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    Meios e finais de Ricardo Piglia, Fermín A. Rodríguez, Pedro Meira Monteiro, Paul Firbas, R$ 14,90

    Meios e Finais – Conversas em Princeton é muito mais do que um livro de entrevistas com Ricardo Piglia. Como afirma Paul Firbas (organizador da obra) no prefácio: “A conversa é um dos gêneros prediletos de Piglia para a interseção entre a crítica e a ficção, e para buscar, de alguma forma, escapar do lugar de enunciação da academia e das autoridades. Sendo assim, tais conversas, logo convertidas em textos de crítica, configuram também os capítulos imaginários de algum romance epistolar entre amigos.”

    A publicação surgiu a partir de uma roda de conversa, que aconteceu em novembro de 2010, entre o autor argentino e os professores e críticos literários Paul Firbas, Pedro Meira Monteiro e Fermín A. Rodríguez, sobre temas como cinema, política, tecnologia, leitura e controle social.

    O título faz parte do selo Peixe-elétrico Ensaios, que apresenta ao leitor de língua portuguesa um conjunto de intervenções críticas em formato e-book.

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    Peixe-elétrico #01 de Alcir Pécora, Juan Villoro, Leonardo Martinelli, Ricardo Piglia, Marcelo Moreschi, Matilde Campilho, Grátis!

    Nesta edição:

    Os livros da minha vida – RICARDO PIGLIA
    Ricardo Piglia organiza neste ensaio alguns aspectos de suas memórias a partir dos livros que teriam lhe marcado de forma bastante particular, sobretudo até a sua juventude. Lançando mão do sempre presente Emilio Renzi, o autor de Respiração artificial engenhosamente mostra que se há algo de sua vida que pode ser retomado, é a literatura. O texto de Piglia circulou durante a Feira do Livro de Guadalajara de 2014 e é uma amostra das publicações que ele está programando lançar. São textos memorialísticos, fragmentos de resenha, entradas de diários etc. Peixe-elétrico publica em primeira mão essa nova fase da obra de um dos principais escritores latino-americanos.

    A arte de ler – JUAN VILLORO
    O texto de Juan Villoro comenta justamente a nova produção de Ricardo Piglia, observando como há ali uma espécie de ética de leitura. Para Villoro, Piglia está sintonizado com a ideia de Borges de que um livro tem a vida decidida por seus leitores e por isso seleciona momentos bastante delicados e radicais da arte de ler: homens encarcerados ou à beira da morte são alguns dos leitores que mais interessam a Ricardo Piglia. Haveria ainda na operação contemporânea do escritor argentino uma espécie de balanço de sua trajetória literária. Ler Piglia apresentado por Villoro nos parece um privilégio: são dois dos escritores mais livremente criativos da América Latina contemporânea.

    A musa falida – ALCIR PÉCORA
    A famosa crise nos estudos de humanidades é discutida por Alcir Pécora na palestra que ele ofereceu aos alunos ingressantes na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra no início do ano letivo 2014-15. Mais do que apenas identificar fraturas ou apontar problemas, Pécora lança mão de um grupo de teóricos contemporâneos para fazer uma espécie de proposta de sobrevivência diante dos impasses que as humanidades no geral, e mais especificamente os estudos literários, enfrentam há alguns anos. O ensaio do professor da Unicamp ainda ilumina a proposta de rede que a Peixe-elétrico pretende estabelecer, ao mencionar um ensaio de Boris Groys, que iremos publicar em um dos nossos próximos números.

    Repare nos peixes: se debatendo, se debatendo sobre a pedra fria – MATILDE CAMPILHO
    Matilde Campilho, um dos nomes mais interessantes da nova poesia portuguesa, publica a primeira resenha da série que Peixe-elétrico pretende lançar em suas edições. Com a mesma sensibilidade de seus poemas, Campilho analisa Desalinho de Laura Liuzzi, associando-o a outras manifestações culturais e identificando as tendências de outra jovem artista. Sem nenhum tipo de direcionamento, pretendemos publicar uma resenha por edição de Peixe-elétrico.

    O som ao redor (e a música que nos representa) – LEONARDO MARTINELLI
    O texto de Leonardo Martinelli discute como as políticas públicas de divulgação internacional de nossa música erudita obedecem a uma visão de nação muito específica e que acaba deixando de lado diversas manifestações interessantes e representativas. É uma forma excludente e às vezes clichê de pensar o Brasil, muitas vezes para satisfazer a uma certa visão estrangeira já pré-concebida sobre nós. Junto com o texto de Alcir Pécora, Martinelli demonstra a disposição de Peixe-elétrico para o debate franco, crítico e livre, além de deixar claro nosso interesse por todas as artes.

    Mário de Andrade como ruína psicoetnográfica: o retrato de Flávio de Carvalho – MARCELO MORESCHI
    Marcelo Moreschi, professor da Unifesp, assina um longo ensaio sobre o retrato que Flávio de Carvalho pintou de Mário de Andrade, as leituras e repercussões da obra e, sobretudo, a maneira como um dos nossos líderes modernistas construiu aos poucos a própria imagem e tentou controlar a recepção de seu trabalho. É um texto que demonstra por fim a intenção de Peixe-elétrico de intervir no debate sobre a tradição artística brasileira. Pretendemos discutir ainda a obra de muitos artistas canônicos, sempre em textos fundamentados e que possam gerar outras reflexões.

    O globo da morte de tudo – NUNO RAMOS e EDUARDO CLIMACHAUSKA
    O ensaio visual que ilustra esta edição de Peixe-elétrico é parte do registro da exposição O globo da morte de tudo, de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska. No caso desses dois artistas emblemáticos, a atitude de colocar tudo abaixo, serviu como motor para a produção de uma performance singular e perturbadora. Peixe-elétrico não podia estrear com imagens mais adequadas.

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    Peixe-elétrico #05 de Ana Paula Pacheco, Bruno Rodrigues, Flávio Ricardo Vassoler, Garnette Cadogan, Sérgio Tavares, Silviano Santiago, Ricardo Lísias, Thiago Blumenthal, R$ 14,90

    Nesta edição:

    Hélio Oiticica em Manhattan – SILVIANO SANTIAGO
    Silviano Santiago dialoga com o artista plástico a partir de suas memórias da década de 1970, quando frequentava o apartamento dele em Nova York. Crítica e memória se misturam num texto intenso e generoso.

    Em um segundo ensaio – “Meditação sobre o ofício de criar” –, relendo seus próprios textos, Silviano Santiago analisa o fenômeno da autoficção na literatura contemporânea.

    Norte magnético – GARNETTE CADOGAN
    Jamaicano radicado nos EUA, Garnette Cadogan traz ao leitor brasileiro um pouco de seu projeto de fenomenologia da caminhada. Ao andar por bairros constrastantes em Nova York, Cardogan discute a dinâmica das mudanças culturais em cenários urbanos, a partir do olhar de quem caminha e observa. Racismo, luta de classes, urbanismo e violência, são lidos de muito perto.

    Iracema – uma transa amazônica – ANA PAULA PACHECO
    Ana Paula Pacheco analisa o filme “Iracema – uma transa amazônica”, observando como a modernidade chega em espaços abandonados, trazendo consequências de toda ordem. A experimentação formal dos diretores cria uma ficção documental até hoje valiosa e significativa para a compreensão do nosso atraso.

    Réquiem e utopia – FLÁVIO RICARDO VASSOLER
    Com estilo forte e bastante erudição (sem falar na experiência de quem conhece o Império russo pessoalmente) Vassoler analisa a obra de Svetlana Alexievich, a mais recente Prêmio Nobel de Literatura, notando tanto a originalidade de sua obra como a força de denúncia que ela traz no bojo de vozes desencontradas e perdidas em meio a um Império em franca decadência.

    O tom de Nuno Ramos – RICARDO LÍSIAS
    Ricardo Lísias resenha o livro “Sermões” de Nuno Ramos e a partir dessa leitura procura elementos que organizem a obra literária e visual do artista paulistano.

    Destroços: um romance – BRUNO RODRIGUES
    Em um texto fragmentário e errante, Bruno Rodrigues retoma as questões que seu primeiro texto publicado na Peixe-elétrico (edição # 2) já apresentava: as exclusões que o cânone literário representa, o elitismo que persiste em muitas questões literárias e a militância urgente que nosso tempo parece recusar.

    O triunfo do leitor – THIAGO BLUMENTHAL
    O ensaio analisa o novo status que a figura do leitor parece estar assumindo em um tempo em que mais do que ler, é preciso mostrar esse ato, declará-lo ao mundo e, ainda mais, ilustrar-se publicamente com os efeitos dessa leitura.

    Operação Tobias – SÉRGIO TAVARES
    Tavares reflete sobre o caso do folhetim eletrônico Delegado Tobias. O texto analisa as novas hipóteses de porosidade no ato da leitura e, consequentemente, os limites da ficção.

    Nova York lado B – RUDDY ROYE
    Esta edição é toda ilustrada por flagrantes de Nova York clicados pelo militante e talentoso fotógrafo Ruddy Roye.

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    Rachel Rachel de Heloisa Buarque de Hollanda R$ 14,90

    “Eu me prometi, várias vezes, por vários anos, fazer um livro de fôlego sobre Rachel [de Queiroz]. Analisar sua obra moderna, seu perfil feminista, sua paixão política, seu estilo único, sua firmeza no trato com a palavra. Mas nunca escrevi esse livro […].”Se o livro de fôlego nunca foi escrito, podemos saborear em “Rachel Rachel” os ensaios e fragmentos de Heloisa Buarque de Hollanda para a realização dessa grande obra que, paradoxalmente, se revela aqui por inteira.O livro inclui os seguintes textos: “A roupa de Raquel um estudo sem importância”; “Rachel de Queiroz, profissão jornalista”; “Como entender Rachel de Queiroz?”; “O ethos Rachel”. E ainda o belo texto escrito por Heloisa e Rachel a quatro mãos “Dona Fideralina de Lavras”.