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ISBN: 9788584740635
Categoria

Uma trincheira entre o mar e os paralelepípedos

de Jonathan Constantino

As apresentações são sempre de grandes dificuldades: pressupõem a mediação do outro sobre o objeto de forma escancarada, e com ele os juízos de valor, o gosto, a formação e a trajetória. Fica a encargo do outro, mostrar ou não, e quais e como são os cômodos da casa, o que vai pra debaixo do tapete e qual será o bibelô da mesinha de centro da sala.

Não se pode negar a inevitável parcialidade que todos nós leitores temos, mas cá está tentando-se configurar a apresentação do presente livro. Dividido em seis distintas partes, basicamente ordenadas pelo próprio cotidiano e o esgarçar da vida atuam dentro daquilo que se denomina por novíssima literatura brasileira marcada pela presença dos elementos do cotidiano, abandono da pesquisa antropológica, produção individual, bem como a circulação em circuitos menores que abandonam, negam e debocham da “Sagração Acadêmica”, centrando-se no correr da própria vida, das relações e circunstancias.

São os espólios do cotidiano, assinalados pelo próprio autor que se fazem presentes nas páginas a seguir: escrever e ser lido torna-se a experiência performática, o lançamento ao mundo, a sedimentação lírica da vida moderna que se projeta, se debate e se quer contínua. Já diziam os marujos que tatuavam andorinhas a cada mil léguas percorridas: al mare!

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As apresentações são sempre de grandes dificuldades: pressupõem a mediação do outro sobre o objeto de forma escancarada, e com ele os juízos de valor, o gosto, a formação e a trajetória. Fica a encargo do outro, mostrar ou não, e quais e como são os cômodos da casa, o que vai pra debaixo do tapete e qual será o bibelô da mesinha de centro da sala. Não se pode negar a inevitável parcialidade que todos nós leitores temos, mas cá está tentando-se configurar a apresentação do presente livro. Dividido em seis distintas partes, basicamente ordenadas pelo próprio cotidiano e o esgarçar da vida atuam dentro daquilo que se denomina por novíssima literatura brasileira marcada pela presença dos elementos do cotidiano, abandono da pesquisa antropológica, produção individual, bem como a circulação em circuitos menores que abandonam, negam e debocham da "Sagração Acadêmica”, centrando-se no correr da própria vida, das relações e circunstancias. São os espólios do cotidiano, assinalados pelo próprio autor que se fazem presentes nas páginas a seguir: escrever e ser lido torna-se a experiência performática, o lançamento ao mundo, a sedimentação lírica da vida moderna que se projeta, se debate e se quer contínua. Já diziam os marujos que tatuavam andorinhas a cada mil léguas percorridas: al mare!

ISBN: 9788584740635
Selo: Prato de cerejas
Data de publicação: 2015
Páginas: 70

“Uma trincheira entre o mar e os paralelepípedos”

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