de tudo, de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska. No caso desses dois artistas emblemáticos, a atitude de colocar tudo abaixo, serviu como motor para a produção de uma performance singular e perturbadora. Peixe-elétrico não podia estrear com imagens mais adequadas.

ISBN: 9788584740666
Selo: Peixe-elétrico
Data de publicação: 2015
Páginas: 120
Tradutor: Ricardo Lísias
Ilustrador: Eduardo Climachauska, Nuno Ramos

Alcir Pécora é professor de literatura na Universidade Estadual de Campinas desde 1977. É autor, entre outros títulos, de Teatro do sacramento: a unidade teológico-retórico-política nos sermões de Vieira. Pela e-galáxia em parceria com a Revista CULT lançou o livro de ensaios Medida por Medida.
1956
Juan Villoro nasceu na Cidade do México e estudou sociologia na Universidad Autónoma Metropolitana. Foi professor de literatura na Universidad Nacional Autónoma de México e professor convidado em Yale, Princeton, Boston e na Universitat Pompeu Fabra, em Barcelona, onde mora. Publicou o ensaio A arte de ler na revista da e-galáxia Peixe-elétrico #01.
Leonardo Martinelli é compositor, diretor de formação da Fundação Theatro Municipal de São Paulo e professor da Faculdade Santa Marcelina (estética musical, composição e organologia), tendo atuado nos últimos anos como crítico e jornalista da Revista Concerto. Atualmente realiza seu doutorado em composição no Instituto de Artes da Unesp. Publicou o ensaio O som ao redor (e a música que nos representa) na revista da e-galáxia Peixe-elétrico #01.
1940
Ricardo Piglia nasceu na Argentina. É professor emérito da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Crítico literário e ficcionista, é reconhecido universalmente como um dos maiores nomes da literatura contemporânea. Publicou o ensaio Os livros da minha vida – Páginas de uma autobiografia futura na revista da e-galáxia Peixe-elétrico #01.
Marcelo Moreschi é professor do departamento de Letras da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Publicou o ensaio Mário de Andrade como ruína psicoetnográfica: o retrato de Flávio de Carvalho na revista da e-galáxia Peixe-elétrico #01.
1982
Matilde Campilho nasceu em Lisboa. Entre 2010 e 2013 viveu no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. Publicou poemas e crônicas em revistas e jornais portugueses, brasileiros e norte-americanos. Jóquei é seu primeiro livro. Publicou o ensaio Repare nos peixes: se debatendo, se debatendo sobre a pedra fria na revista da e-galáxia Peixe-elétrico #01.

“Peixe-elétrico #01”

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