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    Encarcerado de Lílian Fleury Dória R$ 9,90

    Encarcerado é um romance contemporâneo que se passa em dois tempos: o primeiro em 1978, no início da abertura do país após o regime militar, e o segundo no ano 2000, com alguns resquícios e revisões do regime ditatorial. O fio condutor é a vida de um homem, aparentemente indigente, que foi preso sem maiores provas no período final da ditadura e, vinte anos depois, sairá da prisão pelo trabalho de um defensor público. Nosso protagonista não tem nome ou identidade e parece ter sofrido um trauma muito grande. Sujo, desorientado e vivendo nas ruas há semanas, este homem vai se entregar à polícia por um crime que acredita ter cometido. O seu encarceramento é físico e psicológico. Durante os vinte e dois anos em que permanece preso, ele luta para descobrir a própria identidade e descobre uma saída na escrita. No calor dos dias, vai forjar com cuidado o seu próprio romance que terá como modelo uma das primeiras novelas de Dostoiévski, A dona da casa. Perdido entre sua triste realidade e a ficção do escritor russo, este encarcerado tentará avivar sua memória para investigar o seu passado e reconstruir o crime que imagina ter cometido. Cabe ao leitor unir os fios que ligam a vida deste escritor maduro e atordoado do ano 2000 à existência do jovem sonhador e estudante de letras que viveu em meio às agitações, enchentes e movimentos de 1978.

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    estradas paralelas de Camila Moraes R$ 14,90

    Depois de um encontro fortuito com um colombiano em Cusco, Tarsila deixa sua São Paulo natal e decide fazer da Bogotá dele sua nova morada, mesmo sabendo que lá não mudam as estações. Antes mesmo de por os pés em solo bogotano, ela se apodera daquele espaço e, sentindo-se fortalecida no papel de estrangeira, cria com a cidade uma intensa relação. Nela, praticamente sozinha, Tarsila decide recomeçar do zero.

    “Estradas paralelas” é seu romance de estreia. “Pequenos Exílios” é uma coleção de relatos ficcionais de viagem, elaborados por escritores que possuem em suas trajetórias uma experiência radical em solo estrangeiro. As cartografias destes pequenos desaparecimentos ecoam a proximidade entre viagem e literatura de toda uma vasta genealogia de escritores aventureiros. Entre legados e pressentimentos, estes “Exílios” acolhem o testemunho da alteridade e do desamparo, da vertigem e do desenraizamento, de um continente que constitui sujeitos e identidades mais assentados nas polifonias da estrada que nos costumes da terra.“Pequenos Exílios” é um manifesto não escrito de gêneros transnacionais. É um atestado de pertença ao desassossego e de recusa a endogamias artísticas. A trama de idiomas outros na textura da língua mãe.

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    Nove tiros em Chef Lidu de Paula Bajer Fernandes R$ 14,90

    Esta apresentação, redigida por mim, João Anzanello Carrascoza, tem um só objetivo: incentivar você, leitor, a saltar logo para as páginas de “Nove Tiros em Chef Lidu”, romance policial de Paula Bajer Fernandes. Uma obra que tem tudo para magnetizar a imaginação de quem gosta de tramas engenhosas, mas que, dispensando os cenários exóticos – o desfecho todavia será em Paris –, emergem do cotidiano de cidades como São Paulo. E nada deixam a desejar aos clássicos do gênero, ainda que não sigam a sua receita. Sim, a história relatada por Elvis Prado Lopes, auxiliar do Dr. Magreza, delegado que conduz a investigação sobre o assassinato do dono da Brasserie Lidu, plasma às avessas o estilo detetivesco. Elvis é escrivão, mas ao contrário do hermetismo dos inquéritos, seu relato é direto, límpido, com diálogos coloquiais, e o romance é a “sua” versão, não oficial (mas depois aceita?), da história. Oposto a Bartleby, o escrivão de Melville e sua inércia (“acho melhor não”), Elvis não se contenta com as diligências do Dr. Magreza e sai em ação, por conta própria, para descobrir quem matou Chef Lidu. Aliás, Elvis se vale de muitos parênteses (pistas falsas?), revelando uma voz que o tempo inteiro ironiza e homenageia o cânone do gênero. Assim, todos os personagens relevantes são suspeitos: Darlene, a mulher de Lidu (com ciúmes de Monalisa, nova funcionária da brasserie), Monalisa (de olho na posição da outra?), Ronald, namorado de Monalisa (será que ela é amante de Lidu?) e até mesmo o Dr. Magreza (que, na juventude, teve um caso com Darlene). Enfim, eis uma teia de relações que faz a narrativa avançar em vertigem, com referências explícitas e veladas aos heróis noir, levando o leitor a rir e a desconfiar de tudo e de todos. “Nove Tiros em Chef Lidu”, de Paula Bajer Fernandes: romance policial que vai garfar a sua atenção da primeira à última página. Digo e dou fé.

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    Sabores das calçadas  de João Pedro Bortoli Daleffe R$ 77,90

    Ensaio fotográfico sobre comida de rua em São Paulo

    Muito popular atualmente, em especial nas grandes cidades como São Paulo, a comida de rua vem ofuscando a gastronomia dita de grandes chefs e restaurantes renomados, sendo muito conhecida pelos paulistanos, fazendo sucesso com sua elaboração simples e singela, para ser degustada em pé ou nas pequenas mesas em meio ao barulho da rua.

    O que se pode destacar neste livro é a variedade de tipos de comida que são oferecidos em diferentes pontos da cidade, como retrato da diversidade cultural da capital paulista por conta da forte migração acontecida no início do século 20, em especial a italiana, a japonesa e árabe, tendo como exemplo a feira da liberdade, na região central, onde se vendem iguarias da culinária nipônica tais como o guioza, o tempurá e o mochi, um bolinho japonês de recheio de feijão vermelho.