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ISBN: 9788584740796

Peixe-elétrico #02

de Fredric Jameson, Bruno Rodrigues, Carlos Guilherme Mota, David Oubiña, Elias Thomé Saliba, Inés Azar, Leyla Perrone-Moisés, Lina Meruane, Maria Elisa Cevasco,

Nesta edição: A estética da singularidade – FREDRIC JAMESON Fredric Jameson volta a pensar a arte contemporânea em texto publicado originalmente na revista New Left Review. Autor de um estudo que influenciou gerações posteriores – Pós-modernismo, ou a lógica cultural do capitalismo tardio –, o grande intelectual norte-americano analisa algumas manifestações culturais para notar o […]

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Nesta edição: A estética da singularidade – FREDRIC JAMESON Fredric Jameson volta a pensar a arte contemporânea em texto publicado originalmente na revista New Left Review. Autor de um estudo que influenciou gerações posteriores – Pós-modernismo, ou a lógica cultural do capitalismo tardio –, o grande intelectual norte-americano analisa algumas manifestações culturais para notar o caráter de singularidade que a arte pode estar tomando. Como sempre, Jameson utiliza em sua análise um arco bastante amplo de exemplos: da culinária à economia, passando pelo cinema e pela literatura. Introdução ao pensamento de Fredric Jameson – MARIA ELISA CEVASCO Principal especialista brasileira na obra de Fredric Jameson, Maria Elisa Cevasco apresenta o ensaio “A estética da singularidade” e publica uma longa entrevista com o autor. Tradutora de Jameson para o português, Cevasco esclarece os principais pontos de sua obra e aponta alguns caminhos de interpretação. Uma verdade revolucionária – LINA MERUANE Autora do romance Sangue no olho, a escritora chilena, descendente de palestinos, Lina Meruane publica um conjunto de crônicas descrevendo sua visita à Palestina em busca de suas raízes familiares. Com o mesmo estilo tenso de seus textos de ficção, as crônicas traduzem bem a situação palestina, o clima de opressão e preconceito que cerca um dos povos mais marginalizados do mundo contemporâneo. Fotos da Cisjordânia – RAFAEL GUENDELMAN As fotos de Rafael Guendelman ilustram não apenas o conjunto de crônicas de Lina Meruane como toda esta edição da Peixe-elétrico: eloquentes e ao mesmo tempo profundas, mostram a cor e o rosto da Palestina. Knausgård e a arte da autoficção – LEYLA PERRONE-MOISÉS Sempre atenta à literatura contemporânea, Leyla Perrone-Moisés analisa a obra do escritor norueguês Karl Ove Knausgard, decifrando os mecanismos de composição da série Minha luta, apresentando inclusive as possíveis razões do sucesso de público dos livros. O texto é exemplar da concepção de resenha que Peixe-elétrico cultiva. Revolução conservadora – ELIAS THOMÉ SALIBA Uma nova e polêmica abordagem da história do Brasil – a passagem do Império para a República – nos é apresentada em resenha do livro do historiador Marcos Costa. Saliba encontra as raízes dessa ideia, bem como sua originalidade e limites. O Tempo domesticado – CARLOS GUILHERME MOTA Se a biografia é um dos gêneros mais difíceis para um historiador, o que dizer então da autobiografia? Mota apresenta o rascunho inicial de sua futura autobiografia, no qual abre para o leitor dilemas epistemológicos e afetivos para se lidar com o próprio passado vivido. As matemáticas em Borges – INÉS AZAR A crítica argentina radicada nos Estados Unidos aprofunda o estudo das bases teóricas matemáticas que permeiam a composição de diversos textos do grande autor argentino Jorge Luis Borges. Situa assim o autor juntamente com a revolução no campo da física ocorrida no início do século XX e nos apresenta o que há de original na forma como ele entendeu essas mudanças no campo do saber. Borges e o cinema – DAVID OUBIÑA Jorge Luis Borges começa a perder a visão quando surge o cinema moderno. No entanto o crítico de cinema argentino David Oubiña revela o quanto Borges foi um entusiasta do surgimento do cinema e como, paradoxalmente, essa limitação ao cinema antiquado marcou os rumos da construção de uma obra literária moderna. A educação pela pedrada – BRUNO RODRIGUES Partindo de uma análise das manifestações de 2013, o ensaísta tenta compreender como as novas mudanças no panorama editorial brasileiro influenciam a própria concepção de cultura, ao mesmo tempo em que avalia a queda para o oficialismo que no geral tem dominado a literatura brasileira contemporânea. O contemporâneo entre tapas e beijos – RICARDO BARBERENA O artigo procura mostrar as dificuldades que um crítico literário enfrenta ao lidar com o texto contemporâneo. Além das dificuldades inerentes à própria análise de uma obra, o que está em jogo quando se trata do contemporâneo é um objeto que sequer foi inteiramente conhecido. Como estudar o que não se compreende por inteiro?

ISBN: 9788584740796
Selo: Peixe-elétrico
Data de publicação: 2015
Páginas: 140
Tradutor: Ricardo Lísias, Renato Marques, Gênese Andrade
Ilustrador: Rafael Guendelman

1934
Fredric Jameson é um crítico literário conhecido por sua análise da cultura contemporânea e da pós-modernidade. Entre seus livros mais importantes estão Pós-Modernidade: a lógica cultural do capitalismo tardio, O Insconsciente político e Marxismo e Forma (todos esgotados em português). Publicou o ensaio A estética da singularidade na revista da e-galáxia Peixe-elétrico #02.
1992
Bruno Rodrigues nasceu em Porto Alegre. Estuda Letras na USP. Publicou o ensaio A educação pela pedrada na revista da e-galáxia Peixe-elétrico #02.
1941
O historiador Carlos Guilherme Mota nasceu em São Paulo e é professor titular de História Contemporânea da FFLCH-USP e de História da Cultura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Em 2009 recebeu o título de Professor Emérito da Universidade de São Paulo, e em 2011 ganhou o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Publicou o ensaio O Tempo domesticado na revista da e-galáxia Peixe-elétrico #02.
1964
David Oubiña é doutor em Letras pela Universidade de Buenos Aires. É pesquisador do CONICET e professor na New York University em Buenos Aires. Integra o conselho da revista Las Ranas (artes, ensayo y traducción) e da Revista de cine. Publicou o ensaio Borges e o cinema na revista da e-galáxia Peixe-elétrico #02.
Elias Thomé Saliba é historiador, professor titular da USP e autor, entre outros, de Raízes do riso e As utopias românticas. Publicou o ensaio Revolução conservadora na revista da e-galáxia Peixe-elétrico #02.
Inés Azar nasceu em Buenos Aires. Formada em Letras (Clássicas) pela Universidade de Buenos Aires e com doutorado pela Johns Hopkins University, lecionou por mais de 30 anos na George Washington University. Sua obra crítica se situa entre a reflexão teórica, a filosofia da linguagem e a análise de texto. Publicou, entre outros, textos sobre a construção da subjetividade na poesia de Garcilaso e sobre a relação entre a palavra e a realidade em Quixote. Publicou o ensaio As matemáticas em Borges na revista da e-galáxia Peixe-elétrico #02.
1936
Leyla Perrone-Moisés nasceu em São Paulo, em 1936. É doutora em Língua e Literatura Francesa e livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP). Desde 1996 é professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Em 2013, ganhou o prêmio da Fundação Bunge por vida e obra. Publicou o ensaio Knausgård e a arte da autoficção na revista da e-galáxia Peixe-elétrico #02.
1970
Lina Meruane é escritora e docente chilena. Sua obra de ficção inclui, entre outros, Sangue no Olho. Também se aventurou pelos gêneros de não ficção, com o volume Volverse Palestina. Recebeu os prêmios literários Sor Juana Inés de la Cruz (México, 2012), Anna Seghers (Berlim, 2011) e bolsas para produção literária da Fundação Guggenheim (2004) e da National Endowment for the Arts (2010). Atualmente leciona literatura e cultura latino-americana na Universidade de Nova York. Pelo selo Formas Breves da e-galáxia publicou Ai.
Maria Elisa Cevasco é professora titular de literaturas em inglês e de estudos culturais na FFLCH-USP. Publicou o ensaio Introdução ao pensamento de Fredric Jameson na revista da e-galáxia Peixe-elétrico #02.

“Peixe-elétrico #02”

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