Ficção (3)

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    Pequenos monólogos para mulheres de Afonso Nilson R$ 9,90

    “Passando por temas que vão do ciúme ao desejo pela maternidade, do desprezo à paixão avassaladora, mas sempre imerso no poço profundo e incompreensível que é o amor, com suas contradições, ressentimentos, angústias e deslumbramentos, o dramaturgo Afonso Nilson propõe com Pequenos Monólogos para Mulheres um olhar para alguns aspectos do universo feminino que vai muito além das obviedades que compõem o terreno das relações amorosas.

    “Além de ótima dramaturgia, os textos são um belo exercício para atrizes, iniciantes ou veteranas, que apostam na força da palavra bem escrita. Com poucas rubricas, os monólogos colocam o foco no ator – é ele, ou melhor, ela quem está no centro da ação. O tom eventualmente sórdido e transgressor com que as palavras de Afonso ganham vida delicia o leitor e propicia uma viagem imaginária pela cena onde o humor atua como revelador de possíveis, e improváveis, humanidades.”

    Marisa Naspolini, atriz e pesquisadora teatral

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    Pequenos segredos de Paulo Santoro R$ 3,90

    “Todos temos algumas coisas guardadas… Pequenos segredos… coisas nossas … Mas… algumas dessas coisas respondem à pergunta… como ser feliz? Será ter muitas posses? Ser reconhecido nas ruas como uma celebridade? Talvez ser um líder reverenciado… ou temido? Ter poder? Será que não há algo mais simples? O que pesa mais? “Pequenos segredos”, de Paulo Santoro, conto multimídia em formato inovador com ilustrações, música e vídeo integrados ao texto da história, toca nesse assunto, observando a relação entre o pai bem sucedido e poderoso e o filho entretido com seus brinquedos. São felizes? Você é feliz?”

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    Petaluma de Tiago Velasco R$ 14,90

    Dentre as virtudes deste livro de contos, o segundo de Tiago Velasco, destaca-se em Petaluma o olhar sensível às questões do homem contemporâneo. Na narrativa que abre o livro, “Em pedaços”, acompanhamos o andar fraturado de um homem que acorda numa cama de hospital e que, com uma doença que desconhece, não tem o que fazer senão caminhar a esmo. A fragmentação de tempo e espaço e do próprio território psíquico do personagem trazem uma atmosfera becketiana que fisga o leitor já nas primeiras páginas.

    Mais adiante, em “Reflexo” temos o homem niilista, sartreano, que abdica (por transgressão ou egoísmo?, se perguntará o leitor) de seu lugar social para viver conforme suas pulsões e demandas mais essenciais.

    Tiago Velasco caminha, com destreza, (e esta é outra virtude deste livro), por diferentes gêneros e formatos narrativos: da sátira de costumes (“A morta de São José”) ao tragicômico (“Andrezza/ Ernesto”); do nanoconto (“Reflexo”) à narrativa mais longa, que incorpora ao texto de forma suplementativa, os registros jornalístico, cinematográfico e publicitário, o autor traz uma escrita polifônica e sintonizada com as aflições do homem (pós-)moderno.

    Por fim, temos “Petaluma”, o conto (também novela, também poema, também autoficção) que fecha e dá nome ao livro. Um restaurante em que cidadãos de todos os lugares do mundo vão trabalhar como busboys é o cenário em que se desdobrarão as seculares e ásperas relações de classe, atualizadas aqui pela condição contemporânea ultraglobalizada.

    Metáfora da condição desterritorializada do homem hoje, e escrito com linguagem econômica, direta e cortante, Petaluma irá te desterritorializar; na medida em que ser tocado e em entrar em contado verdadeiro com o outro (experiência que Tiago nos proporciona) já é sair de si.

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    Poemas 1999-2014 de Tarso de Melo R$ 19,90

    Poemas 1999-2014 reúne os seis livros de poesia de Tarso de Melo (Santo André, 1976) e poemas esparsos mais recentes, marcando os 15 anos da edição do primeiro de seus livros, “A lapso”, de 1999, que foi seguido por “Carbono” (2002), “Planos de fuga e outros poemas” (2005), “Lugar algum” (2007), “Exames de rotina” (2008) e “Caderno inquieto” (2012), todos lançados originalmente em alguns dos mais prestigiados catálogos da poesia brasileira contemporânea. Nas palavras do poeta e crítico Guilherme Gontijo Flores, a obra de Tarso de Melo, “além de impressionar pelos poemas, o que mais chama atenção – a meu ver – é o percurso. Tanto o percurso interno dos livros, onde estão cada um dos poemas, quanto o percurso maior entre os livros (…). Esse percurso é marcado por uma crescente concretude (nada de concretismo) da linguagem e dos temas – Tarso faz parte de uma tradição de embate com o espaço urbano, de confrontamento direto com o presente, em que a poesia não serve de subterfúgio, escapatória, ou salvação. (…) É nesse mundo em conflito, permeado de dor e do desejo de poesia, que sua poesia caminha”.

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    Poemitos de Airton Paschoa R$ 9,99

    “Nos poemas aqui reunidos, o autor expõe o ritual de uma elaborada desconstrução do cotidiano, do lugar-comum, da melancolia, das ideologias em espiral, dos pesadelos da subjetividade, da loucura encenada, com a gana de/ ir justo até o fim/ o fundo de tudo,/ do poço, do fosso,/ do copo, do corpo.

    Sem medo e pudor, o poeta retira as máscaras de uma poeticidade afetada, blasé, com suas fórmulas do bom poema de ocasião, para tocar no íntimo das palavras, na sua obscura resistência, no seu duro cerne de atrito com o sentido que escapa, até o impasse mais radical, não apenas de uma consciência atormentada, mas que sabe com alguma ironia o destino e o preço da escrita – eu sou o abismo.”

    Excerto de Reynaldo Damazio, em orelha da edição impressa (2013).

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    Por que os loucos escrevemos livros tão bons? de Tiago Franco R$ 14,90

    “Gostei muito da ideia desse engolidor de vogais… estupenda!”
    José Castello

    “Gostei muito de Por que os loucos pela originalidade, pelo seguro domínio da forma, pela superposição de realidade e ficção, e pela temática.”
    Moacyr Scliar

    Por que os loucos escrevemos livros tão bons reúne quinze contos começando por um exercício narrativo cuja forma se assemelha ao tema subjacente a todas as narrativas do livro: o duplo. “O engolidor de vogais”, o primeiro conto, leva ao extremo a demanda por inovação de uma literatura que se autodenomina pós-moderna, erigindo em torno do personagem um muro de isolamento e alienação, que só faz afastá-lo dos potenciais leitores. “Wall Street Journal” é o diário íntimo de um escritor que encontra na doença mental um alívio para sua recusa em escrever, vítima de um misterioso mal cuja semelhança com o Bartleby de Melville parece perturbá-lo. “A pedra”, “O autista literal” e “Writer´s block”, cada um a sua maneira, descrevem escritores em situações-limite com o fazer literário e as saídas, ou melhor, os impasses que encontraram para dar sentido ao inominável em suas obras. “Ks”, “O caso Borges”, “O inconsciente de Schmitz” e “Maupassant” ficcionalizam a biografia de escritores como Kafka e Svevo a fim de examinar as relações entre loucura e escrita literária.

    Na verdade, desde a primeira narrativa, passando pelo conto que dá título ao livro, espelho da vida e da obra do dramaturgo Qorpo-Santo, até “Interimário”, recorte biográfico nada lisonjeiro sobre o Prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, o que mais chama atenção é o domínio da narrativa, cuja estrutura parece ter sido criada na medida certa para abarcar a superposição de realidade e ficção contidas nesses contos que se aproximam do absurdo da condição humana.

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    Pororoca-Cabogó de Sara Bononi R$ 9,90

    Cobogó é uma espécie de tijolo perfurado ou elemento vazado, feito de cimento, utilizado na construção de paredes ou fachadas perfuradas, com a função de quebra-sol ou para separar o interior do exterior, sem prejuízo da luz natural e da ventilação.

    Pororoca é vocábulo que advém do Tupi Guarani e quer dizer estrondo, estouro, rebentação. Considerada como a devolução da água doce despejada no mar pelo rio Amazonas, a pororoca provoca estrondo tal, que toda a floresta, como prenúncio, fica silenciosa, aguardando a passagem imponente de suas ondas que podem alcançar altitude de até seis metros, a uma velocidade que pode variar de quinze a trinta quilômetros por hora. Sua causa deve-se à mudança das fases da lua, principalmente nos equinócios quando aumenta a propensão da massa líquida dos oceanos, proporcionando grande barulho. Pode-se prever a pororoca com duas horas de antecedência, pois a força da água vinda da cabeceira provoca um barulho muito forte e inconfundível.

    Forte e inconfundível é também a poesia de Sara Bononi, com seus versos em vazantes de invulgar beleza, a fluírem velozes e contínuos, em direção ao rigor de todas as aridezes de novidade literária, e o vigor de sua escrita atende ao chamado dessas securas, e as dessedenta bem, porque “já não há tempo/para olhar sem nitidez.”

    A autora traz aqui, para compor o título de sua obra, a surpreendente junção dos vocábulos “Pororoca-cobogó”, sugerindo-nos o encontro das águas em poesia respiratória, “por todos os poros” do existir, de modo a “caber em onda/depois de correr vento,/implodir manhã lume de lua,/magia em descompassada rima, Odoyá,/ cabelos da menina.”

    Como um murmúrio convicto de que “o desandar também é caminho”, a poesia de Sara embala cactos sob um sol vigilante da “saudade cultivada junto ao vaso de jasmim”, feito cicatriz silenciosa e rítmica, a respirar pelos pulmões de cada verso:
    “Ser impossível tristeza,/promessa em mármore/reescrita em pegadas na areia,/para em todo verão/ ter chance de sê-la.”

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    Prazer de Bolívar Torres R$ 4,90

    A rotina e as mulheres de um garoto de programas, o corpo como trajetória, o prazer como fuga e as fugas do prazer.

    Bolívar Torres nasceu em Porto Alegre, mas reside no Rio de Janeiro. Trabalhou como repórter e editor no Jornal do Brasil, e atualmente é editor-assistente no jornal O Globo. Publicou o livro de contos O Cronista, pela Oficina Raquel e o romance Não muito, pela 7Letras.

    Formas Breves é um selo digital dedicado ao gênero conto. Seu único princípio é a qualidade. Com traduções diretas e exclusivas de grandes clássicos do conto universal ou com narrativas da nova geração de escritores em língua portuguesa, Formas breves é um ancoradouro desta galáxia chamada conto.

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    Profissão: poeta de Armando Freitas Filho R$ 14,90

    Oito longas entrevistas com o poeta Armando Freitas Filho cobrindo um período de 15 anos estão no centro deste livro. Nas margens: uma seleção de poemas organizada pelo próprio Armando e um perfil biográfico do poeta escrito por Francesca Angiolillo.Porta de entrada para o universo poético e íntimo de um dos nomes centrais da poesia moderna brasileira. Labirinto da mente e do coração do artista.Prevendo a tentação de oferecermos este livro como uma espécie de “Armando por ele mesmo”, o poeta avisa: “Não se fie muito em quem introduz o seu próprio conteúdo nesses tempos contaminados e perigosos.” Fica o convite para que o leitor se arrisque nessas páginas de registros e tempos múltiplos.

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    Quebranto de Marcos Almeida R$ 11,90

    A angústia de um escravo diante da iminência de uma caçada humana. Uma Maria inquieta que reencontra ao acaso o ex-namorado depois de anos. Um balconista de padaria se preparando para os embates de uma melancólica ceia de Natal. Um jovem recenseador, vagando sozinho por espaços vazios e por vezes até fantasmagóricas de tão ermos, na expectativa de reencontrar um antigo e misterioso colega de escola desparecido. Cada um dos personagens deste livro, em certa medida esperançosos e em busca de algum tipo de redenção, nos oferece um generoso encontro com nossas próprias inquietações.

    Com uma linguagem simples e personagens cativantes, Marcos Vinícius Almeida se propõe a revisitar um espaço relativamente esquecido na ficção atual: o interior – pobre, periférico e em vias de extinção. E não há qualquer sombra de bucolismo. O interior presente nas dez narrativas aqui reunidas, tanto o geográfico quanto o psicológico, nem sempre é acolhedor. É hostil, e por vezes, até cruel.

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    Quem sou eu: meu epitáfio de Mayara Lima R$ 4,99

    Em “Quem sou eu: meu epitáfio”, Mayara Lima é humana e artista; procura esclarecer sua própria identidade em versos, encontrando-se em meio às inúmeras facetas experienciadas pelo ser humano na construção de sua identidade. Ora real, está no mundo da literariedade, e é comerciante, psicóloga, doadora de livros para bibliotecas; ora figurada, flutua no ar da linguagem poética e é metamorfose, contradição e contemplação.

    Outra urgência, porém, ligada a da expressão, ressoa aos corações ao longo da humanidade: o de deixar mensagem. O ser humano necessita que o futuro reconheça-o, compreenda o modo como vive e como se socializa. Há a urgência de perdurar ao tempo, que não a matéria, mas a ideia. De chegar a outras culturas e explicar-se, difundir-se, contactar. Levada por essa urgência, Mayara quis jogar uma mensagem ao mar: a de si mesma. Mas não poderia considerar uma mensagem jogada ao mar se não mergulhada nos universos linguísticos possíveis de ancoragem. “Quem sou eu: meu epitáfio”, é então, uma mensagem traduzida para chegar mais longe. Carregada não pelas águas do mar, mas pelas urgências comuns. Mayara está exposta em nome da poesia e da necessidade de se desvendar pela arte. Em diferentes línguas, como se estendesse os braços para alcançar o mais longe possível, recolhesse toda a força de si para lançar a garrafa ao mais distante do mar.

    Assim, esta é uma experiência poética que não espera o leitor; vai até ele, pois se mostra disposta e aberta a qualquer um a qual lhe seja desperto o chamado de conhecê-la, pois fala sua língua. Mayara Lima se define e se apresenta como uma amiga. A arte opera seu melhor milagre: o de lançar a garrafa ao mar e criar pontes, sejam elas entre diferentes praias ou entre diferentes mentes.

    Analice Chaves, poeta

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    Regras de fuga de Eleazar Venancio Carrias R$ 7,90

    Coletânea de poemas escritos entre 2008 e 2015, período no qual o poeta personagem usou experiências pessoais – solidão, divórcio, depressão, bebedeiras, homoerotismo etc. – como desculpa para escrever sobre o que considera ser uma condição do homem contemporâneo: um ser permanentemente em fuga de si mesmo. Fuga duplamente impossível, porque, desde já, configura também um retorno, mas um retorno sem objeto. Imerso nessa condição absurda, o poeta personagem não deixa, porém, de entrever os momentos de beleza que, raros mas insistentes, contaminam o caos da vida mundana.