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    Pororoca-Cabogó de Sara Bononi R$ 9,90

    Cobogó é uma espécie de tijolo perfurado ou elemento vazado, feito de cimento, utilizado na construção de paredes ou fachadas perfuradas, com a função de quebra-sol ou para separar o interior do exterior, sem prejuízo da luz natural e da ventilação.

    Pororoca é vocábulo que advém do Tupi Guarani e quer dizer estrondo, estouro, rebentação. Considerada como a devolução da água doce despejada no mar pelo rio Amazonas, a pororoca provoca estrondo tal, que toda a floresta, como prenúncio, fica silenciosa, aguardando a passagem imponente de suas ondas que podem alcançar altitude de até seis metros, a uma velocidade que pode variar de quinze a trinta quilômetros por hora. Sua causa deve-se à mudança das fases da lua, principalmente nos equinócios quando aumenta a propensão da massa líquida dos oceanos, proporcionando grande barulho. Pode-se prever a pororoca com duas horas de antecedência, pois a força da água vinda da cabeceira provoca um barulho muito forte e inconfundível.

    Forte e inconfundível é também a poesia de Sara Bononi, com seus versos em vazantes de invulgar beleza, a fluírem velozes e contínuos, em direção ao rigor de todas as aridezes de novidade literária, e o vigor de sua escrita atende ao chamado dessas securas, e as dessedenta bem, porque “já não há tempo/para olhar sem nitidez.”

    A autora traz aqui, para compor o título de sua obra, a surpreendente junção dos vocábulos “Pororoca-cobogó”, sugerindo-nos o encontro das águas em poesia respiratória, “por todos os poros” do existir, de modo a “caber em onda/depois de correr vento,/implodir manhã lume de lua,/magia em descompassada rima, Odoyá,/ cabelos da menina.”

    Como um murmúrio convicto de que “o desandar também é caminho”, a poesia de Sara embala cactos sob um sol vigilante da “saudade cultivada junto ao vaso de jasmim”, feito cicatriz silenciosa e rítmica, a respirar pelos pulmões de cada verso:
    “Ser impossível tristeza,/promessa em mármore/reescrita em pegadas na areia,/para em todo verão/ ter chance de sê-la.”

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    Prazer de Bolívar Torres R$ 1,99

    A rotina e as mulheres de um garoto de programas, o corpo como trajetória, o prazer como fuga e as fugas do prazer.

    Bolívar Torres nasceu em Porto Alegre, mas reside no Rio de Janeiro. Trabalhou como repórter e editor no Jornal do Brasil, e atualmente é editor-assistente no jornal O Globo. Publicou o livro de contos O Cronista, pela Oficina Raquel e o romance Não muito, pela 7Letras.

    Formas Breves é um selo digital dedicado ao gênero conto. Seu único princípio é a qualidade. Com traduções diretas e exclusivas de grandes clássicos do conto universal ou com narrativas da nova geração de escritores em língua portuguesa, Formas breves é um ancoradouro desta galáxia chamada conto.

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    Profissão: poeta de Armando Freitas Filho R$ 14,90

    Oito longas entrevistas com o poeta Armando Freitas Filho cobrindo um período de 15 anos estão no centro deste livro. Nas margens: uma seleção de poemas organizada pelo próprio Armando e um perfil biográfico do poeta escrito por Francesca Angiolillo.Porta de entrada para o universo poético e íntimo de um dos nomes centrais da poesia moderna brasileira. Labirinto da mente e do coração do artista.Prevendo a tentação de oferecermos este livro como uma espécie de “Armando por ele mesmo”, o poeta avisa: “Não se fie muito em quem introduz o seu próprio conteúdo nesses tempos contaminados e perigosos.” Fica o convite para que o leitor se arrisque nessas páginas de registros e tempos múltiplos.

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    Punição e liberdade no Brasil de Paula Bajer Fernandes R$ 14,90

    Este livro narra a história do processo penal no Brasil desde os tempos da Colônia até os dias de hoje.

    Esta reedição atualizada e revista traz análises de casos recentes no Brasil: Mensalão e Lava Jato. Discute também a influência da mídia e da tecnologia na esfera jurídica.

    Um livro escrito por especialista na área, mas pensando em fornecer as ferramentas básicas para que o cidadão comum consiga entender o que está em jogo nos grandes e também nos pequenos processos penais com as quais pode se defrontar no dia a dia.

    Nunca a Justiça esteve tão presente no cotidiano dos brasileiros. É hora de tomar nas próprias mãos o entendimento desse emaranhado de narrativas que muitas vezes desconcerta a todos, mas pode ser mais simples do que parece.

    Paula Bajer é doutora em direito na área de processo penal pela Universidade de São Paulo.

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    Quebranto de Marcos Almeida R$ 11,90

    A angústia de um escravo diante da iminência de uma caçada humana. Uma Maria inquieta que reencontra ao acaso o ex-namorado depois de anos. Um balconista de padaria se preparando para os embates de uma melancólica ceia de Natal. Um jovem recenseador, vagando sozinho por espaços vazios e por vezes até fantasmagóricas de tão ermos, na expectativa de reencontrar um antigo e misterioso colega de escola desparecido. Cada um dos personagens deste livro, em certa medida esperançosos e em busca de algum tipo de redenção, nos oferece um generoso encontro com nossas próprias inquietações.

    Com uma linguagem simples e personagens cativantes, Marcos Vinícius Almeida se propõe a revisitar um espaço relativamente esquecido na ficção atual: o interior – pobre, periférico e em vias de extinção. E não há qualquer sombra de bucolismo. O interior presente nas dez narrativas aqui reunidas, tanto o geográfico quanto o psicológico, nem sempre é acolhedor. É hostil, e por vezes, até cruel.

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    Quem mexeu no meu trema? de Max Gehringer R$ 11,90
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    Rachel Rachel de Heloisa Buarque de Hollanda R$ 14,90

    “Eu me prometi, várias vezes, por vários anos, fazer um livro de fôlego sobre Rachel [de Queiroz]. Analisar sua obra moderna, seu perfil feminista, sua paixão política, seu estilo único, sua firmeza no trato com a palavra. Mas nunca escrevi esse livro […].”Se o livro de fôlego nunca foi escrito, podemos saborear em “Rachel Rachel” os ensaios e fragmentos de Heloisa Buarque de Hollanda para a realização dessa grande obra que, paradoxalmente, se revela aqui por inteira.O livro inclui os seguintes textos: “A roupa de Raquel um estudo sem importância”; “Rachel de Queiroz, profissão jornalista”; “Como entender Rachel de Queiroz?”; “O ethos Rachel”. E ainda o belo texto escrito por Heloisa e Rachel a quatro mãos “Dona Fideralina de Lavras”.

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    Regras de fuga de Eleazar Venancio Carrias R$ 7,90

    Coletânea de poemas escritos entre 2008 e 2015, período no qual o poeta personagem usou experiências pessoais – solidão, divórcio, depressão, bebedeiras, homoerotismo etc. – como desculpa para escrever sobre o que considera ser uma condição do homem contemporâneo: um ser permanentemente em fuga de si mesmo. Fuga duplamente impossível, porque, desde já, configura também um retorno, mas um retorno sem objeto. Imerso nessa condição absurda, o poeta personagem não deixa, porém, de entrever os momentos de beleza que, raros mas insistentes, contaminam o caos da vida mundana.

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    Respirando de Antonio Augusto R$ 8,90

    “Quem tem um alien desenvolvido sofre e faz sofrer. Há relações entre os aliens de duas pessoas que se consomem mutuamente. É tristeza que transborda e machuca, um desperdício de tempo e vida.

    Aliens são sabotadores da felicidade. Ao primeiro sinal de bem-estar, lá vêm eles apontando o que está errado, buscando a porta de saída, olhando o que falta, o que poderia ser diferente. Sim, aliens adoram o futuro do pretérito: poderia, deveria, seria, estaria, melhoraria, gostaria. Tudo iria, mas não vai, porque o alien vive da incompletude, da falta, da incerteza, da dúvida. Aliens se alimentam do ideal que não chega.

    Aliens detestam dormir junto, pernas enroscadas debaixo do cobertor, Sessão da Tarde em dia frio, pipoca, vinho e bate-papo, música, viagens e todas essas coisas que aproximam as pessoas da essência do encontro. Aliens gostam de jogos, de manipulação, de bancar o detetive, de traição, de culpa, de expor as fraquezas do outro, de torná-lo menor, de virar as costas, de dubiedade, de confundir. Aliens adoram a escuridão, o que não é dito, profecias autorrealizadas. Aliens adoram a frase ‘Eu te disse!’.”

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    Rubores de Leandro Jardim R$ 14,90

    Leandro Jardim publicou anteriormente dois livros de poesia: Todas as vozes cantam (7Letras, 2008) e Os poemas que não gostamos de nossos poetas preferidos (e outros exercícios ensimesmados) (Orpheu, 2010). Desde então, Jardim se dedica à composição em parcerias com músicos como Matheus Von Krüger, Rafael Gryner, Diogo Cavadal e Anna Clara Valente. Ele mantém o blog http://leandrojardim.blogspot.com.br/Elefantes na varanda, dedicado à música e à literatura.

    Segundo Ramon Mello, autor de Vinis mofados (Língua Geral, 2009) e Poemas tirados de notícias de jornal (Móbile, 2012), o autor retrabalha sua relação com a poesia na forma da prosa. Assim, Jardim trata de forma delicada o texto e proporciona “um jogo de revelações, simulações e transformações” onde “em cada história acompanhamos a busca pela significação da vida e seus mistérios”. Já Antônio Xerxenesky, autor de Areia nos dentes (2008/2010) e A página assombrada por fantasmas (2011, ambos pela Rocco), afirma se tratar de uma estreia vigorosa. Em seu prefácio, também menciona a ligação entre a prosa e a poesia e a criação literária em si. “Para a sorte do leitor, Leandro Jardim se atira de cabeça em ambos, construindo uma prosa inquieta, repleta de narradores movidos pela curiosidade”, destaca.

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    Sabedoria do silêncio de Civitas Solis R$ 11,90

    Desde tempos imemoriais que o Hermetismo e a Rosacruz estão presentes na história do pensamento. Os seus esforços por libertar o ser humano da ignorância, por lhe transmitir um conhecimento mais aprofundado das coisas e, assim, elevá-lo a uma maior liberdade de consciência, deixaram uma marca indelével no humanismo ocidental.

    De onde jorra a fonte deste progresso civilizacional da humanidade? Diz Hermes Trismegistos: “Da Sabedoria que pensa no Silêncio, e da Semente que é o Único Bem”.

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    Safada de Nalini Narayan R$ 9,90

    Polêmica, a autora homenageia Catherine Millet e Paulo Coelho numa ousada mistura de orgia e misticismo, sexo e magia. Sua prosa clara e engajada não falha em impactar o leitor para além do bem e do mal. Em tempos de moralismos exacerbados, esta obra é um manifesto pela liberdade, original e divertido, que nocauteia sem medo essas bandeiras empoeiradas.